quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Retrospectiva do futebol 2014

Fred foi o artilheiro do Brasileirão
JANEIRO E FEVEREIRO

O Campeonato Carioca começou e três dos quatro grandes foram logo mostrando a força. O Botafogo, por sua vez, enfrentava problemas com o técnico estreante Eduardo Hungaro.

MARÇO, ABRIL E MAIO

O Botafogo acabou terminando o Cariocão em 9º lugar, atrás de Cabofriense, Boavista, Friburguense, Macaé e nova Iguaçu. Também empatou em pontos com Bangu e Volta Redonda. O Flamengo despachou facilmente a Cabofriense e enfrentou o Vasco na final, que havia derrotado o Fluminense. Com dois empates por 1 a 1, sendo o último marcado no último minuto da partida final, em posição clara de impedimento, o rubro-negro acabou campeão. Na Libertadores, entretanto, acabou eliminado, assim como o Botafogo, ainda na fase de grupos.

JUNHO E JULHO

O Brasil foi tomado pelo efeito Copa do Mundo. Craques de todo o planeta desembarcaram nas cidades para defender as seleções. O Brasil fez uma pré-temporada altamente contestada na Granja Comary. Assim, começou o torneio aos trancos e barrancos. Saiu perdendo para a Croácia na estreia, no entanto, conseguiu a virada por 3 a 1. Depois, ficou no 0 a 0 com o México, garantindo a classificação ao golear Camarões por 4 a 1.

Enquanto isso, a campeã Espanha fazia pior. Acabou eliminada ainda no segundo jogo diante do Chile. A Costa Rica, por sua vez, surpreendeu todo mundo ao terminar em primeiro lugar o grupo da morte, eliminando Itália e Inglaterra. Alemanha e Holanda iam mostrando a força, enquanto a Argentina suava, mas vencia.

Nas oitavas de final, a seleção brasileira de Felipão levou um susto ao avançar apenas nos pênaltis contra o Chile. O grupo demonstrou uma enorme fragilidade ao chorar antes da disputa. Nas quartas de final, passou bem da Colômbia, porém, perdeu o craque Neymar, lesionado após receber uma joelhada nas costas do lateral Zuñiga.

Mas aí vieram as semifinais e a casa caiu. Em pleno Mineirão, a seleção mostrou que o "Maracanazzo" não foi nada. O apagão aconteceu e o Brasil tomou de 7 a 1 da Alemanha. Do outro lado, Van Gaal deu mole, não guardou a substituição para colocar o terceiro goleiro e a Holanda perdeu nos pênaltis para a Argentina.

Na final da Copa, os brasileiros vestiram a camisa alemã e secaram os rivais durante todo o momento. Afinal, ver a Argentina vencer uma Copa em pleno Maracanã poderia se tornar uma tragédia. Felizmente, Gotze entrou bem durante a prorrogação e marcou o gol do tetracampeonato, para a tristeza de Messi e companhia.

AGOSTO, SETEMBRO E OUTUBRO

Com Vanderlei Luxemburgo contratado, o Flamengo conseguiu sair da lanterna do Campeonato e arrancou, fugindo da zona de rebaixamento, chamada pelo técnico de "confusão". O Vasco, por outro lado, levou a maior goleada da história em São Januário, perdendo por 5 a 0 para o Avaí. Assim, Adilson Batista foi demitido e Joel Santana chegou para tentar salvar a pátria. O Botafogo ia, cada vez mais, caindo na tabela, tendo a situação piorada quando o então presidente Maurício Assumpção optou por dispensar quatro titulares: Emerson Sheik, Edilson, Bolívar e Julio Cesar. Já o Fluminense vivia altos e baixos.

NOVEMBRO E DEZEMBRO

Enquanto o Cruzeiro ia garantindo o título do Brasileirão com antecedência, o Atlético-MG goleava o Flamengo duas vezes. Em uma delas, tirou o rival da Copa do Brasil. Mais tarde, levantaria o troféu e impediria a tríplice coroa da Raposa. No fim das contas, o Fla ficou em uma zona intermediária da tabela, enquanto o Fluminense tentou, entretanto, ficou mesmo fora do G-4. O Vasco voltou para a primeira divisão, no entanto, o terceiro lugar da Série B fez com que o time se despedisse do Maracanã sob vaias. Por fim, o Botafogo acabou mesmo rebaixado para a segunda divisão, em uma campanha melancólica.

Que venha 2015 e, com ele, dias melhores ao futebol carioca!

sábado, 22 de novembro de 2014

Vasco volta para a Série A, mas torcedor dá o recado: não é o suficiente

A torcida do Vasco protagonizou neste sábado (22) um momento histórico no Maracanã. Apesar do time ter garantido o retorno à Série A do Brasileirão com uma rodada de antecedência, o vascaíno deu o recado: não é o suficiente. Após o apito final do arrastado empate por 1 a 1 com o Icasa, o barulho das arquibancadas era de vaias e gritos de "time sem vergonha".

É inadmissível que um time do tamanho do Vasco da Gama dispute a Série B em um curto espaço de seis anos. Pior ainda é terminar essa competição, cujo nível técnico é nitidamente frágil, em um simples terceiro lugar.

Se formos listar todos os erros do Vasco ao longo deste ano, precisaremos de vários capítulos. Vamos tentar, porém, citar apenas alguns dos problemas táticos e técnicos do time dentro de campo.

O Vasco começou muito mal o torneio, talvez ainda sofrendo o impacto do título perdido no último minuto do Estadual, com um erro grotesco da arbitragem. Mesmo com uma baixa perspectiva de melhora, o presidente Roberto Dinamite optou por manter o treinador após a pausa para a Copa do Mundo. O momento ideal para a troca era justamente aquele.

O tempo passou e Adilson seguiu com resultados ruins. O técnico insistia em uma formação com pontas e apenas um atacante, o que não combinava com as características do elenco. Após um vergonhoso 5 a 0 dentro de São Januário sofrido perante ao Avaí, finalmente acabou demitido. Na trajetória, chama a atenção também derrotas para Luverdense e Vila Nova.

Joel Santana chegou com a esperança de botar ordem na casa. No início, até deu sinais de que poderia resolver os problemas, mesmo com alguns empates incômodos. Mas os velhos erros voltaram, a formação com pontas também e, a subida para a Série A passou a ser um drama. O Vasco permanecia sem objetividade no ataque, muito influenciado pela opção tática de colocar apenas Kléber dentro da área, tornando-o uma peça nula, e com a defesa batendo cabeça, sendo facilmente golpeada pelos contra-ataques rivais. Felizmente, os adversários diretos ajudaram e também permaneciam com sequências de derrotas e empates, mantendo o Gigante da Colina no G-4.

Aos trancos e barrancos, o Vasco conseguiu o retorno à primeira divisão, local que nunca deveria ter saído. Com Eurico Miranda de volta, fica o desafio de tornar o time de futebol competitivo novamente, além de moralizar o clube e as outras modalidades também esquecidas.

Enquanto o fim de ano não chega e as mudanças não começam, feliz ano novo, vascaíno!

domingo, 2 de novembro de 2014

Sucesso apenas entre estrangeiros, Liga de futebol da Índia é ofuscada pelo críquete

De um lado, uma milionária e recente Liga de futebol, repleta de craques consagrados internacionalmente por clubes e seleções, com salários astronômicos. Do outro, um país aonde a pobreza é predominante nas ruas das principais cidades, com crianças e adultos implorando por comida e dinheiro e trabalhadores trocando o esforço físico por baixas remunerações. Em meio aos contrastes vividos pela Índia, estrelas como Zico, Trezeguet e Del Piero tentam criar uma nova cultura esportiva em um país que ainda desconhece tais personagens, ofuscados por um taco e uma pequena bola, principais instrumentos do críquete.

Sob forte influência da Inglaterra, a chamada Indian Super League nasceu de uma parceria local com uma empresa da Europa, que se inspirou nas famosas Major League Soccer e até mesmo na NBA, torneio de basquete dos Estados Unidos. Assim, foram criados oito times com jogadores indianos e estrangeiros colocados pela organização, que procurou nivelar as equipes. São elas: Atlético de Kolkata, Kerala Blasters FC, Pune City, FC Goa, Chennaiyin FC, Mumbai City, Delhi Dynamos e Northeast United.

Além de recuperar atletas que já haviam se aposentado, como o francês Robert Pires e o sueco Ljungberg, o campeonato conta com oito brasileiros dentro de campo. Os principais nomes são André Santos e Elano, ambos ex-Flamengo. O lateral-esquerdo defende o Goa, time treinado pelo ídolo rubro-negro Zico, enquanto o ex-meia da seleção atua pelo Chennaiyin FC. Quem vem obtendo mais destaque, entretanto, é um jogador mais conhecido pelos fãs do Brasil que gostam de games. O meia André Moritz, que teve passagens rápidas por Internacional e Fluminense e é mais famoso em jogos de computador, como o Football Manager, anotou nada menos do que três gols na goleada do Mumbai City por 5 a 0 em cima do Pune City, equipe de Trezeguet.

Apesar dos gols e da presença de grandes craques, a Liga vem repercutindo muito mais no exterior do que na própria Índia. Ao caminhar pelas ruas e parques públicos da capital Nova Déli, por exemplo, é raro ver jovens trocando passes e chutes com a bola de futebol. Por outro lado, em cada esquina, é normal se deparar com grandes aglomerações em volta de improvisados campos de críquete. Muitos indianos, inclusive, sequer ouviram falar em Del Piero, campeão pela Juventus e pela seleção italiana, que joga atualmente no Delhi Dynamos.

"Não conheço essa pessoa. Quem é?", perguntou o jovem Deepak, que afirmou desconhecer a Indian Super League e citou apenas o nome de Ronaldo, quando indagado sobre futebol.

Já a imprensa indiana tenta colaborar com a expansão da modalidade no território. Um dos mais tradicionais jornais do país, o "The Times of India", estampa frequentemente nas páginas de esportes o noticiário do torneio. O futebol local, aliás, divide as atenções com a Premier League, da Inglaterra, que também tem espaço na mídia, ao lado, é claro, do críquete e do tênis, também popular nessa parte da Ásia. Uma das emissoras de televisão também transmite os jogos, aonde é possível constatar que os estádios costumam ficar cheios apenas no interior. Na capital, o público ainda é muito pequeno.

A reportagem também percorreu lojas esportivas em busca de camisas e outros artigos das equipes indianas. Depois de buscar em diferentes pontos da cidade, como o comércio de rua e em shopping centers, porém, acabou retornando mesmo ao Brasil de mãos vazias, uma vez que só foram encontradas roupas de grandes clubes europeus, como Barcelona, Real Madrid e Manchester United, presentes em lojas das marcas patrocinadoras.

"Já ouvi sobre o campeonato no noticiário, mas não sei aonde vendem produtos dos times. Para falar a verdade, você foi a primeira pessoa que me perguntou sobre isso aqui", ressaltou um vendedor.

A primeira temporada da Indian Super League terá três meses de duração, chegando ao fim no dia 20 de dezembro. Nessas semanas que restam, porém, jogadores, treinadores e dirigentes precisarão muito mais do que jogadas bonitas, passes precisos e gols para conquistar o público indiano. Serão necessárias insistentes estratégias de marketing e até mesmo ações sociais. A Índia tem uma população de cerca de 1 bilhão e 252 milhões de habitantes. O país conta com um grave problema de desigualdade social. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Índia tem 42,1% de diferença social só na educação.

Enquanto isso, clubes brasileiros, se cuidem! A Indian Super League pode estar de olho no seu jogador para a próxima temporada!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mauricio Assumpção ressurge e detona a esperança dos torcedores do Botafogo

Divulgação
Não é de hoje que o caos está instalado no Botafogo. Desde o início do Brasileirão, os salários atrasados já davam conta de uma competição difícil para o clube. E exatamente a dois meses do fim do torneio, com o time na zona de rebaixamento, o presidente Mauricio Assumpção, que até então andava fora de cena, reapareceu para praticamente assinar o atestado de óbito do alvinegro na temporada, afastando quatro jogadores titulares.

Não é novidade que Emerson Sheik exagera nas declarações e não é exemplo de profissionalismo, tendo em vista o histórico que possui. Julio Cesar também é considerado "esquentado", assim como Edilson. Ainda assim, dentro de campo, os três têm ajudado, na medida do possível, nessa situação difícil. O mesmo acontece com Bolívar, que é uma figura muito querida entre o elenco e, ausente, pode causar um desconforto grande no particular dos atletas, fator que deve repercutir dentro de campo.

O Botafogo já tinha muitas limitações técnicas, mas, taticamente, Vagner Mancini estava conseguindo tirar leite de pedra e, mesmo com uma campanha irregular, dava esperanças à torcida na manutenção da Série A. O presidente colocou tudo por água abaixo. Desestabilizou o clima e desmontou a formação criada pelo treinador, que chegou até mesmo a botar o cargo à disposição.

Se o alvinegro carioca escapar do rebaixamento, será na base da raça. O pouco da paz que restava, o presidente fez questão de retirar, em uma atitude precipitada e despreparada. Para completar, Assumpção ainda afirmou que a liderança que o quarteto exercia era negativa e, esperava uma liderança agora positiva de... Carlos Alberto.

E quem mais sofre com isso tudo é o torcedor, que agora reduziu as esperanças ao nível mínimo.

domingo, 21 de setembro de 2014

Curtas do Brasileirão

VASCO

O time com Joel Santana na Série B é realmente outro, porém, ainda não chegou ao patamar que o torcedor deseja. A cada jogo, o treinador mostra que soube analisar a partida anterior, modificando o que não deu certo. O desafio da vez é transformar o domínio que exerce em boa parte do jogo em gols.

FLUMINENSE

O técnico Cristóvão Borges vem sendo irregular no comando do clube. É verdade, porém, que a zaga não vem colaborando. A defesa é o ponto fraco do time e acaba prejudicando o desempenho na competição. Elivelton não tem condições de atuar como titular. Marlon deveria ser o escolhido.

BOTAFOGO

A situação do clube é muito delicada. Apesar do esforço do treinador e da maioria dos jogadores, os desfalques aumentam a cada rodada e, com isso, é mais difícil manter um grupo competitivo. A equipe saiu da zona de rebaixamento com o empate diante do Criciúma, porém, tem o risco real de queda. Vai ser preciso colocar, a cada rodada, o coração na ponta das chuteiras.

FLAMENGO

A incrível sequência de vitórias obtida na chegada de Vanderlei Luxemburgo salvou o time do rebaixamento. Sem qualquer chance de aspiração ao G-4 e, distante do Z-4, precisa ao menos fazer o dever de casa e vencer os adversários mais fracos, aproveitando as partidas no Maracanã. É preciso apenas ligar o sinal de alerta, já que, nos últimos cinco jogos, conquistou apenas uma vitória.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Primeira convocação de Dunga na seleção brasileira é apenas razoável

Foto: Marcello Dias / Agência O Repórter
Até que a primeira convocação de Dunga no retorno à seleção brasileira não foi tão ruim. O treinador chamou nesta terça-feira (19) opções interessantes, como Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, ambos do Cruzeiro. Por outro lado, insistiu em peças com idade avançada, como o lateral Maicon, que terá 37 anos na Copa de 2018. Vamos à análise:

Goleiros: Jefferson e Rafael. Jefferson é um dos melhores do Brasil, junto com Victor. Dunga optou pelo jogador do Botafogo, que deve ser o titular. Rafael, por outro lado, não é unanimidade. Embora jovem, ficou no banco de reservas em muitos jogos, com Reina sendo o titular. Herdou a vaga com a saída do jogador nesta pré-temporada. O clube, entretanto, busca um novo titular no mercado. Ainda não está pronto para a seleção.

Laterais: Maicon, Danilo, Alex Sandro e Filipe Luís. Filipe Luís é atualmente o melhor lateral-esquerdo brasileiro. Alex Sandro merece a oportunidade, assim como Danilo. Maicon, por outro lado, tem 33 anos e, na Copa de 2018, terá 37. O ciclo na seleção já deveria ter sido encerrado.

Zagueiros: David Luiz, Marquinhos, Gil, Miranda. A chamada de Marquinhos leva em contas as Olimpíadas. David Luiz se salvou da campanha ruim da última Copa. Miranda é uma alternativa válida para o lugar de Thiago Silva, lesionado. Já Gil, do Corinthians, é o melhor da posição em atividade no Campeonato Brasileiro. Setor foi o mais aceitável.

Volantes: Luiz Gustavo, Elias, Fernandinho e Ramires. Faltou, talvez, mais um homem de marcação na lista. Todos os chamados, entretanto, me agradam.

Meias e atacantes: Everton Ribeiro, Oscar, Hulk, Ricardo Goulart, Willian, Neymar, Phillipe Coutinho e Diego Tardelli. Everton Ribeiro e Ricardo Goulart já vinham merecendo as vagas, assim como Phillipe Coutinho. Neymar é incontestável. Oscar não foi bem na Copa, mas, tem potencial e é jovem, assim como Willian. Já Tardelli é uma aposta pessoal do técnico. Enquanto isso, Hulk gera polêmica. Foi muito mal na Copa e parecia não ter muito futuro na seleção. O setor não possui sequer um centro-avante de ofício.

Confira a lista completa aqui.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dunga: um enorme retrocesso para a seleção brasileira

Foto: Mowa Press
Ao que parece, a geração que acompanha atualmente a seleção brasileira vai se acostumar com façanhas negativas históricas. Depois de presenciarmos o maior vexame que já passamos, ao perder a Copa do Mundo, em casa, por 7 a 1 naquela semifinal contra a Alemanha, vemos agora o maior retrocesso que poderíamos ter. A volta de Dunga soa como uma história de terror para o nosso futebol.

É difícil entender como a CBF tomou essa decisão. Enquanto temos vários treinadores estudiosos, com uma vasta carreira no país e até no exterior, Dunga dirigiu apenas um clube durante a vida: fracassou no Internacional, em 2013, três anos depois de ficar desempregado no primeiro desafio, que foi justamente a seleção.

Dunga deixou a seleção brasileira pela porta dos fundos, após o fiasco na Copa do Mundo de 2010. Sem qualquer experiência anterior, demonstrou teimosia ao convocar jogadores altamente contestáveis, como Felipe Melo. Além disso, foi ríspido e mal educado com várias pessoas, principalmente jornalistas, exagerando na reclusão dos jogadores durante a competição. Isso sem falar na total deficiência no comando da equipe, que não tinha jogadas e nem variações táticas. Não deixou saudades e nem amigos.

O que gera mais espanto é que, na época da demissão, foi bastante criticado pelo até então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que anunciou uma necessidade urgente de renovação. E justamente agora, quando precisamos de fato de uma renovação, o próprio Dunga é anunciado como técnico.

Temos agora um ex-empresário como coordenador de seleções e um técnico sem qualquer grande conquista, com uma infinidade de críticas e reclamações e pouquíssimos elogios. Como falar para o povo brasileiro acreditar no hexacampeonato e torcer pelo Brasil? Complicado. Pelo visto, os próximos anos serão mais duros do que imaginávamos.

domingo, 13 de julho de 2014

A dor em ver a seleção brasileira levar 10 gols em dois jogos

O torcedor brasileiro está em prantos com a situação
da seleção (foto: Marcello Dias / Agência O Repórter)
Desde pequeno, sempre ouvi o seguinte conselho da minha mãe: "filho, nunca faça nada de cabeça quente". Assim, resolvi escutá-la e esperei alguns dias para escrever sobre a dor que senti ao presenciar a humilhação da seleção brasileira na Copa do Mundo, diante da Alemanha, em um Mineirão lotado naquele fatídico dia 8 de julho. Para piorar a situação, ainda tomamos mais três da Holanda, quatro dias mais tarde, na decisão do terceiro lugar.

Todos já sabiam que enfrentar a equipe alemã não seria nada fácil. O Brasil já vinha jogando mal e nossos oponentes, por outro lado, derrubando grandes forças, como Portugal e França. O mesmo time de Joachim Low, entretanto, empatou com Gana na primeira fase e, nas oitavas, só passou pela Argélia na prorrogação. Sendo assim, a esperança existia. Afinal de contas, será que éramos piores do que Gana e Argélia? No fim das contas, descobrimos que fomos sim neste Mundial.

O problema da seleção nem de longe foi a escalação de Bernard na vaga de Neymer. É lógico que, com o nosso camisa 10 em campo, poderíamos perder de menos ou esboçar alguma reação em alguma jogada individual. Se Felipão fechasse o meio com três volantes, poderia também conter um pouco do ímpeto ofensivo rival, no entanto, nada que nos garantisse a tão sonhada vaga para a final.

Quando o jogo começou, chegamos a atacar nos dois primeiros minutos, passando uma falsa impressão de que o time ia bem. Mas não demorou muito para vermos o inacreditável.

Do alto da tribuna de imprensa do Mineirão, fazendo a crônica da partida, eu ainda estava desenvolvendo o lance do segundo gol quando saiu o terceiro. Não consegui completar nem mesmo a frase e vi também o quarto e o quinto. Abandonei momentaneamente o texto. Fiquei olhando para o campo, sem reação. Nunca poderia imaginar que seria testemunha do maior fiasco da história do futebol brasileiro. Para o nosso bem, espero fielmente que o Brasil nem de longe passe perto dessa tragédia, muito maior do que a que perdurou por tantos anos: um derrota por 2 a 1 para o Uruguai na final da Copa de 1950.

Desde a campanha da Copa das Confederações, cheguei a dar um voto de confiança para Felipão e Parreira. Pensei que eles eram a nossa melhor chance de conquistar um título que parecia distante com os fiascos de Dunga e Mano Menezes. Estava na cabeça com a imagem vencedora de um Scolari campeão em 2002 e de um Parreira inteligente, estudioso de futebol, organizador do Footecon. Errei feio.

Vimos nesta Copa do Mundo que a Copa das Confederações não servia de nada. A vice-campeã, Espanha, caiu na primeira fase. Os outro semifinalistas? Itália também foi na fase inicial, enquanto o Uruguai morreu nas oitavas diante da Colômbia. Infelizmente, a competição pré-Copa não serviu para base nenhuma. Ou melhor, serviu apenas para nos iludir.

Felipão pagou pela teimosia. Não soube se reinventar quando precisava inovar. Insistiu durante todo o torneio em um esquema tático que não funcionou, quando deveria ter alterado no terceiro jogo da primeira fase, depois que tropeçamos diante do México. Além disso, mostrou que a convocação teve brechas. Ao constatar que Fred não conseguia render, percebeu que o reserva Jô não estava preparado para assumir o lugar. Ficamos, assim, sem centro-avante.

Isso sem contar a falta de confiança e os problemas psicológicos graves do elenco. Sem querer questionar os métodos da psicóloga contratada pela CBF, mas, é difícil entender como ela não fazia parte da comissão técnica. Visitava o grupo apenas eventualmente, enquanto estava na cara a fragilidade emocional, muito em função da idade da maioria.

Mas agora é tarde para fazer uma caçada às bruxas. Precisamos tratar as goleadas como elas realmente soaram: um vexame. Não foram apenas seis minutos de apagão ou jogos isolados. Pagamos um mico dentro da nossa própria casa. Nenhuma seleção pentacampeã mundial leva 10 gols em dois jogos por contratempos.

É necessário agora cuidar com mais carinho do nosso futebol e realizar uma reformulação completa, a começar por um novo técnico, com um perfil inovador. Nada de conservadorismo ou autoritarismo. É necessário que a nova comissão técnica da seleção saiba ouvir e coloque em prática novas ideias.

Está dolorido e vai demorar para digerirmos o vexame que acompanhamos com a nossa seleção, mas, vai passar. Ainda somos o futebol pentacampeão do mundo, porém, nem por isso vamos nos acomodar. Daremos a volta por cima, por mais que a tarefa seja árdua e sem garantias de retorno.

Choramos hoje uma tragédia sem precedentes. Que nossos próximos atletas tirem forças e honrem a camisa que vestirem. O hexa não veio em casa, mas, a Rússia é logo ali.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Análise da Colômbia, adversária do Brasil nas quartas de final da Copa

Depois do sufoco que a seleção brasileira passou contra o Chile nas oitavas de final, a tensão em torno do duelo contra a Colômbia, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo, aumentou para boa parte dos torcedores. O time dirigido pelo argentino José Pekerman é bem montado taticamente e possui um enorme diferencial: a habilidade do meia James Rodríguez. É possível que a equipe de Felipão consiga avançar ainda no tempo normal, entretanto, vai precisar deixar de lado as desatenções do jogo anterior.

A ausência de Luiz Gustavo, suspenso, certamente vai ser aproveitada pelos colombianos. O jogador seria a peça fundamental para marcar individualmente o camisa 10 rival. Sem ele, Felipão precisará nomear outro "cão de guarda" para grudar no principal atleta adversário e, assim, anulá-lo. O principal nome, agora, deve ser o de Fernandinho.

PROVÁVEL TIME TITULAR

Ospina, Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero; Aguilar, Sánchez, James Rodríguez e Cuadrado; Teófilo Gutiérrez e Jackson Martínez.

DEFESA

A defesa colombiana levou apenas dois gols nesta Copa do Mundo, virtude, principalmente, do consistente goleiro Ospina. Pekerman monta uma linha com Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero. O lateral-direito Zuñiga avança bastante para o campo ofensivo, virando um ponto forte nas tabelas com o meia Cuadrado. O retorno, entretanto, é lento, gerando um ponto para o Brasil explorar. Além disso, a média de idade da defesa colombiana é alta. Só o capitão Yepes tem 38 anos. Sendo assim, a velocidade dos atacantes brasileiros deve ser usada como uma arma para marcar os gols.

MEIO DE CAMPO

Aguilar e Sanchez apoiam pouco, priorizando mais a cobertura defensiva em função das saídas dos laterais para o ataque. Assim, James Rodríguez e Cuadrado cuidam da transição para os centro-avantes e também das finalizações de fora da área. James é extremamente técnico, tem um ótimo passe, sabe fazer lançamentos e finaliza com muita precisão de fora da área. Deve ser marcado de perto. Se o Brasil der espaço para que Rodríguez receba a bola nos pés, terá muitos problemas.

Com a marcação funcionando em James Rodríguez, as jogadas da Colômbia se voltam para o lado direito, com as chegadas de Zuñiga e Cuadrado pela ponta. É possível que o ataque bata exatamente em Marcelo, lateral-esquerdo brasileiro, forçando uma menor saída do jogador ao ataque.

ATAQUE

Carlos Bacca era visto como o substituto de Falcao, que sequer veio à Copa em função de uma lesão. O jogador, no entanto, também enfrentou problemas musculares. Assim, a tendência é que Pekerman mantenha a dupla Téo Gutiérrez e Jackson Martinez. Caso participe de alguma parte do jogo, Bacca é o jogador de referência a ser evitado. Já Gutiérrez não costuma ter grande movimentação dentro da área, procurando apenas um bom posicionamento para o chute final. Martínez, por outro lado, é forte e possui boa mobilidade.

RESERVAS

Além do já citado atacante Bacca, o meia Quintero é uma peça que tem grandes chances de entrar no segundo tempo. Possui características semelhantes a James Rodríguez, se aproximando bastante dos homens de frente. Caso precise reforçar a marcação, a principal alternativa é Fredy Guarín, jogador ágil e com boa saída de bola.

CONCLUSÃO

A Colômbia vem apresentando um futebol melhor do que o do Brasil nesta Copa do Mundo, o que não significa, porém, que seja favorita. A força da torcida cearense tem tudo para pesar em uma eventual superioridade brasileira. É preciso, de cara, anular as jogadas de James Rodríguez, evitando que o meia receba a bola e tenha espaço para criar. Também é necessário ficar atento às laterais, principalmente nas chegadas de linha de fundo do lado direito colombiano. Se o Brasil souber explorar a falta de velocidade dos defensores rivais, tem tudo para garantir a vaga para a semifinal.

sábado, 28 de junho de 2014

Análise do Chile, adversário do Brasil nas oitavas de final da Copa

Foto: Marcello Dias / Agência O Repórter
Pela segunda vez consecutiva, o Brasil enfrenta o Chile nas oitavas de final de uma Copa do Mundo. Há quatro anos, despachamos os nossos colegas de continente com uma goleada de 3 a 0, exatamente na mesma fase. Agora em 2014, na nossa casa, temos a obrigação de ao menos conseguir uma vitória. A seleção chilena possui muita qualidade técnica e, principalmente, tática. Mesmo assim, está longe de ser um bicho-papão.

Embora seja bem montada pelo inteligente técnico Jorge Sampaoli, que sabe ler o jogo e fazer alterações interessantes no decorrer do torneio, o time do Chile é composto por jogadores bem conhecidos do futebol brasileiro, o que facilita no confronto. Um dos principais articuladores do meio de campo é Aránguiz, que atua no Internacional. Além de saber defender, tem qualidade no passe e chega na frente como elemento surpresa. Deve ser encarado de perto pela defesa brasileira. Já Vidal, outra peça fundamental no elenco, vem de lesão e não está 100% fisicamente, o que pode prejudicar os chilenos.

PROVÁVEL TIME TITULAR

Claudio Bravo, Silva, Medel e Jara; Isla, Díaz, Aránguiz, Vidal e Mena; Alexis Sánchez e Vargas.

DEFESA

Sampaoli deve alinhar o time com três zagueiros. O goleiro, Claudio Bravo, é firme e experiente. A regularidade rendeu, inclusive, uma transferência ao Barcelona, novo clube do atleta. Foi um dos melhores da primeira fase. Medel é o principal homem da defesa, também usado para uma ligação com o meio de campo. Foi dúvida durante a semana, mas, deve ser confirmado na equipe. Jara e Silva devem ser os companheiros na contenção.

ALAS

Pela direita, Sampaoli confia bastante em Isla, apontado por muitos jornalistas como o melhor da posição na primeira fase. Apoia com qualidade e pode ser usado como uma arma para os ataques pelas pontas, principalmente nas tabelas com Sánchez. O posicionamento de Neymar pela esquerda, no Brasil, pode ajudar a segurar um pouco mais o jogador.

Já a esquerda é de Mena, jogador do Santos. Tem menos qualidade do que o colega da direita. Se o poder ofensivo de Neymar pela esquerda tiver dificuldades na passagem por Isla, uma mudança de lado pode facilitar o ataque da equipe de Felipão.

MEIO-CAMPO

Além de Aránguiz e Vidal, compõe o setor Díaz, o "pulmão" do time. Tem baixa estatura e, por isso, o jogo aéreo não é o forte. Marca com disposição e raramente é visto parado em campo.

ATAQUE

O Chile não joga com um centro-avante de área como a maioria. Sampaoli prefere utilizar dois jogadores com características de pontas. Alexis Sánchez, do Barcelona, é a principal estrela e o mais perigoso da seleção. Muito rápido, sabe exercer bem o papel que o croata Olic utilizou no jogo de abertura da Copa e infernizou a defesa do Brasil. Além de cruzar, também infiltra com qualidade. É nossa maior preocupação, uma vez que Daniel Alves e Marcelo vêm deixando brechas na defesa, uma vez que avançam bastante e vêm sendo lentos na recuperação.

O outro jogador é Vargas, ex-Grêmio. É o atleta que atua dentro da área, entretanto, costuma abrir pelos lados em vez de buscar o centro. Tem qualidade e, se tiver espaço, vai em busca do gol.

RESERVAS

Se precisar correr atrás do resultado, Sampaoli pode lançar Valdívia. Como conhecemos bem, por atuar no Palmeiras há bastante tempo, tem a técnica de um típico camisa 10 e, por isso, não é bom deixá-lo com espaço em campo. Outro jogador para o meio é Felipe Gutiérrez, que entrou bem nas partidas da primeira fase, além de Beausejour, que se aproxima mais dos homens de frente. Já para o ataque está à disposição Pinilla, ex-Vasco, atleta de bom chute e bom posicionamento, porém, com pouca velocidade e habilidade.

CONCLUSÃO

Se o Brasil começar o jogo imprimindo um ritmo forte que leve a um gol nos primeiros minutos, dificilmente o Chile conseguirá se recuperar. Com uma boa organização tática, porém, a equipe de Sampaoli tem potencial para equilibrar o jogo. A seleção brasileira é mais técnica e possui melhores talentos individuais, sendo considerada a grande favorita. O time de Felipão, entretanto, não pode relaxar na marcação, principalmente pelas pontas. Segurar mais os nossos laterais pode ser uma boa maneira de conter Sánchez e os alas chilenos.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A invasão de vândalos chilenos ao Maracanã

Acostumados a correr atrás de pautas, jornalistas do mundo todo viram a notícia cair no colo antes da bola rolar entre Espanha e Chile nesta quarta-feira (18). Enquanto trabalhavam na sala de imprensa do Maracanã, foram todos surpreendidos por uma invasão de torcedores do Chile, sem ingressos, que tentavam entrar no estádio na marra.

Os chilenos entraram no centro de mídia quebrando e derrubando tudo o que viam pela frente. Todos buscavam um espaço aonde pudessem acessar as arquibancadas. Ao verem que o portão havia sido fechado, quebraram portas e paredes. Apavorados com a situação, alguns voluntários ficaram bastante nervosos.

Vale ressaltar que, com o grupo, também haviam pessoas de mais idade e até mesmo mulheres. Algumas passaram mal e foram atendidas no local.

Pouco depois, policiais militares chegaram e foram realizando a detenção daqueles que foram capturados. Inevitavelmente, alguns se dispersaram, chegaram à arquibancada e se misturaram com torcedores.

Sem dúvida, essa minoria chilena não representa os milhares que deram um show durante a partida ao torcer de maneira apaixonante pelo Chile, que eliminou a Espanha no Maracanã. Os invasores, que vieram de longe para fazer baderna no país vizinho, serão deportados pela Polícia Federal. Que não voltem nunca mais.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A difícil missão de circular por São Paulo

A seleção brasileira já chegou a São Paulo e, consequentemente, também cheguei. Vim um pouco mais cedo do que nossos jogadores, uma vez que a capital paulista é sede também do congresso da Fifa, marcado para a próxima semana. O difícil mesmo, porém, tem sido circular pela cidade.

Na véspera da viagem, já sabíamos que a capital paulista enfrentaria problemas durante a semana. O metrô, principal meio de transporte, estaria fora de funcionamento em função de uma greve. Com isso, o caos estava instalado, com ônibus superlotados e o trânsito um verdadeiro inferno.

No primeiro dia, com apenas um compromisso marcado para o final do dia, a coletiva do presidente da Fifa, Joseph Blatter, do presidente da CBF, José Maria Marin, e de outros dirigentes da entidade máxima do futebol e governantes brasileiros, tudo estava, em tese, folgado. Apenas em tese mesmo. Para começar, o tempo não resolveu ajudar e, no próprio Rio de Janeiro, local de partida, uma neblina resolveu fechar aeroportos e atrasar os voos da manhã.

Contratempo aéreo resolvido, chegara a hora da aventura por São Paulo. Do aeroporto de Congonhas, nem pensar em passar na hospedagem para deixar as malas, o jeito era conseguir um táxi e partir direto para o hotel aonde aconteceria o evento. Felizmente, o caminho ajudou e tudo deu certo. A volta, entretanto, foi mais difícil, uma vez que o engarrafamento já incomodava.

Mas o grande problema vinha mesmo no dia seguinte. A greve dos metroviários continuou, fazendo com que todos tirassem os carros da garagem. Conclusão: caos total.

Saí da Zona Leste às 7h40 da manhã de carro. Com a sagacidade do motorista e o auxílio precioso de um aplicativo de celular, conseguimos chegar até o bairro da Vila Olimpia às 10h30, quase três horas depois. O congestionamento chegou a 228 km, batendo o recorde do turno. De lá, peguei um trem, vazio por sinal, até a estação do Morumbi. Como o estádio fica afastado, foi preciso mais 20 minutos de táxi, que me ajudou a fechar o trajeto todo em mais de quatro horas.

E, por incrível que pareça, conseguiu ficar pior. No meio disso tudo, um temporal resolveu baixar em São Paulo, alagando o estádio do Morumbi, palco do amistoso entre Brasil e Sérvia nesta tarde.

A volta? Não quero nem imaginar. Faz parte.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O dia em que Felipão deixou a Granja Comary

A terça-feira (27) amanheceu diferente na Granja Comary. Felipão, o grande pilar da seleção brasileira, o líder, o treinador da seleção brasileira que tentará o hexacampeonato, não estava na concentração. Às pressas, Scolari precisou deixar o centro de treinamento ainda durante a noite, com destino ao Rio de Janeiro e, posteriormente, a Porto Alegre.

Todos os jornalistas presentes no local ficaram assustados: o que teria acontecido? Será que isso abalaria o grupo? Mais tarde, surgira a confirmação de que o cunhado de Luiz Felipe havia morrido.

Uma tristeza familiar dessa maneira, em uma altura de preparação aonde o clima deveria ser o melhor possível, realmente chateia, porém, cabe ao grupo levantar a moral do treinador que, em tantos momentos, fez isso com cada um dos atletas que já passaram pela seleção.

Enquanto isso, sob o comando da comissão técnica, os jogadores terminavam os exames médicos e testes físicos. Os atletas de linha se exercitavam na academia, enquanto o trio de goleiros ia a campo com o preparador Carlos Pracidelli.

Na entrevista coletiva da tarde, foram justamente Julio Cesar, Jefferson e Victor que conversaram com os jornalistas. O provável titular da posição chamou a atenção por respostas bastante francas. Julio admitiu que poderia ter ajudado mais o Toronto, clube canadense que disputa o campeonato norte-americano, porém, tranquilizou ao garantir que chega ao Mundial em boa forma para ajudar na conquista do título. Os goleiros de Botafogo e Atlético-MG, que devem ficar no banco, também tiveram a humildade em reconhecer a vantagem do companheiro para a vaga. A dupla também foi clara ao oferecer a ajuda necessária.

Com o grupo completo, já que Marcelo chegou ainda pela manhã a Teresópolis, o Brasil vai a campo em dois turnos nesta quarta-feira (28). A expectativa é que Felipão já tenha retornado e comande as atividades.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os bastidores do primeiro dia da seleção brasileira em Teresópolis

Foto: Ralph Guichard
A seleção brasileira de futebol finalmente está reunida para a preparação rumo ao hexacampeonato. Aliás, quase toda reunida. Ainda falta o lateral-esquerdo Marcelo, que se apresenta nesta terça-feira (27). Os 22 jogadores chegaram a Teresópolis, na Região Serrana do Rio, durante a tarde desta segunda-feira (26) e já se instalaram no centro de treinamento da Granja Comary.

Se o clima foi pesado no Rio de Janeiro, com uma manifestação de cerca de 200 professores, em Teresópolis a situação é completamente diferente. Poucas pessoas gritavam na porta do CT contra a Copa do Mundo, porém, a maior parte da população local está animada com a presença dos atletas que lutarão pelo título.

De acordo com a CBF, cerca de 1.500 jornalistas estão credenciados para a cobertura da seleção. Para isso, foram montadas duas grandes tendas próximas ao campo com toda a estrutura necessária. No ambiente, é possível, nos momentos de descanso, aproveitar os benefícios dos patrocinadores. Nos estandes, é possível cortar o cabelo e fazer a barba, jogar videogame e até mesmo lavar e secar roupa. Em momentos de Copa do Mundo, aonde praticamente moramos na concentração, essas regalias caem como uma luva.

O campo ainda não foi utilizado. Os jogadores realizaram apenas exames médicos. Na entrevista coletiva, participaram o auxiliar-técnico Murtosa e o coordenador Carlos Alberto Parreira. Ambos ressaltaram o clima positivo que vive a seleção brasileira e a confiança no hexacampeonato.

No início da noite, a chuva resolveu dar as boas-vindas. Um verdadeiro temporal, acompanhado de um vendaval e muitos raios, caiu sobre a cidade. Em pouco tempo, algumas ruas chegaram a ficar cheias de bolsões d'água, porém, cerca de duas horas depois, a chuva parou.

Os trabalhos recomeçam nesta terça-feira (27). Os jogadores continuarão fazendo exames médicos e testes físico. Treino no campo só na quarta-feira (28).

As primeiras impressões sobre Teresópolis, a casa da seleção brasileira

Primeiras impressões sobre Teresópolis, a casa da seleção brasileira na Copa, são modestas

Após a convocação dos 23 jogadores, o país passa a viver mais de perto a Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (26), os jogadores chegam à Granja Comary para o período de treinamentos. Melhor para a cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, que passa a ser a casa da seleção brasileira.

Cheguei a Teresópolis nesse domingo (25), no mesmo dia em que Felipão, Parreira e os demais integrantes da comissão técnica subiram a Serra. As primeiras impressões sobre a cidade foram modestas. Em um fim de semana, o comércio estava praticamente todo fechado, com poucos restaurantes, farmácias e lojas em funcionamento.

Vale ressaltar que o município vive uma crise política. Desde a tragédia de 2011, quando uma forte chuva destruiu diversos bairros, três prefeitos já passaram pelo cargo. O primeiro, Jorge Mario, sofreu um impeachment por denúncias de desvio de dinheiro público no episódio do repasse do aluguel social a desabrigados. Depois, assumiu Dr. Robertão, como era conhecido, que acabou morrendo durante o mandato. Por fim, o até então presidente da Câmara de Vereadores, Arlei Rosa, herdou a cadeira, sendo reeleito mais tarde.

Mas o atual prefeito não tem a carreira fácil na cidade. Ele é réu de um novo processo de impeachment por uso de verbas públicas em benefício próprio. O processo aguarda uma decisão do juiz Rafael Carneiro.

Além disso, o setor turístico, que poderia ser bastante aproveitado com a chegada da seleção, até o momento, não demonstra otimismo. Os poucos turistas que chegaram, até o momento, não viram atrativo algum especial. Os enfeites são modestos, resumidos a banners com caricaturas de jogadores e ex-atletas. Uma enorme réplica da taça, posicionada na principal avenida da cidade, foi destruída pelo fogo. As causas ainda são incertas. O Corpo de Bombeiros chegou a alegar que houve um curto-circuito. O prefeito, entretanto, afirmou que aconteceu um ato criminoso. O local da "taça", uma semana depois, permanece vazio.

A seleção brasileira fica na Granja Comary até o dia 1º de junho, quando viaja para Goiânia, palco do amistoso com o Panamá. Depois, retorna para Teresópolis. Até lá, fica a expectativa para saber como ficará a cidade, até então modesta na recepção.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Quem serão os 23 escolhidos de Felipão para a Copa?

Está chegando a hora! Nesta quarta-feira (7), às 11h30, o técnico Luiz Felipe Scolari anunciará os 23 jogadores que representarão o Brasil na tão sonhada Copa do Mundo em casa. Após as observações ao longo do período em que Felipão assumiu a equipe, já é possível presumir que 17 nomes já estão garantidos. Restariam, assim, apenas cinco dúvidas. Mesmo assim, dificilmente, teremos alguma surpresa.

A tendência é que Scolari considere Ramires como meia pela direita, chamando Hernanes e Fernandinho nas vagas restantes dos volantes. Já caso o considere um segundo volante, provavelmente, teremos alguma novidade na posição de meia-atacante. Levaria uma jovem revelação, como Phillipe Coutinho, assim como fez com Kaká em 2002? Acho difícil, uma vez que o atleta sequer foi testado.

Segue os meus palpites:

GOLEIROS: Julio Cesar (Toronto), Jefferson (Botafogo)
Vaga restante: Victor (Atlético-MG) ou Diego Cavalieri (Fluminense)
Palpite: Victor

LATERAIS: Daniel Alves (Barcelona), Marcelo (Real Madrid)
Vagas restantes: Filipe Luís (Atlético de Madrid) ou Maxwell (PSG); Maicon (Roma) ou Rafinha (Bayern)
Palpites: Filipe Luís e Rafinha

ZAGUEIROS: Thiago Silva (PSG), David Luiz (Chelsea), Dante (Bayern)
Vaga restante: Henrique (Napoli), Miranda (Atlético de Madri), Réver (Atlético-MG) ou Dedé (Cruzeiro)
Palpite: Henrique

VOLANTES: Luiz Gustavo (Wolfsburg), Paulinho (Tottenham) e Ramires (Chelsea)
Vaga restante: Fernandinho (Manchester City), Lucas Leiva (Liverpool) ou Hernanes (Lazio)
Palpite: Fernandinho e Lucas Leiva ou até os três.

MEIAS E ATACANTES: Hulk (Zenit), Neymar (Barcelona), Bernard (Shakhtar), Oscar (Chelsea), Willian (Chelsea), Jô (Atlético-MG) e Fred (Fluminense)
Vaga restante: Robinho (Milan), Phillipe Coutinho (Liverpool), Lucas (PSG) ou nenhum.
OBS: Neste caso, poderia optar por mais um volante, Hernanes, com Ramires sendo considerado meia.
Palpite: Ou vai convocar mais um volante, Hernanes, ou teremos alguma surpresa nessa posição.

E você, acha que Felipão vai chamar quem para a busca do hexa?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quando a arbitragem mancha o futebol

Em outros tempos, poderia parecer choro de perdedor, porém, quando o caso se torna rotineiro e acontece em vários estados diferentes, é sinal de que a situação é alarmante e preocupante. Erros de arbitragem no Brasil já viraram mais comuns do que os acertos e, para piorar ainda mais a situação, o problema não é reconhecido pelas federações que, na maior parte do tempo, ignoram tais "equívocos" - prefiro chamar assim - e passam a mão na cabeça dos juízes, bandeirinhas e até mesmo dos auxiliares que ficam atrás dos gols, sabe-se lá por que, já que raramente interferem em alguma marcação.

O primeiro caso bizarro foi no Campeonato Mineiro. Jô estava em posição legal e sofreu um pênalti claro no final do confronto do Atlético Mineiro com o Cruzeiro. O juiz chegou a apitar o pênalti, porém, o bandeirinha marcou um absurdo impedimento. O lance, se fosse apitado corretamente, provavelmente daria o título ao Galo, porém, ficou com o Cruzeiro.

Já em São Paulo, a tragédia só não foi maior porque o Ituano levou a melhor nos pênaltis. O gol do Santos aconteceu em um pênalti que não deveria ser marcado, já que Cícero estava impedido.

Mas, sem dúvida, o que mais chamou a atenção foi a final carioca. O Vasco, que já havia sido prejudicado de forma bizarra perante o mesmo Flamengo, no primeiro turno, com aquele fatídico gol de Douglas, aonde o auxiliar não viu a bola entrar, viu a taça escapar no último minuto, com mais um erro grotesco. Márcio Araújo estava em posição clara de impedimento quando fez o gol da vitória. E isso tudo em uma semana extremamente polêmica, quando o árbitro, Marcelo de Lima Henrique, foi colocado em cheque por declarações inapropriadas da esposa em redes sociais.

O que mais chama a atenção em todos esses casos é que nada vai acontecer. Com isso, alguns árbitros de futebol vão continuar apitando de maneira irresponsável, já que, em caso de erro, sabem que não serão punidos. Enquanto isso, os tribunais punem jogadores, técnicos e dirigentes por reclamações dos juízes.

Se está na moda a frase "o gigante acordou", passou da época dos cartolas brasileiros acordarem e exigirem arbitragens justas. Se o Bom Senso FC reivindica várias ações, também poderia solicitar um maior preparo e um treinamento mais eficaz aos árbitros.

Já passamos o vexame de não ter nenhum árbitro brasileiro na Copa das Confederações. Vamos ter um trio na Copa do Mundo, aqui mesmo no Brasil, mas, será que isso vai continuar? Ou alguém duvida que a Fifa esteja de olho nas lambanças que vêm acontecendo por aqui?

domingo, 30 de março de 2014

Flamengo não pode cantar vitória antes da hora

Antes badalado, Hernane não marca há mais de um mês
Mesmo antes do jogo entre Vasco e Fluminense estar decidido, uma parte da torcida do Flamengo já festejava o "título" do Campeonato Carioca nas redes sociais. Mais do que nunca, o ditado "não se pode comemorar a vitória antes da hora" deve ser aplicado ao pé da letra.

Apesar de disputar a Copa Libertadores, o rubro-negro anda mal das pernas. A equipe vem demonstrando um futebol muito abaixo do esperado no torneio, fazendo com que o título simbólico da Taça Guanabara não seja levado em consideração.

Mesmo com o retrospecto mais do que positivo do Fla em relação ao Vasco, futebol não pode ser definido em estatísticas, mas sim dentro de campo. No primeiro turno, por sinal, apesar da vitória rubro-negra, foi o time de São Januário que demonstrou um melhor futebol. O clube foi prejudicado pelo absurdo gol anulado de Douglas, que acabou fazendo a diferença no resultado.

Em tese, tudo pode acontecer na decisão. O Flamengo tem totais condições de conquistar mais um título, porém, deve esquecer qualquer tipo de "oba-oba", já que o Vasco tem condições, pelo conjunto, de surpreender. No mais, vamos deixar que a bola role e nos dê um novo panorama, sem que os "bois sejam colocados na frente da carroça".

domingo, 9 de março de 2014

Desfile das campeãs do Rio coroa a festa da Unidos da Tijuca

O desfile deste sábado (8) não tinha jurados e nem precisava ser perfeito, como na apresentação oficial do Grupo Especial. Mesmo assim, a Unidos da Tijuca mostrou muita garra e vibração para brindar o público com mais uma exibição empolgante do enredo "Acelera, Tijuca!", grande vencedor do ano. As seis primeiras colocadas retornaram ao Sambódromo para confraternizar e ter o gostinho de cruzar mais uma vez a Passarela do Samba.

Em função da forte chuva que caía no Rio de Janeiro, a sexta colocada, Acadêmicos do Grande Rio, começou a exibição com atraso de cerca de meia hora. Depois, a comissão de frente com o "homem-bala" voltou a chamar a atenção dentro do enredo que falava sobre Maricá e a cantora Maysa. Quem também causou "burburinho" foi o mestre de bateria, Ciça. Insatisfeito em não ter recebido nenhuma nota dez, pediu que os ritmistas parassem de tocar e ficassem de costas nos quatro módulos de julgamento.

Embora tenha ficado longe do título, a Imperatriz Leopoldinense não demonstrou descontentamento com o quinto lugar. Diversos ex-jogadores de futebol retornaram à Sapucaí para prestar mais uma homenagem ao ídolo rubro-negro Zico. Amigos do "Galinho de Quintino" de diversos times, como Roberto Dinamite, Gonçalves, Deco, Edmundo e Nunes cantaram bastante o samba-enredo.

Quem também estava feliz da vida era a União da Ilha, que voltava ao desfile das campeãs após 20 anos. A escola era só sorrisos e descontração no enredo que falava sobre os brinquedos e as brincadeiras, fazendo o público passear pelas lembranças da infância.

Quando a chuva começou a dar uma trégua, a Portela sacudiu a avenida cantando o Rio histórico. Todas as águias que fizeram sucesso no desfile oficial estavam lá novamente, assim como o famoso carro do gigante, que despertava e impressionava a todos pela altura.

Já o Salgueiro reagiu como se o vice-campeonato fosse o primeiro lugar. O forte samba-enredo tocava o coração dos componentes, que comemoravam e se emocionavam como se "Gaia - A vida em nossas mãos", tivesse dado o primeiro lugar para a vermelha e branca. Mesmo após desfiles durante a madrugada passada em São Paulo, a rainha de bateria Viviane Araújo conseguiu chegar a tempo e marcou presença à frente dos ritmistas de Mestre Marcão.

Mas o dia era mesmo da Unidos da Tijuca e seu enredo sobre a velocidade, que tinha Ayrton Senna como o grande vencedor. Com faixas alusivas a mais um campeonato, os integrantes agradeceram com quase todos os recursos do desfile oficial. A comissão de frente voltou a brilhar, levando um carro de Fórmula 1 para o Sambódromo, ao lado de personagens de desenho animado. Já o carnavalesco Paulo Barros, responsável pelo desenvolvimento do Carnaval da escola, foi bastante aplaudido pelo público. A apresentação só acabou com o Sol brilhando forte na Praça da Apoteose, sob o batuque intenso da "Pura Cadência" de Mestre Casagrande, que conquistou a nota máxima neste ano e ajudou a Tijuca a levar o troféu.

domingo, 2 de março de 2014

Apostas para o Oscar 2014

Infelizmente, mais uma vez, o Oscar coincide com os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Desta vez, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas realiza a festa de premiação no dia 2 de março, mesma data em que desfilam as agremiações do Grupo Especial. Com isso, precisei antecipar as minhas apostas.

A safra de 2013 foi excelente. A qualidade dos filmes subiu bastante, sendo muito superior às produções de 2012. Com isso, algumas categorias devem ser acirradas. Além disso, alguns bons longas correm o risco de sequer levar estatuetas.

Vamos aos palpites das principais categorias:

Filme
Aposta: "12 anos de escravidão" - Feito do jeito que a Academia gosta. Boa história, daquelas que causam impacto pela causa social. É também o grande favorito.
Pode vencer: "Gravidade" - A boa direção, com atuações firmes dos atores e efeitos especiais bem feitos, pode aprontar uma surpresa.
Menção honrosa: "Capitão Phillips" - Excelente longa, para mim, o melhor do ano. Não vai vencer em função de uma cisma dos norte-americanos com a história original, já que o verdadeiro Capitão Phillips não é uma unanimidade na América.

Diretor
Aposta: Alfonso Cuarón, de "Gravidade" - Venceu os principais prêmios de cinema ao redor do mundo. Fez um excelente trabalho.
Pode vencer: Martin Scorsese, de "O lobo de Wall Street" - Conduziu de forma brilhante uma comédia difícil, que caiu no gosto dos cinéfilos.

Ator
Aposta: Matthew McConaughey, de "Clube de compras Dallas" - É a grande sensação do ano em "Hollywood". Fez, de longe, o melhor papel da carreira.
Pode vencer: Chiwetel Ejiofor, de "12 anos de escravidão" - Um bom filme tem que ter um grande ator como protagonista. Ejiofor não deixa nada a desejar para atores mais famosos.
OBS: Ainda não entendo a ausência de Tom Hanks, de "Capitão Phillips". Não seria exagero nem mesmo se vencesse e, na verdade, nem foi indicado.

Atriz
Aposta: Cate Blanchett, de "Blue Jasmine" - Os filmes de Woody Allen sempre possuem como características grandes atrizes como protagonistas. Cate Blanchett tem uma interpretação simplesmente impecável.
Pode vencer: Sandra Bullock, de "Gravidade", e Meryl Streep, de "Álbum de família", são as únicas pedras no sapato de Cate.

Ator coadjuvante
Aposta: Jared Leto, de "Clube de compras Dallas" - Leto é um artista completo já que, além de ator, é também um astro como cantor da banda "30 Seconds to Mars". Só uma enorme zebra tira a estatueta dele, que dá um show como um transexual.
Corre por fora: Barkhad Abdi, de "Capitão Phillips" - O estreante somali não teve sorte. Apesar de ter grande destaque, pegou uma safra com Jared Leto como rival ao prêmio.

Atriz coadjuvante
Aposta: Jennifer Lawrence, de "Trapaça" - Ao que tudo indica, será o segundo Oscar seguido de Lawrence, agora como coadjuvante. Um show de sensibilidade e senso de humor ao interpretar mais uma mulher perturbada, agora em "Trapaça".
Corre por fora: Julia Roberts, de "Álbum de família"

Filme estrangeiro
Aposta: "A grande beleza" (Itália) - É pule de dez. Não tem como perder.

Roteiro original
Aposta: Spike Jonze, de "Ela" - Roteiro muito inteligente e, além de tudo, contemporâneo, o que é extremamente difícil de conciliar.
Pode vencer: Craig Borten e Melisa Wallack, de "Clube de compras Dallas" - É um filme que ninguém dava nada por ele e veio colecionando filmes. Tem qualidade.
OBS: O único absurdo da categoria seria a vitória de Eric Warren Singer e David O. Russell, por "Trapaça". O filme se torna excelente por um conjunto de atuações fantásticas com outras questões técnicas, porém, o ponto mais fraco é exatamente o cansativo e previsível roteiro.

Roteiro adaptado
Aposta: É uma das categorias mais complicadas de acertar. John Ridley, de "12 anos de escravidão", é o ligeiro favorito, mas, Terence Winter, de "O lobo de Wall Street", e Billy Ray, de "Capitão Phillips", estão totalmente no páreo.
Corre por fora: Steve Coogan e Jeff Pope, de "Philomena"

Animação
Aposta: "Frozen: Uma aventura congelante"
Pode vencer: "Os Croods"

Documentários: Não vi nenhum, portanto, prefiro não comentar nem os longas nem os curtas.

Fotografia
Aposta: "Gravidade"
Pode vencer: "Nebraska"
OBS: Lamentavelmente, "Capitão Phillips" não foi indicado nesta categoria.

Edição
Aposta: "Capitão Phillips"
Pode vencer: "Trapaça"
Corre por fora: "Gravidade"

Trilha sonora original
Aposta: "Walt nos Bastidores de Mary Poppins"
Pode vencer - John Williams, de "A menina que roubava livros"

Canção original
Aposta: "Ordinary Love", de "Mandela: Long walk to freedom" – Bono, Adam Clayton, The Edge, Larry Mullen Jr. e Brian Burton

Efeitos visuais
Aposta: "Gravidade"

Design de produção
Aposta: "Ela"

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mudança de endereço

Prezados (as) senhores (as),

Informo que a partir desta sexta-feira (28) estarei morando em um novo endereço. Anotem:

Avenida Marquês de Sapucaí, s/n.

Vamos com tudo para mais uma temporada de Carnaval com os desfiles das escolas de samba.

Na sexta-feira e no sábado, a missão é auxiliar a LIERJ, entidade responsável pela organização dos desfiles da Série A. Já no domingo e na segunda-feira, estarei nas reportagens da Rádio Mania, em 90.9 FM. Além disso, sempre com a equipe de O Repórter.com - www.oreporter.com.

Bom Carnaval a todos!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Atuação brilhante do elenco eleva nível de 'Trapaça'

O filme está longe de ser fora de série. Um roteiro comum e previsível que chega, em certos pontos, até a ser confuso e surreal. Apesar disso, a atuação do elenco principal é tão marcante que transforma "Trapaça" ("American Hustle") em um ótimo entretenimento, justificando as dez indicações ao Oscar.
A trama é baseada na relação entre o casal de amantes Irving Rosenfeld (Christian Bale) e Sydney Prosser (Amy Adams) com um agente do FBI (Bradley Cooper). A dupla de trapaceiros, para não ser presa, é obrigada a colaborar com uma enorme investigação policial, que tem como objetivo desarticular uma máfia formada por empresários e políticos. Tudo começa a dar certo, até que a problemática Rosalyn (Jennifer Lawrence), esposa de Irving, muda os rumos da ação.
Logo no início do longa, Christian Bale chama a atenção por um visual completamente diferente do habitual. Méritos para um setor de maquiagem e cabelo apurado. O mesmo capricho é notado nas roupas dos personagens, que caracterizam de forma perfeita o final da década de 70, quando a trama é passada.
Além da segura atuação dos protagonistas Bale e Amy Adams, os atores coadjuvantes dão um verdadeiro show. Bradley Cooper e Jennifer Lawrence repetem o mesmo entrosamento de sucesso de "O lado bom da vida", roubando as cenas em que participam. A jovem, que já venceu o Globo de Ouro, é mais uma vez favorita ao Oscar. Já Cooper, que também assina a produção-executiva, também poderia levar a estatueta, se não fosse a atuação fora de série de Jared Leto em "Clube de Compras Dallas" ("Dallas Buyers Club"). Vale ressaltar, ainda, a regularidade de Jeremy Renner, que demonstra segurança no papel do político Carmine Polito, personagem fundamental na história, e da participação mais do que especial de Robert De Niro, que aparece brevemente como o mafioso Victor Tellegio.
Outro ponto de destaque é a trilha sonora de extremo bom gosto. Canções como "Jeep’s Blues", de Duke Ellington e Johnny Hodges, "Goodbye Yellow Brick Road", interpretada por Elton John, e "I Feel Love", na voz de Donna Summer, encaixam perfeitamente com as cenas executadas.
Em síntese, "Trapaça" tinha tudo para ser apenas mais uma filme comum. O conjunto de quesitos da produção, entretanto, é executado com tanta perfeição, que ao fundir com asatuações geniais dos atores acaba se transformando em uma excelente aposta cinematográfica.