domingo, 28 de julho de 2013

A força da 'juventude do papa'

Divulgação/JMJ
Apenas para deixar claro, não sou nem um pouco religioso. Não chego ao ponto de ser radical ao extremo, não acreditando em nada, porém, discordo de muitos fatos de diversas religiões, ao mesmo tempo em que acredito em alguns ensinamentos de outras. Apesar da crença de cada um, que deve sempre ser respeitada, a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu durante toda a semana no Rio, serviu para diversas reflexões positivas em todos os brasileiros.

Não quero entrar no mérito da organização da cidade, que deixou muito a desejar. O Metrô falhou no primeiro dia, deixando peregrinos na mão, enquanto a repentina mudança do local da vigília, do lameado Campus Fidei para a Praia de Copacabana, foi um verdadeiro vexame. A segurança também não deu conta, com diversos furtos acontecendo. Eu mesmo quase fui vítima de um, bem na entrada da imprensa no espaço de Copacabana.

Por outro lado, o papa Francisco deu um show de humildade e inteligência em discursos sempre sensatos e reflexivos. É lógico que a missão do Santo Padre na JMJ era estimular a catequese, ampliando a força da Igreja Católica no mundo e, principalmente, na América Latina, porém, o Sumo Pontífice não se omitiu dos temas políticos e mandou recados importantes aos jovens. Com uma linguagem bastante popular, inclusive com o uso de gírias brasileiras, o papa mostrou ser mesmo um líder diferenciado, sem o deslumbre de fazer parte do alto clero.

Ao conversar com peregrinos estrangeiros, percebo que o carioca está aprovado como anfitrião. Todos elogiaram bastante a atenção e a recepção do povo do Rio de Janeiro, que ainda receberá outros grandes eventos até 2016, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O fato lamentável fica por parte de pequenos grupos de manifestantes, que voltaram a confundir as coisas. Volto a ressaltar que sou favorável a protestos pacíficos, com temas pertinentes e reclamações justas, entretanto, assim como a Copa das Confederações, a JMJ também nada tem a ver com a incompetência de alguns políticos. Quebrar imagens sacras como fizeram alguns infelizes em Copacabana é provar a total falta de respeito ao próximo, descredibilizando qualquer luta.

A partir desta segunda-feira (29), o Rio voltará ao normal. Muitos, porém, sentirão falta da alegria dos peregrinos e do sorriso cativante do papa Francisco. Voltem quando quiserem! A Cidade Maravilhosa sempre estará de braços abertos para vocês!

sábado, 27 de julho de 2013

O dia em que me livrei de um roubo na Jornada Mundial da Juventude

Foto: Ralph Guichard
Não são apenas os peregrinos que estão em Copacabana nos dias de eventos da Jornada Mundial da Juventude. Embora a segurança esteja reforçada, ladrões vêm agindo na cara de pau, roubando pertences do povo. Hoje, a vítima quase fui eu.

Logo quando cheguei à entrada da imprensa e de outros credenciados, no meio do tumulto, senti que meu celular havia sido retirado do meu bolso da frente da calça. Imediatamente, olhei em volta e o avistei sendo passado de um homem para outro. Me joguei em cima do aparelho, caindo ao chão com ele e o recuperando.

Avisamos à PM, que foi averiguar e achou o suspeito, flagrado pelas lentes do competente colega Marcello Dias. Ele vestia uma camisa do time de futebol argentino Newell's Old Boys e estava com câmera, celulares, relógios, cordões e pulseiras. O parceiro dele era um homem de gorro e cabelos brancos, com uma idade mais avançada.

Meus amigos mais religiosos dizem que a bênção do papa Francisco me iluminou e me salvou deste roubo. Outros já preferem acreditar que tive um bom reflexo e dei sorte ao conseguir avistar o aparelho em poucos segundos. O que eu penso? Confesso não poder responder isso neste momento.

No fim, tudo acabou bem e o celular, que voltou a minhas mãos acabou abençoado e registrando mais uma vez a chegada do papa Francisco.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A animação dos peregrinos na Jornada Mundial da Juventude

Foto: Ralph Guichard
Quem mora no Rio de Janeiro já percebeu que a cidade está completamente diferente com a Jornada Mundial da Juventude. Mesmo quem não é católico e não está interessado no evento se pega, de vez em quando, sorrindo, cantando ou conversando com os peregrinos estrangeiros. São eles que vêm, ao lado dos brasileiros, deixando o evento mais divertido.

Os fiéis chegam de todos os cantos do mundo. Ao andar por diversas regiões diferentes do Rio, já conversei - ou pelo menos tentei falar - com chilenos, argentinos, colombianos, equatorianos, franceses, angolanos, australianos e até chineses. E a lista continua. É tanta gente que fora que, às vezes, surgem bandeiras que nem consigo identificar o país.

Se ainda tem alguém que protesta contra a JMJ certamente não vê os benefícios que o acontecimento está trazendo à Cidade Maravihosa. O município vai obter um lucro imenso. O comércio, um dos grandes beneficiados, nunca faturou tanto. Em Copacabana, por exemplo, a expectativa é de que o público seja maior do que o do Revéillon.

Peregrinos, o Rio de Janeiro está feliz com a presença de vocês. Independentemente da religião de cada um, o clima tem sido excelente. E a tendência é melhorar!

domingo, 21 de julho de 2013

Um Maracanã que precisa de ajustes para voltar a ser nosso

Foto: Ralph Guichard
Depois da Copa das Confederações, chegou o momento do torcedor carioca ter de volta do Maracanã - ou melhor, ganhar um novo estádio, uma vez que o antigo nada tem a ver com o novo. A partida entre Fluminense e Vasco, entretanto, mostrou que muita coisa ainda precisa ser modificada no local.

Quem esteve presente no Maraca pôde ver um estádio dividido entre os lados das duas torcidas e uma área central totalmente vazia. Se os vascaínos e tricolores lotavam as arquibancadas nas pontas, o setor do meio, exatamente o mais caro, ficava às moscas. Os preços precisam baixar com urgência, caso contrário, será vexame.

A imprensa, apesar de toda a boa vontade da Acerj e do Consórcio, também precisa ter melhores condições de trabalho. Com as bancadas da Fifa desmontadas, restou um espaço improvisado abaixo das cabines de televisão, que agora também são destinadas às emissoras de rádio. No novo local, os jornalistas ficam atrás das câmeras e dos profissionais de fotografia, tendo uma visão ruim do campo, que fica distante. Além disso, a internet Wi-Fi não funcionou no jogo de reabertura, deixando na mão diversos cronistas e fotógrafos.

Sabemos que toda mudança exige testes e adaptação, no entanto, também não podemos nos acomodar com o improviso. Tenho certeza que, com inteligência, o Consórcio vai encontrar soluções adequadas para atender a todos, principalmente às estrelas, que são os torcedores. Ganha o público, ganham os profissionais, os jogadores e o futebol.

O Maracanã voltou. Agora só resta ele ser novamente nosso.

sábado, 20 de julho de 2013

A visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro

Divulgação
Depois da Rio+20 e da Copa das Confederações, o Rio de Janeiro recebe a partir da próxima semana o terceiro grande evento internacional: a Jornada Mundial da Juventude. O ponto alto do acontecimento religioso é a presença do Papa Francisco, que pisará pela primeira vez em solo brasileiro desde que assumiu a liderança da Igreja.

A visita do Papa Francisco é muito mais do que um acontecimento especial aos católicos. Trata-se de um dos mais importantes chefes de Estado do planeta, responsável pelo Vaticano. Humilde, dispensou regalias e quer estar próximo do povo.

A população, aliás, por mais que não acredite nos dogmas religiosos, deve ter respeito com o Sumo Pontífice já que, independentemente de qualquer posto, é um ser humano que luta contra a pobreza e tenta ajudar os mais necessitados.

Já afirmei claramente na época da Copa das Confederações e repito agora na Jornada Mundial da Juventude. O futebol não é o culpado pelos erros dos governantes, assim como a religião também não é. Com isso, qualquer manifestação pacífica é aceitável, entretanto, sem a besteira de usar a Jornada Mundial da Juventude como foi feito com a competição esportiva, atribuída como vilã das dificuldades do Brasil com a Saúde e a Educação. O Brasil é sim um país laico e, por isso, todas as religiões merecem respeito.

Alô, povo carioca! Vamos receber com a hospitalidade de sempre os visitantes, sejam eles peregrinos ou não. Evangélico, católico, testemunha de Jeová, todos são bem-vindos no Rio, em qualquer ocasião.

Que o Papa Francisco possa ter uma ótima imagem do Rio e queira voltar sempre.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O culpado por eu ser assim

Dia 5 de julho é uma data muito especial na minha vida. Neste ano de 2013, principalmente. Hoje é aniversário do maior ídolo da minha vida, meu avô Luiz Fernando Vassallo Guichard, que completa 80 anos.

Se você gosta de mim, agradeça a ele; se não gosta, culpe-o, uma vez que grande parte das minhas características mentais e ideologias foram formadas a partir dele. Sempre o tive como exemplo e tenho, até hoje, o privilégio de contar com seus ensinamentos e poder ouvir as histórias de tantas conquistas ao longo dos anos.

Luiz Fernando pode chegar nesta idade olhando para o passado com muito orgulho. Chefe de uma família com quatro filhos, seis netos e um bisneto, foi atleta, professor e jornalista esportivo de grande sucesso, fora as muitas outras atribuições que colecionou ao longo da jornada profissional. Esteve presente em fatos marcantes da história mundial, entre eles o milésimo gol do Pelé foi o primeiro repórter a chegar no jogador após a cobrança do pênalti e em seis Copas do Mundo.

Mesmo aposentado, meu avô segue antenado com as principais notícias do mundo, principalmente as esportivas. Afinal de contas, o título de "o repórter que sabe de tudo" não vai sair jamais de dentro dele.

Parabéns, vô! Que daqui a dez anos possamos ter muitas outras histórias para contar, desta vez, na comemoração dos 90!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O dia em que o Brasil deu um nó na Espanha

Foto: Marcello Dias / Agência O Repórter
E o Brasil conquistou a Copa das Confederações. E não foi por sorte e muito menos, como alguns dizem por aí, "comprado pela Fifa". A seleção brasileira venceu porque deu um show de futebol, atuando durante os 90 minutos da melhor forma tática e técnica possível. Pobres dos espanhois, que nada puderam fazer perante a força da equipe de Felipão.

Fica muito difícil assinalar um único jogador brasileiro que não foi bem na grande final. Julio César fechou o gol, enquanto Daniel Alves e Marcelo faziam perfeitamente o trabalho de rotação, dando suporte ao ataque e à defesa. Na zaga, Thiago Silva e David Luiz estavam firmes, com Luiz Gustavo e Paulinho impecáveis na marcação. Oscar não rendeu o esperado ainda, porém, distribuiu bem os passes no meio de campo. Hulk conseguiu bloquear o avanço dos laterais rivais, esbanjando força física, enquanto Neymar e Fred desequilibraram mais uma vez. O primeiro com a habilidade já conhecida, enquanto o segundo mostrou ser mesmo um matador nato.

Vale destacar o perfeito trabalho da comissão técnica. Carlos Alberto Parreira, com a sua inteligência e experiência, é o que há de melhor na função. Quem também se encontrou, finalmente, foi Alexandre Gallo, que demonstrou ser um exímio observador, com análises bastante úteis dos rivais. Paulo Paixão e toda a equipe de preparação física conseguiram fazer com que a equipe sobrasse dentro de campo, enquanto Dr. Runco, Dr. Serafim, Dr. Lasmar e o time de fisioterapeutas demonstraram novamente que são os melhores do mundo naquela atribuição. Isso sem falar do comandante de tudo, Luiz Felipe Scolari. Felipão calou os críticos e recuperou uma seleção afundada moralmente e taticamente pelo péssimo trabalho dos antecessores.

Parabéns, Brasil! Que venha a Copa do Mundo!