sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mauricio Assumpção ressurge e detona a esperança dos torcedores do Botafogo

Divulgação
Não é de hoje que o caos está instalado no Botafogo. Desde o início do Brasileirão, os salários atrasados já davam conta de uma competição difícil para o clube. E exatamente a dois meses do fim do torneio, com o time na zona de rebaixamento, o presidente Mauricio Assumpção, que até então andava fora de cena, reapareceu para praticamente assinar o atestado de óbito do alvinegro na temporada, afastando quatro jogadores titulares.

Não é novidade que Emerson Sheik exagera nas declarações e não é exemplo de profissionalismo, tendo em vista o histórico que possui. Julio Cesar também é considerado "esquentado", assim como Edilson. Ainda assim, dentro de campo, os três têm ajudado, na medida do possível, nessa situação difícil. O mesmo acontece com Bolívar, que é uma figura muito querida entre o elenco e, ausente, pode causar um desconforto grande no particular dos atletas, fator que deve repercutir dentro de campo.

O Botafogo já tinha muitas limitações técnicas, mas, taticamente, Vagner Mancini estava conseguindo tirar leite de pedra e, mesmo com uma campanha irregular, dava esperanças à torcida na manutenção da Série A. O presidente colocou tudo por água abaixo. Desestabilizou o clima e desmontou a formação criada pelo treinador, que chegou até mesmo a botar o cargo à disposição.

Se o alvinegro carioca escapar do rebaixamento, será na base da raça. O pouco da paz que restava, o presidente fez questão de retirar, em uma atitude precipitada e despreparada. Para completar, Assumpção ainda afirmou que a liderança que o quarteto exercia era negativa e, esperava uma liderança agora positiva de... Carlos Alberto.

E quem mais sofre com isso tudo é o torcedor, que agora reduziu as esperanças ao nível mínimo.