terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os melhores do Rock in Rio 2013

Bruce Springsteen roubou a cena no Rock in Rio
Depois de sete dias recheados com muita música, chegou ao fim o Rock in Rio 2013. Muitas situações e apresentações chamaram as atenções neste ano, que pode ser considerado superior ao evento de 2011. De acordo com critérios específicos, confira os artistas eleitos os melhores do festival pelo blog:

Melhor show: Bruce Springsteen & the E Street Band

Melhor show nacional: Skank

Melhor dia de shows: 21 de setembro - sábado (Skank / Phillip Phillips / John Mayer / Bruce Springsteen & the E Street Band)

Melhor show do palco Sunset: Nando Reis e Samuel Rosa

Melhor parceria: Ivan Lins e George Benson (palco Sunset)

Melhor voz: Alicia Keys

Melhor surpresa: Beyoncé dançando "Passinho do volante"

Revelação para os brasileiros: 30 Seconds to Mars

Melhor conjunto dança/música: Beyoncé

Melhor conjunto instrumental: The E Street band

Artista mais simpático: Bruce Springsteen

Melhor música: Fear of the dark (Iron Maiden)

Melhor música cover: Sociedade Alternativa - Bruce Springsteen (Raul Seixas)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Um romance à rock'n roll

A última lua cheia de inverno iluminava o romance do casal
Ana Lúcia era uma jovem adolescente que estava virando adulta. Apesar dos 16 anos, já pensava como uma moça experiente. As atitudes, porém, naturalmente, eram de uma menina da sua idade.

Pois bem, Ana foi ao Rock in Rio com as amigas. Queria ver o show da Beyoncé. A princípio, pensava apenas na atração musical preferida, porém, chegando à Cidade do Rock, mudou completamente os planos. A jovem deu de cara com um rapaz moreno, que deveria ter lá os seus 18 anos e 1,85m. Embora não acreditasse em amor à primeira vista, se apaixonou.

Para a felicidade da jovem, o sentimento foi recíproco. O homem, de nome Carlos Henrique, trabalhava em um dos stands montados no local. Ao perceber a troca de olhares, foi até a menina e puxou conversa.

Quando Ana e Carlos perceberam, já estavam completamente hipnotizados. A menina já havia dispensado as amigas, que curtiam o show de Ivete Sangalo. Carlos, por sua vez, praticamente abandonara o serviço.

O tempo passou e a dupla assistiu ao show de Beyoncé de mãos dadas. No dia seguinte, combinaram e dançaram juntos o rock do Capital Inicial. Não estava nos planos de Ana, mas, graças a Carlos, ingressos foram conquistados e o casal já curtia apaixonado as canções de Alicia Keys e até mesmo o requebrado de Justin Timberlake.

A semana terminou e Ana ficou preocupada. Já estava completamente envolvida com o rapaz do Rock in Rio.

"E agora? E se não nos vermos mais?", pensou a adolescente.

Mas Carlos telefonou e a convidou para voltar em todos os dias da próxima semana do festival. A notícia de que a Justiça havia suspendido o evento deixou o casal aflito, mas, burocracia resolvida, tudo certo para o reencontro.

Quando Ana chegou na Cidade do Rock, ficou um pouco assustada. Carlos não trabalhava mais e estava todo vestido de preto, com uma camisa do Metallica. O temor, entretanto, foi passageiro. As borboletas na barriga da jovem logo surgiram e ela correu para dar um beijo no amado.

E o clima foi de total romance nos dias seguintes. Frejat cantava "Exagerado" e ajudava a construir a trilha sonora da dupla. Já Bon Jovi contagiava o público e também o coração dos dois. E assim, como na música de Samuel Rosa com Nando Reis, tocada pelo Skank, Carlos escreveu versos importantes para a amada. No pedaço de guardanapo da lanchonete, redigido no meio do gramado, havia um poema:

 "As batidas do meu coração desregularam todo o metrônomo da razão quando eu te vi / Seu olhos entraram no compasso certo com os meus e não tive dúvidas do que senti / Neste sábado de inverno, aquecido pela linda melodia da sua voz, pergunto agora: / Me namora?"

Ana Lúcia ficou encantada com as palavras, porém, ficou pensativa na resposta que daria. Os próximos shows foram de muita ansiedade para ambos. Até que, a alternativa certa saiu: sim! A felicidade foi tanta que foram até a beira da grade, sendo cumprimentados até por Bruce Springsteen.

Mas nenhum dos dois contava com o rock pesado do último dia. Kiara Rocks cantou e deixou as coisas estranhas no ar. As dúvidas começaram a surgir. Slayer mandou um solo de guitarra e pesou os sentimentos, gerando discussões bobas. Avenged Sevenfold, então, complicou tudo de vez. Não era dia. Até que, inexplicavelmente, o Iron Maiden foi a gota d'água. Carlos, muito irritado com as manias da nova namorada, sumiu no meio da multidão. Ana, desolada, nunca mais o viu.

E assim terminou o romance à rock'n roll de Ana Lúcia. A poderosa bateria não tocava mais música boa. A corda do baixo arrebentou. O doce som do romantismo deu lugar a notas desafinadas de emoção. Os solos de guitarra ficaram confusos e agressivos.

E Ana Lúcia deixou a Cidade do Rock triste e sem saber se retornará em 2015, no próximo festival, enquanto Carlos prometeu para si mesmo que nunca mais se aventuraria no que considerou um "romance tirolesa", aonde as emoções sobem a uma altura de 30 metros e, aos poucos, vai descendo para o estranho sentimento do desconhecido.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O que rolou de melhor e pior na primeira semana de Rock in Rio

Beyoncé brilhou no Rock in Rio
O público que esteve presente nos três primeiros dias da edição 2013 do Rock in Rio deve ter saído satisfeito da Cidade do Rock - pelo menos no que diz respeito às atrações musicais. O destaque principal ficou por conta da exibição de Beyoncé.

Clássico com o rock

Uma dádiva aos ouvidos ouvir a Orquestra Sinfônica Brasileira na abertura do festival. A qualidade foi tanta que o maestro Roberto Minczuk e os músicos foram bastante aplaudidos por espectadores roqueiros, após a execução de peças de Beethoven e Villa-Lobos.

Alguma coisa na bebida?

Bebel Gilberto não estava nada bem na homenagem a Cazuza. Após desafinar na primeira canção, chamou o "Jota Quest" ao palco. Não era a banda, mas sim o cantor, Rogério Flausino, que participaria. Além disso, não era o momento. A artista havia esquecido a música "Preciso dizer que te amo", logo o maior sucesso que gravou ao lado do homenageado. Definitivamente, havia algo de anormal. Uma pena.

Artista completo

Ainda sobre o tributo a Cazuza, Ney Matogrosso roubou a cena. Mostrou continuar sendo um artista com uma interpretação fantástica. Não foi por um acaso que recebeu três das principais músicas do ex-líder do Barão Vermelho para cantar.

Histórico

Não é exagero dizer que Beyoncé escreveu o nome na história do Rock in Rio. A cantora pop cantou e dançou com muita qualidade. Nem mesmo as frequentes trocas de roupa atrapalharam a atração. No fim, a artista brilhou ao surpreender e dançar o funk "Passinho do Volante", o famoso "Ah lelek lek lek".

Homenagem ou revolta?

Foi infeliz a forma com que Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, conduziu a homenagem a Raul Seixas no palco Sunset. Em diversos momentos, pareceu esquecer completamente o "maluco beleza" para criticar o governo e incitar as manifestações. Deveria aprender com Ivan Lins, que também colocou durante a apresentação a opinião favorável aos protestos. Por outro lado, de forma sutil e elegante, causando um impacto muito maior e sem comprometer o show.

Presente

Por falar em Ivan Lins, a apresentação ao lado de George Benson foi uma aula de música. Tanto o brasileiro quanto o norte-americano esbanjaram simpatia e amizade no palco. O povo agradece.

Dupla afiada

Nando Reis e Samuel Rosa também brilharam no Sunset. A dupla é hoje uma das melhores em termos de parceria em composições. Difícil encontrar quem não goste de ao menos uma música deles.

Um maluco do bem

Muita gente não dava nada pela apresentação da banda norte-americana 30 Seconds to Mars. O vocalista Jared Leto, entretanto, promoveu a grande surpresa da primeira semana do Rock in Rio. O artista deu um show ao tomar açaí no palco, colocar uma camisa de "Eu amo o Rio", levar uma bandeira do Brasil e, por fim, cantar a uma altura de 28 metros, saltando de tirolesa em seguida.

A ovação ao ídolo

O show do Jota Quest parecia normal, e estava mesmo. Isso até a última música, quando subiu ao palco Lulu Santos. Mesmo tendo participado de apenas uma canção, já fez valer a pena o momento. Lulu merece muitos aplausos.

Que voz!

Alicia Keys encantou os jornalistas que faziam a cobertura do Rock in Rio. Muitos ficaram apaixonados pela beleza e simpatia da moça no palco, que foge dos padrões mais populares, como Beyoncé e Shakira. Isso sem contar a voz potente da americana. Um grande show.

Faltou repertório

Justin Timberlake é sem dúvida um artista com muito talento, porém, ficou longa e desgastante a apresentação que fez no Rock in Rio, além de burocrática. As fãs parecem não ter se importado com isso e, mesmo assim, curtiram. Que bom, né?

Cobertura completa

A agência de notícias O Repórter.com - www.oreporter.com - vem realizando uma cobertura completa do Rock in Rio, incluindo críticas dos shows. Clique e fique bem informado.

sábado, 14 de setembro de 2013

Beyoncé contagia mais de 75 mil pessoas no primeiro dia de Rock in Rio

Divulgação
A abertura do Rock in Rio 2013 foi marcada por surpresas e muita animação do público, que lotou a Cidade do Rock nesta sexta-feira (13). De acordo com a organização do festival, mais de 75 mil pessoas acompanharam de perto as apresentações, que terminaram com a norte-americana Beyoncé dançando funk carioca.

As atividades no palco Mundo começaram com a mistura entre o rock e a música clássica. Sob a regência do maestro Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Brasileira apresentou canções que iam desde "Bachianas Brasileiras nº4", de Villa-Lobos, a "Satisfaction", dos Rolling Stones. Os músicos foram bastantes saudados pelo público, que aprovou a exibição.

Em seguida foi a vez da homenagem especial a Cazuza. Paulo Miklos, Maria Gadú e Rogério Flausino cantaram obras marcantes da carreira do ex-Barão Vermelho. Quem também esteve presente foi Bebel Gilberto, que não esteve nos melhores dias, cometendo a gafe de chamar a banda Jota Quest fora de hora e errando algumas notas. Por outro lado, Ney Matogrosso sacudiu o povo com uma interpretação cheia de estilo. Frejat, guitarrista da banda na época do artista, também demonstrou personalidade. O setlist passou pelos hits preferidos dos fãs, como "Pro dia nascer feliz", "Brasil", "Exagerado" e "Codinome Beija-Flor".

O axé da Bahia chegou à Cidade do Rock sob a batuta de Ivete Sangalo. A cantora promoveu uma verdadeira micareta ao som de sucessos como "Dançando" e "Eva". A artista também arriscou uma versão de "Love of my life", da banda Queen.

Como grande novidade desta edição, o palco Mundo também contou com um representante da música eletrônica. O DJ David Guetta lançou o ritmo geralmente encontrado em boates e agradou o público que já o acompanha.

Mas a grande atração estava mesmo reservada. Beyoncé chegou já na madrugada de quarta-feira (14) para incendiar o povo. A artista interpretou hits como "Irreplaceable", "Crazy in love", "Single ladies" e "Halo". No fim, surpreendendo a todos, dançou o funk carioca "Passinho do volante".

Durante o dia, cerca de 600 atendimentos médicos foram realizados nos postos médicos espalhados pelo local, sendo a maioria por motivos de desidratação e queda de pressão arterial. No lado de fora, mais de 40 veículos foram multados e outros dois rebocados por estacionamento indevido. Também houve apreensões de mercadorias ilegais que estavam sendo vendidas por ambulantes.

O Rock in Rio continua neste sábado (14), quando sobem ao palco Mundo as bandas Capital Inicial, Thyrty Seconds to Mars, Florence and the Machine e Muse.

Fonte: http://www.oreporter.com/Beyonce-contagia-mais-de-75-mil-pessoas-no-primeiro-dia-de-Rock-in-Rio,10815898970.htm

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Começa o Rock in Rio 2013


Fonte: http://www.oreporter.com/tv-reporter

Vem aí o Rock in Rio 2013

Divulgação
E se a vida começasse agora? E se o mundo fosse nosso outra vez? Dois anos depois, o Rock in Rio volta a contagiar a Cidade do Rock. Assim como acontece com o Sambódromo no Carnaval, nessa época, é lá na Zona Oeste que passa a ser a minha casa e a de milhares de profissionais, envolvidos na cobertura e na organização do evento, e também de fãs que sonham em ver de perto os artistas preferidos.

Estive em 2011 no Rock in Rio anterior e vi de perto apresentações memoráveis. Stevie Wonder emocionou ao cantar em português a música "Você abusou", de Antônio Carlos e Jocafi, eternizada na voz do sambista Jorge Aragão. Teve também um show de efeitos especiais do Slipknot, com direito a baterista tocando de cabeça para baixo. Isso sem contar as parcerias bacanas do palco Sunset, como Titãs e Paralamas do Sucesso e Martinho da Vila e Emicida.

Agora é 2013. Em plena sexta-feira, 13, a grande expectativa é pela apresentação de Beyoncé. Será que vai corresponder ou fará algo semelhante a Shakira, na edição anterior, que não agradou? Torço pelo sucesso. A abertura é aguardada com ansiedade também pela exibição da Orquestra Sinfônica Brasileira, que promete misturar o rock com a música clássica. Além disso, teremos uma homenagem especial a Cazuza. Em 2011, o tributo ao Legião Urbana foi um dos pontos altos, o que aumenta a responsabilidade de Frejat e cia.

Que venha um Rock in Rio especial, apenas com música boa. Que a violência nem pense em tentar entrar na Cidade do Rock, que esperamos reinar apenas em clima de Paz.

Os detalhes da cobertura, com notícias dos bastidores e resenhas completas dos shows você acompanha em www.oreporter.com.

O mundo do samba que me perdoe, mas, nessas duas semanas, é rock na veia!

sábado, 7 de setembro de 2013

Ainda não temos a verdadeira independência, mas, amo o meu país

O dia 7 de setembro deste ano tem sido muito diferente daquele dos anos anteriores. Desta vez, o povo resolveu ir às ruas protestar contra uma série de situações que considera incompatíveis com o Brasil. Infelizmente, entretanto, as pessoas de bem, que realmente querem alguma mudança, acabaram vendo de perto situações que não condizem com as reivindicações.

Mas deixa isso pra lá. Hoje vou procurar não me estressar com os bandidos que agrediram jornalistas nos protestos do Centro do Rio e nem com os infelizes que invadiram a Parada Militar da Independência, colocando em risco a vida de crianças que se apresentavam e de senhoras e pessoas de bem que assistiam ao evento. Também não vou falar nada sobre as bandeiras de partidos políticos que se aproveitavam da revolta da população para promover as legendas.

Sim, sou carioca, brasileiro e amo o meu país. Ele está longe de ser perfeito, mas, como em qualquer romance, isso não impede o amor de nos contagiar. Nossa Educação patina, nossa Saúde agoniza no SUS e nossos governantes têm lapso de bom senso e competência, porém, amo o meu país.

Sim, acredito na força do Esporte e no poder que ele tem para auxiliar os demais setores da sociedade. Também torço por nossos atletas e pelas nossas seleções. Quero sim a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, por outro lado, também não admito que o dinheiro público empregado seja desviado para o bolso de quem quer que seja.

Podemos ter ficado independentes de Portugal, porém, ainda estamos longe da verdadeira independência, aonde o Brasil precisa fazer valer a rica e extensa área repleta de tanta diversidade, com uma organização que seja mais eficaz e justa para os cidadãos. O caminho para isso, todavia, não é a violência e muito menos a selvageria. Inteligente é aquele capaz de promover verdadeiras mudanças através das ideias.

Apesar de tudo, sou brasileiro e amo o meu país!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Antigamente

Ah, como era bom antigamente! Tudo era mais fácil e mais alegre. A música era leve e poética, o cinema mudo e as notícias não tão pesadas assim.

Isso sem esquecer da tranquilidade ao andar nas ruas, aonde as bicicletas tomavam o lugar dos carros e crianças podiam jogar bola de meia nas improvisadas calçadas, ainda sem tantas construções.

Mas, será?

A música boa não possui data de validade e sobrevive até hoje, quando temos uma impressionante variedade de ritmos e estilos. Já o cinema, mesmo falado, possui profissionais tão incríveis que, através das telonas, podemos fazer uma viagem a qualquer época, seja no passado ou no futuro.

É verdade, temos que nos adaptar à multidão das ruas e ao trânsito intenso de automóveis nas grandes capitais, ao mesmo tempo em que as crianças preferem a tecnologia dos computadores e games ao futebol de botão e bolinhas de gude, porém, a cada segundo, uma nova história é escrita e uma nova época começa a ser construída.

O que nem o saudosista pode esquecer é que o "atualmente" vai ser o "antigamente" de amanhã.