sábado, 29 de junho de 2013

Seleção brasileira: chegou a hora de vencer a Copa das Confederações

Divulgação/CBF
O cenário antes da convocação era péssimo. A herança deixada por Mano Menezes complicava o retorno de Felipão, que viu a seleção brasileira tropeçar diante das grandes seleções do mundo e até mesmo das menores. Aos poucos, com os amistosos finais e com a Copa das Confederações, o treinador foi arrumando o time e, hoje, o panorama já é bem mais animador.

É bem verdade que a equipe ainda não está pronta. O sistema defensivo ainda tem lá os seus apagões e o ofensivo ainda é dependente de lances brilhantes do Neymar. Por outro lado, já é possível ver um esquema tático definido, jogadas avançadas e, principalmente, lances treinados durante a semana dando resultado nas partidas oficiais.

O Brasil tem mais do que capacidade para bater a Espanha e conquistar a Copa das Confederações. O time espanhol acumula problemas físicos e peca nas finalizações, uma vez que Vicente del Bosque não consegue aprimorar o trabalho com os centro-avantes. Apesar de artilheiro da competição, Fernando Torres é instável, com David Villa em um momento ruim. Soldado, que começou bem, parece não ter muita moral com o treinador. Com isso, o técnico chegou a improvisar até mesmo o volante Javi Martínez na posição, na partida contra a Itália. O segredo é pressionar a saída de bola, imprimindo um ritmo intenso nos primeiros minutos.

Independentemente do resultado, uma série de jogadores saem fortalecidos e com a confiança de Scolari. Dos goleiros, Julio César soube aproveitar a confiança do treinador. Jefferson e Cavalieri ainda são incógnitas. Na zaga, Thiago Silva, David Luiz e Dante agradam bastante, com apenas Réver sem oportunidades. Os laterais Daniel Alves, Marcelo e Filipe Luís correspondem às expectativas. Jean ainda não jogou, mas tem um estilo que agrada bastante Felipão.

Já no meio de campo, Luiz Gustavo, Paulinho e Hernanes são peças fundamentais na equipe de Felipão. Fernando esteve regular nos treinos e nas partidas, sem uma avaliação mais completa. Oscar agrada taticamente a comissão técnica, porém, rendeu menos do que o esperado, assim como Hulk, ainda contestado. Jadson pode ser um nome a deixar a seleção nas próximas convocações, já que demonstrou ser um jogador comum nos treinamentos. Lucas ainda é o xodó, apesar de ter perdido espaço para Bernard, que vem como um foguete nos treinos e incendiou o jogo com o Uruguai. Por fim, o ataque é reduto de Neymar e Fred, com Jô muito firme em futuras listas de convocação.

Em síntese, para quem via o Brasil longe de qualquer chance de título na Copa do Mundo, hoje pode voltar a ter esperanças. A tendência é que a equipe cresça ainda mais nos próximos meses. Enquanto isso, vamos aguardar que o melhor aconteça no domingo. Podemos enfrentar dificuldades e até chegar a cobranças de pênaltis, entretanto, vamos vencer!

Espanha, pode esperar! A sua hora vai chegar!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um dia turístico em Salvador: 'só na terça-feira, meu rei'

Foto: Ralph Guichard
Alex de Souza e Ralph Guichard

Estar em uma cidade tão bela e charmosa como Salvador é um privilégio para qualquer pessoa do mundo. Passar o dia inteiro de folga por lá, ainda por cima, melhor ainda. Tivemos essa oportunidade nesse domingo (23), graças ao técnico Luiz Felipe Scolari. Como estamos cobrindo o dia a dia da seleção brasileira, a folga atribuída aos jogadores acaba beneficiando também os jornalistas, que ganham tempo para recarregar as baterias. Em pleno fim de semana, com uma competição internacional de futebol ocorrendo na cidade, a Copa das Confederações, e uma das principais festas populares sendo realizada, o São João, a cidade estava recheada de turistas ansiosos para desbravar a rica cultura e as sensacionais paisagens da região. A maioria, entretanto, esbarrava no singelo bordão: "só na terça-feira, meu rei".

O roteiro era o mais simples possível: conhecer os principais atrativos utilizando apenas o transporte público. E a jornada já começou positiva desde a manhã. Naquela data, as passagens de ônibus custavam a metade do preço tradicional: R$ 1,40.

Após uma pequena caminhada da praia de Amaralina, onde ficamos hospedados, até o Rio Vermelho, partimos para a primeira parada: a praia da Barra. De longe, já era possível avistar os arrecifes, que davam um brilho especial ao lindo cenário. Depois de passar pela imagem do Cristo Redentor, a primeira parada definia o que íamos encontrar por todo o passeio. Ao nos depararmos com o Farol da Barra, vimos várias pessoas tirando fotos e curtindo o cenário no lado de fora, já que o Museu Náutico da Bahia estava fechado. Ao perguntar ao vigia que fazia a segurança, a resposta: "Só na terça-feira, meu rei!"

Depois das primeiras praias, chegara a hora de partir para o Centro histórico. No agitado Pelourinho, crianças batucavam e baianas vendiam acarajé e vatapá no ambiente devidamente decorado para o São João. Na fila de espera para pegar o Elevador Lacerda, que custava modestos 15 centavos para utilização, um homem passava com uma cobra pendurada. Segundo ele, era para consumo próprio, para o espanto dos que dividiam conosco o elevador.

Ao chegar à Cidade Baixa e procurar o Mercado Modelo para comprar as lembranças, adivinhem? Fechado! Ao perguntar a um vendedor de cocos, devidamente instalado na sombra da pracinha, a que horas abriria o comércio, a resposta: "Só na terça-feira, meu rei".

Sem as lembranças, o jeito foi seguir para a Igreja do Bonfim. Será que até o símbolo maior da religiosidade baiana também só abriria na terça-feira? Felizmente, Deus estava de plantão! Portas abertas e missa sendo celebrada.

Na porta da igreja, símbolo da religiosidade baiana, ambulantes abordavam os turistas tentando empurrar as tradicionais fitinhas e outros "souvenirs". Quem se precipitava, acabava gastando mais, uma vez que lojinhas no outro lado da rua vendiam o mesmo produto com o dobro da quantidade pela metade do preço.

Com os pedidos já realizados, a fome passou a chamar a atenção. Uma simpática vendedora da região nos indicou uma rua próxima que possuía uma série de restaurantes. No fim de uma caminhada de 10 minutos, a surpresa, ou melhor, o bordão: "só na terça-feira, meu rei". Tudo fechado.

Infelizmente, quem estava na cidade para acompanhar a festa de São João ou o jogo do Brasil na Copa das Confederações não se programou para seguir em Salvador até a terça-feira, quando a cidade voltaria a funcionar. Porém, mesmo com os principais pontos turísticos fechados, a beleza que ronda as praias e construções é algo que poucos lugares do mundo conseguem ter.

Em tempo, se desejar visitar a Bahia, fica a dica: só terça-feira, meu rei!

Publicado originalmente em http://www.oreporter.com/da-redacao.

sábado, 22 de junho de 2013

As manifestações e a Copa do Mundo

Tem gente que fala como se a Copa fosse a responsável pelos problemas do Brasil. Não temos Copa do Mundo no país desde 1950. Quer dizer que, de lá até aqui, tínhamos um sistema de Saúde eficiente, transporte público de qualidade e Educação de país desenvolvido? A Copa do Mundo no Brasil, se levada a sério pelos governante, só tem a contribuir para todos, principalmente para o povo. O protesto não tem que ser contra a Fifa ou contra o torneio no Brasil, mas sim contra a pessoa que superfaturou a obra ou cometeu qualquer outro tipo de crime.

Investimento em Transporte, Saúde e Educação tem que ter sim! A Copa do Mundo também é bem-vinda! Uma coisa não exclui a outra.

Volto a dar os parabéns aos manifestantes de Brasília que, pacificamente, demonstraram todo o descontentamento naquela forte imagem da ocupação do Congresso. Também foi louvável e emocionante a demonstração de carinho e patriotismo do cearense no momento do Hino Nacional do jogo da Copa das Confederações contra o México.

Em uma manifestação violenta, o impacto é negativo. Todos perdem. Já a criatividade dos brasilienses, dos cearenses ou de qualquer brasileiro que demonstra a insatisfação sem destruir nada ou prejudicar ninguém, ronda o mundo e causa efeitos positivos.

Por um Brasil de boa Educação, Saúde de excelência e Transporte digno e barato para o povo. Por uma Copa do Mundo organizada, mais acessível aos brasileiros e realizada de forma honesta e emocionante.

É possível sim unir a maior competição de futebol do planeta com um país bem administrado.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como ficar apaixonado pelo Ceará

Praia de Iracema (foto: Ralph Guichard)
Conheci muita gente de Fortaleza: amigos, colegas e até familiares. Apesar disso, nunca havia tido a oportunidade de conhecer a cidade até este momento proporcionado pela Copa das Confederações. Após três dias no Ceará, sigo a minha jornada com uma alegria imensa em poder ver uma terra tão bela, calorosa e com um povo espetacular.

Infelizmente, não tive tempo de visitar nem metade do que a cidade pode oferecer. Mesmo assim, fiquei encantado com o que pude acompanhar. Uma cultura rica, um artesanato brilhante, praias lindíssimas e uma população fora de série. Fatos que só me deixam com vontade de retornar várias outras vezes.

O cearense é hospitaleiro, simpático, corajoso, criativo e determinado. Tem um sotaque típico que todos podem identificá-los em qualquer lugar do mundo.

Depois dos primeiros dois dias acompanhando a seleção brasileira em Fortaleza pude ver de perto a paixão do cearense pelo futebol e pelo país. Depois do treino no Estádio Presidente Vargas, tive certeza que qualquer manifestação ia ficar na rua e que, dentro do estádio, a torcida daria um verdadeiro show. E superou as expectativas. O momento do Hino Nacional, cantado até o fim pelos espectadores, foi de arrepiar, como poucas vezes pude sentir. Mais tarde, na zona mista, conversando com os jogadores, percebi que não tinha sido o único a sentir. Eles, os protagonistas do espetáculo, sentiram ainda mais a emoção.

Parabéns, Fortaleza! Vocês servem de exemplo! Obrigado, Ceará! Até breve!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

'Portas em manual': a rotina dos jornalistas na Copa das Confederações

Segunda-feira, 17 de junho de 2013. A semana pode estar apenas começando para muitos trabalhadores brasileiros. Para a equipe de O REPÓRTER, entretanto, ela já está bastante movimentada.

Depois de cobrir jornalisticamente a cerimônia de abertura da Copa das Confederações no domingo (15) e acompanhar a goleada do Brasil por 3 a 0 sobre o Japão, os jornalistas do portal mal tiveram tempo para descansar e, bem cedo, às 5h, já estavam no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. O destino era o Rio de Janeiro, que receberia o duelo entre México e Itália.

Após uma longa espera em função de problemas operacionais com a aeronave da companhia aérea, o voo finalmente decolou e, de forma tranquila, seguiu para a Cidade Maravilhosa.

A partir daí, ninguém podia perder tempo. Ao desembarcar no Galeão, o ritmo era controlado: pegar as malas, o transporte e seguir para um rápido almoço. Uma vez alimentados, por volta das 12h30, a missão era partir para o Estádio do Maracanã.

Depois de passar pelo sistema de segurança montado especialmente para o torneio, com máquinas de raios x e detectores de metais, repórteres e fotógrafos foram em busca dos tíquetes específicos para a partida. A Fifa realiza com antecedência uma fase de credenciamento, aonde os profissionais habilitados se inscrevem para os jogos que desejam reportar. Uma vez aprovado, basta mostrar a credencial e retirar o bilhete, que já contém um lugar numerado na tribuna de imprensa, no caso dos repórteres, ou uma posição de imagem no campo, para os fotógrafos.

Cerca de 90 minutos depois, com direito a três gols e um bom futebol na vitória da Itália por 2 a 1 sobre o México, é chegada a hora da entrevista coletiva e da zona mista. Para ter acesso aos jogadores na chamada "media zone" e aos treinadores na "press conference", são necessários outros cartões individuais. Geralmente, os veículos de comunicação dividem os profissionais entre os ambientes, já que as atividades ocorrem paralelamente.

Entrevistas realizadas e matérias publicadas, é chegado o momento de correr novamente para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. De lá, partia um novo voo, agora para Fortaleza, aonde a seleção brasileira está concentrada para o jogo com o México.

Avião na pista do aeroporto Pinto Martins e, ao olhar no relógio, ele já marca 2h40 da madrugada de segunda-feira (17). Agora, não resta outra opção diferente de um leve descanso no hotel, já que, dali a algumas horas, já recomeçam as atividades, com coletivas de imprensa e treinamentos do Brasil. Antes de colocar o computador no modo de espera, nada como compartilhar com os internautas um pouco da nossa rotina.

Para quem pensa que ser jornalista esportivo é apenas uma festa repleta de jogos de futebol, grande engano. Apesar do desgaste físico que chega algumas vezes e de tantos outros desafios que buscamos superar diariamente, fazemos tudo com orgulho e satisfação, sabendo que nossas informações chegarão a milhares de pessoas em todo o mundo.

E como dizem os comandantes das aeronaves que já se tornaram a nossa segunda casa durante a Copa das Confederações, em função de tantas viagens para as cidades que recebem as partidas: "portas em manual".

OBS: Publicado em 17/06/2013 em www.oreporter.com/da-redacao.

domingo, 16 de junho de 2013

Brasil começa a Copa das Confederações da melhor forma possível

Foto: VipCOMM
Não poderíamos imaginar um cenário melhor dentro de campo. A seleção brasileira fez uma grande exibição neste sábado (15), no Estácio Nacional de Brasília, e goleou o Japão por 3 a 0 na abertura da Copa das Confederações.

Dos gols marcados, destaque para o de Neymar. O atacante, que anda meio marrento ultimamente com a imprensa, é verdade, acertou um belo chute de fora da área, acabando com um jejum que o atrapalhava.

Quem também merece uma atenção especial é Paulinho. O volante surgiu mais uma vez como surpresa no ataque, marcando o dele. Jô, que veio no segundo tempo, também teve a chance de balançar a rede, colocando uma pequena pressão em Fred, que não jogou o que está acostumado.

No Estádio Mané Garrincha, a curiosidade ficou por conta da coletiva de imprensa do técnico japonês, Alberto Zaccheroni. No início, não havia tradução do italiano para o japonês, forçando o representante de mídia da Fifa a convidar o tradutor da delegação do Japão para improvisar um entendimento. Depois, o mecanismo acabou funcionando.

A próxima parada é o Rio de Janeiro, aonde acompanharei México x Itália. Ainda neste domingo (16) embarco para Fortaleza, palco de Brasil x México.

sábado, 15 de junho de 2013

Por dentro do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Foto: Ralph Guichard
Se alguém acha que o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ainda está longe do ideal para a Copa do Mundo, certamente vai ter um ataque de loucura ao entrar no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, na Capital Federal. Internamente, há diversos setores ainda em construção, com fios expostos, barro e madeiras visíveis.

Em termos de localização, não há problemas. O estádio fica próximo à Rodoviária do Plano Piloto, que recebe ônibus de diversos locais da região. Também existem dois shoppings próximos, com muitas opções para lanches e outras refeições.

Ao tentar saber os portões exatos que deveríamos entrar e o local do Centro de Mídia, tivemos dificuldades. Os voluntários e demais funcionários se mostravam simpáticos, entretanto, poucos conseguiram realmente nos passar informações corretas. A sala de coletiva de imprensa, cuja capacidade é razoável, possui uma imensa pilastra bem ao centro, atrapalhando bastante.

Já o local de jogo não é dos piores. O estádio até que é bonito, com a cor vermelha predominando. A estrutura, porém, é muito alta, prejudicando a visão daquele torcedor que fica nos lugares mais altos da arquibancada. Além disso, o gramado não parecia firme - pelo menos durante os treinos de Brasil e Japão, nesta sexta-feira (14).

Vamos torcer para que, ao acabar a Copa das Confederações, o estádio possa ser ajustado rapidamente para a Copa do Mundo. Afinal de contas, muito dinheiro público foi gasto nessa obra.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O primeiro dia da preparação para a Copa das Confederações em Brasília

VipCOMM
Não são apenas os jogadores que precisam passar por uma intensa preparação e concentração durante um torneio tão importante como a Copa das Confederações. Os jornalistas que vão acompanhar toda a competição também mergulham em um regime de esforço e sacrifícios, a fim de levar os mínimos detalhes para o público. Nesta quinta-feira (13), bem cedo, meu roteiro já estava definido, começando pelo Aeroporto do Galeão, às 6h, e terminando em Brasília, primeira parada da equipe do portal de notícias O Repórter.com.

Felizmente, o tempo colaborou e nos proporcionou uma viagem agradável, sem o que chamo de "emoção". Já na Capital Federal, nos deparamos com uma cidade bastante movimentada. Alguns colegas chegavam em outros voos, que também continham alguns japoneses, que vinham acompanhar nosso primeiro adversário.

O maior desafio para o dia inicial de cobertura foi exatamente o transporte. O hotel aonde a seleção brasileira está concentrada fica em um local de acesso difícil e muito restrito, com um rígido controle. Nem mesmo pegar um táxi foi fácil. Na coletiva do dia, falaram Réver e, finalmente, Neymar, o mais badalado do momento. Já o treino aconteceu no Centro de Capacitação Física dos Bombeiros. A primeira parte foi fechada, restando à imprensa apenas a movimentação final.

Nesta sexta-feira (14), todas as atividades acontecem no local do jogo: o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Brasil x Uruguai na final da Copa das Confederações?

Divulgação/CBF
Depois de um grande sucesso nas projeções para a Copa do Mundo de 2010, quando acertei o campeão, o vice, a fase e o adversário em que o Brasil seria eliminado, volto a ousar e arriscar meus palpites, desta vez, para a Copa das Confederações. O grau de dificuldade é muito maior. São oito seleções em que pelo menos quatro têm condições reais de chegar ao título. Mas nada de ficar em cima do muro!

No Grupo A, todos chegam com chances de avançar. O México não vive um bom momento, assim como a Itália enfrenta dificuldades nas partidas que vem disputando. O Japão é a grande sensação da Ásia, porém, ainda é tecnicamente inferior ao Brasil. A seleção brasileira de Felipão tende a ter dificuldades em todos os jogos da primeira fase, mas, pode sair vitorioso em todos, ou pelo menos em grande parte deles. Assim, digo que se classificará em primeiro lugar. Todos os outros três brigam pela segunda vaga. Se a Itália bobear, pode sobrar.

No lado de lá, o Grupo B, Espanha e Uruguai devem divir as atenções. Os dois, entretanto, não andam com a bola toda. A Espanha começa a sentir os sinais do desgaste de uma geração vitoriosa, enquanto nossos vizinhos lutam com unhas e dentes para beliscar uma vaga na Copa do Mundo. A Nigéria tem uma equipe rápida, com muita força de vontade, que compensa uma parte técnica não tão aprimorada assim. Vai tentar aprontar, mas, a tendência natural é que avancem mesmo as duas favoritas. E o Taiti? Coitado... Vai apenas passear pelo Brasil, enquanto os demais passeiam sobre ele no campo.

Na semifinal, ainda tenho fé que não cruzaremos com o Uruguai. Deixa o lugar deles reservado na final, para a revanche. Com a Espanha pela frente, temos condições de fazer um jogo disputado e avançar, nem que seja nos pênaltis. Depois, nada de Maracanazo. Vamos devolver o 2 a 1 nos uruguaios e consagrar a família Scolari campeã da Copa do Mundo!

Posso errar? Sim, e as chances são grandes. Porém, quem não gostaria de ver tudo o que eu escrevi acima acontecendo?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um passeio pelo novo Maracanã

Fotos: Ralph Guichard
Está quase tudo pronto para a Copa das Confederações. Em função de um convite do COL, participei hoje com outros colegas jornalistas de um tour pelo novo Maracanã, que será palco de três partidas no torneio da Fifa, incluindo a final. Vimos um estádio moderno, que ainda passa por obras, mas que pode perfeitamente receber o público com a atenção devida a partir da semana que vem.

A visita começou pela famosa entrada do Bellini. Voluntários encaminharão os torcedores aos portões corretos, já designados nos ingressos. Lá, todos terão que passar por rígidos detectores de metais, com as mochilas e bolsas sendo submetidas às máquinas de raios x. As catracas também são modernas e prometem detectar com facilidade os ingressos falsos.

Em seguida, subindo a rampa em direção ao setor inferior, pudemos constatar os trabalho dos operários, que faziam os retoques finais nas cadeiras. O gramado, aliás, está impecável, assim como a iluminação e os imensos telões.

Por outro lado, pelo caminho, foi possível constatar muitas áreas internas que ainda passam por obras intensas. Os trabalhadores correm contra o tempo para arrumar salas e locais hoje destinados a depósitos. Nem tudo vai ficar pronto, entretanto, é possível fazer com que esses problemas passem despercebidos.

Outro ponto que vale ser destacado diz respeito aos vestiários. Todos em perfeito estado, com banheiras luxuosas de hidromassagem, um bom espaço para aquecimento, armários individuais nos moldes dos europeus e salas especiais para os treinadores.

Em síntese, ainda não veremos um Maracanã 100% na Copa das Confederações. O trabalho terá que recomeçar para chegar à perfeição na Copa do Mundo. Mesmo assim, será possível ver um novo estádio especial. Os mais saudosistas ainda se incomodam com a reforma, porém, vejo tudo com olhos mais modernistas - não quero entrar no mérito do dinheiro gasto com as obras.

Que a seleção brasileira possa estar presente no estádio mais simpático do mundo no próximo dia 30 de junho. E, se não for pedir muito, que venha o Uruguai como nosso adversário!

domingo, 2 de junho de 2013

Brasil x Inglaterra - Nada como dois golaços para reinaugurar o Maracanã

O Maraca é nosso novamente (foto: Ralph Guichard)
Agora é oficial: ele voltou! O Maracanã está de volta belo e empolgante como sempre. Para marcar esse retorno, nada como golaços e um bom jogo de futebol. O Brasil não venceu, mas, o 2 a 2 com a Inglaterra ficou de bom tamanho.

O dia começou cedo. Ao meio-dia, já estava chegando ao estádio. Nada como fazer tudo com calma para não ter problemas na hora do jogo. Tudo ocorreu conforme a normalidade. Chegada tranquila ao Maraca, com policiamento, ruas fechadas ao trânsito e organização favorável. Para entrar, assim como acontece nos eventos da Fifa, máquinas de raios x. No centro de mídia, que será o mesmo da Copa das Confederações, bastante espaço e conforto.

Para chegar à posição de transmissão na tribuna de imprensa, cada jornalista teve que adquirir um tíquete específico com lugar numerado, além de um passe especial para a coletiva de imprensa. Por lá, mais uma aprovação. Bancadas com monitores, energia e conexão de internet. Os voluntários, muito simpáticos, traziam informações e água.

O momento, sem dúvida, era histórico. Em campo, Felipão surpreendia e lançava um time diferente dos treinamentos realizados durante a semana. A Inglaterra, recuada, levou um sufoco no primeiro tempo. Na etapa final, Fred abriu o placar, Lampard empatou, Rooney virou com um golaço e, com muito estilo, Paulinho deixou tudo igual novamente de voleio.

Em seguida, na coletiva de imprensa, Felipão começou o discurso com o mesmo clima do início das atividades, com descontração. Depois, entretanto, o tempo fechou. Um radialista carioca questionou a entrada de Fernando no lugar de Hulk e Scolari ficou irritado, falando que aquilo era uma "piada". O jornalista não gostou e retrucou, afirmando que o técnico tinha sido medroso. Com tudo novamente no esquema, a conversa voltou a fluir e tudo terminou sem graves consequências.

A próxima parada da seleção brasileira, agora, é em Goiânia. O amistoso de domingo (9), entretanto, acontece em Porto Alegre, na Arena do Grêmio.