segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quando a arbitragem mancha o futebol

Em outros tempos, poderia parecer choro de perdedor, porém, quando o caso se torna rotineiro e acontece em vários estados diferentes, é sinal de que a situação é alarmante e preocupante. Erros de arbitragem no Brasil já viraram mais comuns do que os acertos e, para piorar ainda mais a situação, o problema não é reconhecido pelas federações que, na maior parte do tempo, ignoram tais "equívocos" - prefiro chamar assim - e passam a mão na cabeça dos juízes, bandeirinhas e até mesmo dos auxiliares que ficam atrás dos gols, sabe-se lá por que, já que raramente interferem em alguma marcação.

O primeiro caso bizarro foi no Campeonato Mineiro. Jô estava em posição legal e sofreu um pênalti claro no final do confronto do Atlético Mineiro com o Cruzeiro. O juiz chegou a apitar o pênalti, porém, o bandeirinha marcou um absurdo impedimento. O lance, se fosse apitado corretamente, provavelmente daria o título ao Galo, porém, ficou com o Cruzeiro.

Já em São Paulo, a tragédia só não foi maior porque o Ituano levou a melhor nos pênaltis. O gol do Santos aconteceu em um pênalti que não deveria ser marcado, já que Cícero estava impedido.

Mas, sem dúvida, o que mais chamou a atenção foi a final carioca. O Vasco, que já havia sido prejudicado de forma bizarra perante o mesmo Flamengo, no primeiro turno, com aquele fatídico gol de Douglas, aonde o auxiliar não viu a bola entrar, viu a taça escapar no último minuto, com mais um erro grotesco. Márcio Araújo estava em posição clara de impedimento quando fez o gol da vitória. E isso tudo em uma semana extremamente polêmica, quando o árbitro, Marcelo de Lima Henrique, foi colocado em cheque por declarações inapropriadas da esposa em redes sociais.

O que mais chama a atenção em todos esses casos é que nada vai acontecer. Com isso, alguns árbitros de futebol vão continuar apitando de maneira irresponsável, já que, em caso de erro, sabem que não serão punidos. Enquanto isso, os tribunais punem jogadores, técnicos e dirigentes por reclamações dos juízes.

Se está na moda a frase "o gigante acordou", passou da época dos cartolas brasileiros acordarem e exigirem arbitragens justas. Se o Bom Senso FC reivindica várias ações, também poderia solicitar um maior preparo e um treinamento mais eficaz aos árbitros.

Já passamos o vexame de não ter nenhum árbitro brasileiro na Copa das Confederações. Vamos ter um trio na Copa do Mundo, aqui mesmo no Brasil, mas, será que isso vai continuar? Ou alguém duvida que a Fifa esteja de olho nas lambanças que vêm acontecendo por aqui?