terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

É, 2013 está chegando ao fim. Para falar a verdade, já praticamente terminou. Confesso que, tradicionalmente, sempre fico saudosista no Ano-Novo. Penso em tudo o que aconteceu durante o ano e, bate aquela saudade. Desta vez, entretanto, por mais que os 365 dias tenham sido recheados com eventos marcantes e muitas alegrias, aguardo 2014 com ansiedade.

CARNAVAL

O objetivo foi cumprido com êxito. Após muitos anos cobrindo os desfiles das escolas de samba como repórter, estava dessa vez no outro lado, com uma missão muito mais complicada: ajudar na organização. Não foi fácil, mas, após um árduo trabalho, junto com a equipe da LIERJ, conseguimos entrar para a história. Depois de muito tempo, os desfiles do Grupo de Acesso - agora Série A - estavam moralizados. Valeu a pena cada gota de suor.

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Outro momento histórico. Papa Francisco, esbanjando carisma e simpatia, veio ao Rio de Janeiro. Estive perto do Santo Padre em várias oportunidades. Durante a visita, um susto. Bandidos roubaram o celular do meu bolso. Felizmente, recuperei o aparelho alguns segundos depois, ainda das mãos dos ladrões. Os mais católicos afirmaram: coisa de santo. O importante é que tudo terminou bem.

COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Incrível. Pude constatar o início da formação de um grupo que tem tudo para vencer a Copa do Mundo do ano que vem. Acompanhando os treinamentos de Felipão, observei a criação de jogadas ensaiadas que foram fundamentais para vitórias importantes no torneio. Em campo, em cinco diferentes cidades do país, não teve adversário páreo para a nossa seleção. Vencemos todo mundo, com direito a um baile em cima da Espanha na final.

ROCK IN RIO

O que dizer de um evento que conseguiu superar o anterior, de 2011? Beyoncé dançou funk carioca no palco, Jared Leto saltou da tirolesa e Bon Jovi superou os desfalques em um grande show. Isso sem falar de encontros interessantíssimos como o de Ivan Lins e George Benson e de Samuel Rosa com Nando Reis. A música nacional não ficou de lado, com um Skank inspirado. Para finalizar, nada como o épico show de Bruce Springsteen. Um mito do rock mundial que escreveu em negrito o nome na história do festival.

Obrigado a todos que, de alguma forma, colaboraram com o meu 2013. Até o ano que vem, pessoal! Que venha a Copa do Mundo! Que venha o hexa!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Balanço do futebol carioca em 2013 e projeções para 2014

O ano de 2013 foi marcado por situações completamente opostas entre os quatro grandes clubes do Rio. Enquanto o Flamengo comemorou o título da Copa do Brasil e o Botafogo a vaga na pré-Libertadores, Vasco e Fluminense acabaram rebaixados dentro de campo no Brasileirão. Digo dentro porque, fora dele, no STJD, o tricolor conquistou a permanência na Série A, após uma punição da Portuguesa. E nem mesmo o Gigante da Colina está garantido na segundona. Não duvido que uma segunda Copa João Havelange seja criada, em função de um possível imbróglio na Justiça comum por parte da Lusa.

FLAMENGO

Errou feio com três diferentes treinadores: Dorival Júnior, Jorginho e Mano Menezes. Com um elenco razoável, foi salvo por uma grande descoberta no comando tático: Jayme de Almeida. Para a Libertadores de 2014, precisa de reforços em posições específicas. Falta um zagueiro de expressão e um lateral bom para revezar com Léo Moura. A chegada de Éverton já deve aliviar a esquerda, com o deslocamento de André Santos para o meio. Além disso, é necessário com urgência um meia-armador. A saída de Luiz Antônio também força nova contratação para o meio de campo defensivo, assim como o ataque, para dar opções a Paulinho e Hernane.

BOTAFOGO

Fez o possível para perder a vaga na Libertadores, mas, graças a uma gordura inicial, conquistou a tão sonhada colocação no G-4 do Brasileirão. Sofreu bastante com os desfalques ao longo do ano. Precisa, antes de tudo, garantir as permanências de Jefferson, Dória e Rafael Marques. Depois, necessita ir ao mercado para um zagueiro, um volante e um lateral-esquerdo. A chegada de Jorge Wagner ajuda bastante o meio de campo. O ataque poderia ser reforçado com um nome de maior expressão, preferencialmente, um goleador. O trabalho do jovem Eduardo Húngaro como técnico ainda é uma dúvida.

VASCO

Começou corretamente ao corrigir um erro gravíssimo que cometeu em 2013: finalmente, contratou um goleiro bom, Martín Silva. A chegada de Aranda ajuda bastante a posição de volante, que agora fica completa, já que possui o líder Guiñazu - peça fundamental para 2014 - e o jovem Abuda. A permanência de Pedro Ken também será benéfica, assim como o retorno de Fellipe Bastos. Precisa de um zagueiro experiente para auxiliar os jovens Jomar e Luan, além de dois titulares novos nas laterais, já que Fagner e Yotún não seguem nos planos. Todos os demais goleiros, com exceção do jovem Jordi, e zagueiros podem ser dispensados. Ainda precisa de três meias, sendo dois para a criação e outro que jogue pelas laterais do campo, além de dois atacantes que briguem por posição com os promissores Thales e Romário e o experiente Edmilson.

FLUMINENSE

Após um ano pífio, que começou a desabar após a equivocada demissão de Abel Braga e as contratações de Luxemburgo e Dorival Júnior, o tricolor de Renato Gaúcho começou de forma excelente com o acerto do retorno de Conca. Em ano de Copa do Mundo, precisa de mais um atacante. A defesa, entretanto, deve ser priorizada. Com exceção da lateral-esquerda, bem ocupada por Carlinhos, tem carências na direita e na dupla de zaga, além de um volante que jogue mais recuado. O setor de criação também pode ser visto com bons olhos.

Que em 2014, o futebol não pague o pato por erros administrativos e decisões de tribunais.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O dia em que o futebol perdeu a graça

Foto: Agência Estado
Tudo poderia ser diferente. Neste momento, a torcida do Botafogo poderia estar vibrando com o quarto lugar que pode botar o time na Libertadores. Vasco e Fluminense poderia estar chorando apenas a queda, enquanto flamenguistas, na esportiva, "zoavam" os dois. Mas não. Hoje, nada disso importa.

O que aconteceu na Arena Joinville com as torcidas de Atlético-PR e Vasco passa de qualquer limite e ultrapssa a barreira do futebol. Uma selvageria sem escrúpulos, o cúmulo dos cúmulos das burrices.

Como o Ministério Público, um órgão que deveria zelar pelo bem da população, toma uma decisão de proibir um policiamento em um estádio de futebol? Uma partida decisiva, de suma importância, com os nervos a flor da pele, sem polícia? Ou quer dizer que 80 seguranças particulares, desarmados, eram suficientes?

E não parou por aí. O caso conseguiu ficar ainda pior. Com três pessoas em coma no hospital, a própria torcida do Furacão brigando entre si, o árbitro, o delegado do jogo e os envolvidos ainda decidiram reiniciar a partida naquelas condições.

Sinceramente, hoje, o placar pouco importa. Não me interessa se o Botafogo ficou no G-4 ou se Vasco e Fluminense caíram. Hoje, o futebol perdeu a graça.