quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Luxemburgo e Fluminense: se correr o bicho pega; se ficar o bicho come

Photocamera
Em qual campeonato do mundo alguém em plena sanidade mental poderia imaginar que o campeão do ano anterior correria sérios riscos de rebaixamento na competição seguinte? No Brasileirão, o fato é viável. Após vencer em 2012, o Fluminense vive de perto um drama para não cair à Série B. O principal protagonista nessa campanha de amores e ódios tem sido o técnico Vanderlei Luxemburgo, que já foi demitido e recontratado em menos de 24 horas.

A campanha ruim do clube passa longe da responsabilidade do técnico. Nem mesmo Abel Braga conseguiu sucesso nesta temporada com o time. Por outro lado, a diretoria não quis segurá-lo e acabou promovendo a substituição por Luxa. Os resultados, que até pioraram, provaram que a troca não foi nada positiva.

Vanderlei Luxemburgo é um técnico de qualidade e sabe bem como dirigir um time. É bem verdade, porém, que o estilo do treinador parece não ter funcionado no tricolor. No mercado, entretanto, não existem peças melhores disponíveis, fato que pode fazer a estrutura do Flu desmoronar logo na reta final do Brasileirão.

O panorama atual do campeonato ameniza a fase do Flu. Além do Náutico, já rebaixado, Ponte Preta, Criciúma e Vasco estão mais afundados na lama e vão precisar de excelentes campanhas para fugir da degola. O tricolor não pode, todavia, brincar com a sorte. Lançar um técnico que não conhece o dia a dia do clube a sete jogos do fim pode fazer a diferença a favor dos adversários diretos.

Mas nem tudo é fácil. O vazamento da insatisfação do presidente do clube, Peter Siemsen, com Luxemburgo, infestou o ambiente nas Laranjeiras. Com que moral Luxa dirigirá o time sabendo que foi demitido pelo presidente e recontratado pelo patrocinador, no mesmo dia? Virou uma verdadeira situação de "se correr o bicho pega; se ficar o bicho come".

Que a guerra de egos entre cartolas e empresários não coloque o Fluminense de volta à segunda divisão. O campeonato só tem a perder sem o tricolor carioca na elite.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Manifestações: quando tudo e todos estão errados

Foto: ABr
Não adianta. Por mais que os manifestantes tenham boas intenções e queiram passar longe da violência, já sabem que, até o final, vai haver uma onda de violência gratuita promovida por verdadeiros bandidos (quem queima, agride e destroi é bandido, e não black bloc ou qualquer outro nome que se inventem). Passou da hora das lideranças de protestos (se é que elas existem) se reunirem com autoridades policiais e, juntos, chegarem a um acordo para combater os crimes que vêm ocorrendo. Também já extrapolou o tempo dos ministérios da Defesa, da Justiça, do Exército e das Cidades, em conjunto, juntarem forças com poderes estaduais e municipais para, de fato, prender e acabar com essas quadrilhas infiltradas nas manifestações. E para que os ativistas de plantão não venham a reclamar sem prestar atenção no que escrevi, não é para repreender protestos pacíficos, mas sim para prender bandidos, que não querem saber de causa alguma, mas sim causar tumulto, prejudicando os próprios manifestantes.

Atualmente, tudo vira pretexto para selvageria. É manifestação contra aumento da passagem? Acaba em fogo. É protesto a favor de um aumento para os professores? Termina em bombas. É protesto para libertar animais que vinham, supostamente, sendo maltratados por um instituto? Acaba em tiro. Contra o leilão do Campo de Libras? Socos e pontapés.

Só para deixar claro, sou favorável a qualquer manifestação pacífica, aonde a insatisfação é demonstrada através de novas ideias e conceitos fundamentados, sem sinal algum de violência. Queimou, bateu, matou, destruiu, pichou = cadeia. E isso também vale para alguns policiais mal preparados, que não conseguem separar o joio do trigo e agridem inocentes covardemente.

Durante a Copa das Confederações, passei de perto por várias situações deste tipo. Os casos mais graves aconteceram em Salvador e em Belo Horizonte. Para sair da Arena Fonte Nova, nós, jornalistas, precisamos ter o ônibus escoltado pela Força Nacional de Segurança. Já em Belo Horizonte, "líderes" de protestos "orientavam" que o correto seria agredir fisicamente os jornalistas que estivessem no exercício do trabalho. O que leva um ser humano a cometer agressões tão fúteis e injustificáveis, seja ela contra qual profissão for?

Não, a culpa não é da Fifa, não é da Copa do Mundo e muito menos das Olimpíadas. A culpa é de nós, brasileiros, que cismamos em confundir as coisas e colocar a culpa nas pessoas erradas.

Salvem o nosso querido e amado país!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O milagre que o Vasco precisa para fugir da Série B

Dorival Júnior precisa repensar a escalação do time
A cada rodada que passa, a situação fica mais complicada para o Vasco. E o time não chegou nessa fase por poucos motivos. Contratações infundadas, erros de dirigentes e treinadores, atuações fracas e uma catástrofe administrativa deixam o torcedor aflito. Ainda é possível fugir da Série B, porém, o clube precisa resolver, em um mês, quase todos os problemas que não conseguiu sanar em um ano. O desafio passa a soar quase como um milagre.

Atualmente, o time joga sem confiança e desmotivado. A venda de Dedé, por exemplo, nada adiantou, uma vez que nenhum jogador chegou do Cruzeiro (Alisson, que foi devolvido, nem conta) e as finanças ficaram na mesma. O treinador da vez, Dorival Júnior, também não vem colaborando, escalando a equipe de forma nada eficaz, com alterações ainda menos expressivas durante os confrontos.

A temporada já está no final e o clube já perdeu a oportunidade de contratar um goleiro. Por mais que Diogo Silva, de vez em quando, faça uma boa defesa, ainda é um jogador limitado. Os reservas, então, seguem o mesmo nível, bem abaixo do que um clube de primeira divisão precisa. Para completar a defesa, ninguém entende os motivos que levam o técnico a manter Cris entre os titulares. Preterido pelo Grêmio, é um jogador que já passou do prazo de validade há algum tempo. É lento, violento nos desarmes e fraco na marcação. Um prato cheio para os atacantes rivais. A melhor dupla de zaga do clube na competição foi formada por Jomar e Rafael Vaz, que caiu no esquecimento e não tem mais oportunidades.

No meio de campo, a equipe até apresenta um bom atributo: os desarmes. Por outro lado, Guiñazu, mesmo não tendo completado 45 minutos em campo, já faz muita falta. O retorno do atleta em novembro pode ser vital para acender uma esperança na qualidade do setor. Juninho Pernambucano, cujo toque de bola é inquestionável, caiu bastante de produção e precisa deixar de lado a notória insatisfação para ajudar o time como jogador. Outro jogador que causa estranheza por quase não entrar é Montoya. O meia possui habilidade, velocidade e pode ser muito útil.

No ataque, André oscila bastante, assim como Edmilson, que vinha em melhor fase até se lesionar. Não existe muita saída. Marlone vem se salvando em um grupo limitado, sendo o principal jogador em diversas partidas. Willie, que também demonstrou qualidade, cometeu uma besteira infantil ao empurrar o juiz e ser expulso contra o Criciúma. Com a cabeça no lugar, pode dar caldo. Sem juízo, pode arrumar as malas e voltar para o Vitória. Cabe ao atleta tomar a decisão. Além disso, Reginaldo e nada é a mesma coisa. O time sempre fica com um a menos quando o ítalo-brasileiro está em campo. É hora do menino Thalles ter uma chance.

Para chegar aos 45 pontos e, mesmo assim, torcer para os adversários diretos não alcançarem uma pontuação maior, o Vasco precisa de quatro vitórias e um empate. Isso significa que o time só pode perder mais quatro vezes. Um desafio para quem já levou a pior em 13 oportunidades no Brasileirão. O clube não pdoe nem sonhar em não vencer Ponte Preta, Náutico e Coritiba. Precisa de um resultado favorável contra Santos, Corinthians e Botafogo, além de mais um empate. As partidas fora de casa contra Grêmio e Cruzeiro são missões quase impossíveis.

Vasco da Gama, sua tradição e sua história não combinam com a segunda divisão. É obrigação de todos os envolvidos, dirigentes, jogadores e comissão técnica, realizarem tudo o que for possível e impossível para manter o clube na Série A. Os torcedores não merecem mais uma humilhação desse porte.