terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

É, 2013 está chegando ao fim. Para falar a verdade, já praticamente terminou. Confesso que, tradicionalmente, sempre fico saudosista no Ano-Novo. Penso em tudo o que aconteceu durante o ano e, bate aquela saudade. Desta vez, entretanto, por mais que os 365 dias tenham sido recheados com eventos marcantes e muitas alegrias, aguardo 2014 com ansiedade.

CARNAVAL

O objetivo foi cumprido com êxito. Após muitos anos cobrindo os desfiles das escolas de samba como repórter, estava dessa vez no outro lado, com uma missão muito mais complicada: ajudar na organização. Não foi fácil, mas, após um árduo trabalho, junto com a equipe da LIERJ, conseguimos entrar para a história. Depois de muito tempo, os desfiles do Grupo de Acesso - agora Série A - estavam moralizados. Valeu a pena cada gota de suor.

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Outro momento histórico. Papa Francisco, esbanjando carisma e simpatia, veio ao Rio de Janeiro. Estive perto do Santo Padre em várias oportunidades. Durante a visita, um susto. Bandidos roubaram o celular do meu bolso. Felizmente, recuperei o aparelho alguns segundos depois, ainda das mãos dos ladrões. Os mais católicos afirmaram: coisa de santo. O importante é que tudo terminou bem.

COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Incrível. Pude constatar o início da formação de um grupo que tem tudo para vencer a Copa do Mundo do ano que vem. Acompanhando os treinamentos de Felipão, observei a criação de jogadas ensaiadas que foram fundamentais para vitórias importantes no torneio. Em campo, em cinco diferentes cidades do país, não teve adversário páreo para a nossa seleção. Vencemos todo mundo, com direito a um baile em cima da Espanha na final.

ROCK IN RIO

O que dizer de um evento que conseguiu superar o anterior, de 2011? Beyoncé dançou funk carioca no palco, Jared Leto saltou da tirolesa e Bon Jovi superou os desfalques em um grande show. Isso sem falar de encontros interessantíssimos como o de Ivan Lins e George Benson e de Samuel Rosa com Nando Reis. A música nacional não ficou de lado, com um Skank inspirado. Para finalizar, nada como o épico show de Bruce Springsteen. Um mito do rock mundial que escreveu em negrito o nome na história do festival.

Obrigado a todos que, de alguma forma, colaboraram com o meu 2013. Até o ano que vem, pessoal! Que venha a Copa do Mundo! Que venha o hexa!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Balanço do futebol carioca em 2013 e projeções para 2014

O ano de 2013 foi marcado por situações completamente opostas entre os quatro grandes clubes do Rio. Enquanto o Flamengo comemorou o título da Copa do Brasil e o Botafogo a vaga na pré-Libertadores, Vasco e Fluminense acabaram rebaixados dentro de campo no Brasileirão. Digo dentro porque, fora dele, no STJD, o tricolor conquistou a permanência na Série A, após uma punição da Portuguesa. E nem mesmo o Gigante da Colina está garantido na segundona. Não duvido que uma segunda Copa João Havelange seja criada, em função de um possível imbróglio na Justiça comum por parte da Lusa.

FLAMENGO

Errou feio com três diferentes treinadores: Dorival Júnior, Jorginho e Mano Menezes. Com um elenco razoável, foi salvo por uma grande descoberta no comando tático: Jayme de Almeida. Para a Libertadores de 2014, precisa de reforços em posições específicas. Falta um zagueiro de expressão e um lateral bom para revezar com Léo Moura. A chegada de Éverton já deve aliviar a esquerda, com o deslocamento de André Santos para o meio. Além disso, é necessário com urgência um meia-armador. A saída de Luiz Antônio também força nova contratação para o meio de campo defensivo, assim como o ataque, para dar opções a Paulinho e Hernane.

BOTAFOGO

Fez o possível para perder a vaga na Libertadores, mas, graças a uma gordura inicial, conquistou a tão sonhada colocação no G-4 do Brasileirão. Sofreu bastante com os desfalques ao longo do ano. Precisa, antes de tudo, garantir as permanências de Jefferson, Dória e Rafael Marques. Depois, necessita ir ao mercado para um zagueiro, um volante e um lateral-esquerdo. A chegada de Jorge Wagner ajuda bastante o meio de campo. O ataque poderia ser reforçado com um nome de maior expressão, preferencialmente, um goleador. O trabalho do jovem Eduardo Húngaro como técnico ainda é uma dúvida.

VASCO

Começou corretamente ao corrigir um erro gravíssimo que cometeu em 2013: finalmente, contratou um goleiro bom, Martín Silva. A chegada de Aranda ajuda bastante a posição de volante, que agora fica completa, já que possui o líder Guiñazu - peça fundamental para 2014 - e o jovem Abuda. A permanência de Pedro Ken também será benéfica, assim como o retorno de Fellipe Bastos. Precisa de um zagueiro experiente para auxiliar os jovens Jomar e Luan, além de dois titulares novos nas laterais, já que Fagner e Yotún não seguem nos planos. Todos os demais goleiros, com exceção do jovem Jordi, e zagueiros podem ser dispensados. Ainda precisa de três meias, sendo dois para a criação e outro que jogue pelas laterais do campo, além de dois atacantes que briguem por posição com os promissores Thales e Romário e o experiente Edmilson.

FLUMINENSE

Após um ano pífio, que começou a desabar após a equivocada demissão de Abel Braga e as contratações de Luxemburgo e Dorival Júnior, o tricolor de Renato Gaúcho começou de forma excelente com o acerto do retorno de Conca. Em ano de Copa do Mundo, precisa de mais um atacante. A defesa, entretanto, deve ser priorizada. Com exceção da lateral-esquerda, bem ocupada por Carlinhos, tem carências na direita e na dupla de zaga, além de um volante que jogue mais recuado. O setor de criação também pode ser visto com bons olhos.

Que em 2014, o futebol não pague o pato por erros administrativos e decisões de tribunais.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O dia em que o futebol perdeu a graça

Foto: Agência Estado
Tudo poderia ser diferente. Neste momento, a torcida do Botafogo poderia estar vibrando com o quarto lugar que pode botar o time na Libertadores. Vasco e Fluminense poderia estar chorando apenas a queda, enquanto flamenguistas, na esportiva, "zoavam" os dois. Mas não. Hoje, nada disso importa.

O que aconteceu na Arena Joinville com as torcidas de Atlético-PR e Vasco passa de qualquer limite e ultrapssa a barreira do futebol. Uma selvageria sem escrúpulos, o cúmulo dos cúmulos das burrices.

Como o Ministério Público, um órgão que deveria zelar pelo bem da população, toma uma decisão de proibir um policiamento em um estádio de futebol? Uma partida decisiva, de suma importância, com os nervos a flor da pele, sem polícia? Ou quer dizer que 80 seguranças particulares, desarmados, eram suficientes?

E não parou por aí. O caso conseguiu ficar ainda pior. Com três pessoas em coma no hospital, a própria torcida do Furacão brigando entre si, o árbitro, o delegado do jogo e os envolvidos ainda decidiram reiniciar a partida naquelas condições.

Sinceramente, hoje, o placar pouco importa. Não me interessa se o Botafogo ficou no G-4 ou se Vasco e Fluminense caíram. Hoje, o futebol perdeu a graça.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

5 coisas que Mano Menezes deve estar pensando após a conquista do Flamengo na Copa do Brasil

No dia 19 de setembro deste ano, menos de três meses atrás, Mano Menezes pedia demissão do Flamengo. Na ocasião, o treinador deixou até mesmo a diretoria surpresa, que não teria sido avisada do ato. A ação veio após uma vitória exatamente do Atlético-PR, naquele mesmo Maracanã em que Jaime de Almeida tornou-se campeão da Copa do Brasil.

E agora? O que estaria pensando Mano Menezes neste momento de enorme felicidade da nação rubro-negra? Veja as hipóteses e crie sua própria conclusão:

1 - Que m**** que eu fui fazer, heim?

2 - Preciso ter umas aulas com o Jayme...

3 - Por que aqueles caras não jogavam desse jeito comigo?

4 - Dane-se, não iam me pagar mesmo...

5 - Deixo a seleção brasileira, e ela vence a Copa das Confederações... Saio do Flamengo, e ele conquista a Copa do Brasil... Já sei como fazer o Corinthians campeão em 2014! Tite, está pronto para voltar?

Jaime de Almeida: o homem que deu o tricampeonato da Copa do Brasil ao Flamengo

O ano já parecia perdido ao Flamengo. A zona de rebaixamento rondava o clube, que parecia não dar certo com treinador nenhum que surgia. Nem mesmo Mano Menezes, que vinha da seleção brasileira, aguentou e pediu demissão. Mas quando tudo parecia desmoronar, eis que surge o homem certo para aquela fase: Jaime de Almeida.

Até então auxiliar, Jaime virou interino. Os resultados, então, foram surgindo e ele já era o treinador efetivo. Acabou com as vaidades do elenco, ganhando simplesmente a confiança do grupo e tornou-se muito querido pela humildade e a forma com que lidava com as pessoas. Hoje, Jaime é campeão da Copa do Brasil.

É bem verdade que o Atlético-PR, apesar da campanha positiva no Brasileirão, demonstrou fragilidade técnica nos dois jogos decisivos da Copa. O Flamengo sobrou e venceu, merecidamente.

Parabéns, nação rubro-negra! Agora, para a diretoria, chega o momento de botar os pés no chão e montar uma equipe competitiva para a Libertadores do próximo ano. Que o título não mascare um elenco que ainda é modesto e está abaixo dos demais rivais sul-americanos que disputarão a competição.

Aos torcedores: comemorem! Vocês merecem!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

As projeções de rebaixamento no Brasileirão 2013

O Vasco ainda não está rebaixado, mas, vai precisar ganhar os três jogos que restam. Se perder um, já estará na segunda divisão. Se vencer dois e empatar o outro, vai precisar de um milagre na combinação de resultados. Adilson não pode nem sonhar com o esquema com três zagueiros contra o Cruzeiro e o Náutico. Caso contrário, não vai conseguir mais do que um empate. Se conseguir os resultados positivos em casa, vai para o "seja o que Deus quiser" contra o Atlético-PR.

O Fluminense ainda não se livrou do rebaixamento, embora tenha respirado. Se perder um jogo, vai precisar vencer os outros dois. Pode vencer uma e empatar as outras duas, entretanto. Dorival não pode deixar o time se acomodar contra o Santos. Uma derrota vai aumentar a pressão.

A Ponte Preta já foi pro saco.

A tabela do Coritiba é uma das mais difíceis da parte baixa. Tenho minhas dúvidas se o Tcheco vai ser capaz de evitar o rebaixamento. Precisa de duas vitórias.

O Criciúma emplacou uma boa sequência e vem crescendo, mas, ainda é um dos mais cotados pra descer. Precisa de uma vitória e dois empates e também tem adversários complicados na reta final.

O Bahia tem uma sequência cheia de confrontos diretos, o que beneficia Vasco e Coritiba, que já estão na zona de rebaixamento. Tem condição de escapar. Só precisar fazer o dever de casa. Cristóvão não pode respirar.

A Portuguesa está quase lá. Basta uma vitória contra a frágil Ponte Preta e missão cumprida. Ainda pode conseguir o feito contra o Bahia também.

É verdade, Flamengo e Internacional estão no meio da tabela sem riscos, por enquanto. Agora, se algum deles perder todos os três jogos que faltam, aí amigo, um vai protagonizar o rebaixamento mais improvável da história. Chances mínimas.

Vamos aguardar os próximos capítulos...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cruzeiro acaba com o Brasileirão em plena quarta-feira

Todo mundo sonha com uma final dentro de casa, em pleno domingo, com o estádio lotado e todos os holofotes centrados ao jogo. O Campeonato Brasileiro deste ano, entretanto, acabou de uma forma completamente distinta. O mineiro Cruzeiro levou o título com quatro rodadas de antecedência, na Bahia, em uma quarta-feira e, ainda por cima, no intervalo do jogo!

Tudo aconteceu porque o duelo entre Criciúma e Atlético-PR havia começado mais cedo. O Furacão, que precisava vencer para seguir vivo, perdeu, ajudando o clube celeste.

Debates sobre os pontos corridos a parte, o Cruzeiro é total merecedor do título. O clube montou um elenco de primeiro linha, buscando atletas tanto no futebol nacional quanto no exterior. Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, que estavam esquecidos em clubes menores, acabaram brilhando e virando peças fundamentais. Além disso, não é qualquer time que tem o luxo de possuir Julio Baptista no banco. Aí ficou fácil, né, Marcelo Oliveira?

Parabéns ao Cruzeiro, que agora desponta como a maior potência do futebol brasileiro. Se mantiver o pique e a base, pode alçar voos ainda maiores em 2014.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fluminense: o que leva um campeão brasileiro a ser rebaixado no ano seguinte?

A derrota para o Flamengo não caiu bem para o Fluminense
Embora a campanha do Vasco no Campeonato Brasileiro seja pífia, a situação do Fluminense pode ser considerada mais vergonhosa ainda. Com o mesmo número de pontos do rival, o tricolor é o primeiro fora da zona de rebaixamento e corre sérios riscos de voltar à Série B. O fato piora quando recordamos o Campeonato Brasileiro de 2012 e vemos o nome do campeão: o próprio Flu.

Um ano depois, após todos os prêmios financeiros, os holofotes da mídia e uma disputa de Libertadores, como um clube consegue chegar em um patamar tão complicado? Influências extremas do presidente da patrocinadora no clube sempre foram frequentes, porém, desta vez, o caso acabou gerando problemas administrativos e criando dores de cabeça para a diretoria, que resvalou o sentimento na comissão técnica e afetou os jogadores.

O elenco sofreu perdas complicadas ao longo da temporada. Thiago Neves estava sem espaço e foi embora. Deco não aguentou as lesões e aposentou. Na reta final, Fred se lesionou e saiu de cena. Diego Cavalieri, quando voltou da seleção, também enfrentou momentos difíceis. Felizmente, parece já ter se recuperado.

Mas as trapalhadas que mais prejudicaram a equipe tiveram os treinadores como pivôs. Mesmo depois de tantas conquistas e de ter demonstrado grande capacidade para comandar o Flu, Abel Braga foi demitido. A diretoria não soube ter paciência e se deixou levar pelo nome de Luxemburgo, que estava no mercado. Luxa chegou e não resolveu nada. Ao contrário, acabou levando o clube para a beira do rebaixamento.

Atualmente, a situação de Luxemburgo no time é insustentável. O presidente chegou a demiti-lo na última semana, com a notícia vazando para a mídia. A situação infestou o clima nas Laranjeiras e aumentou o turbilhão da crise. Celso Barros falou mais alto e manteve o treinador, que conseguiu perder para os reservas do rival Flamengo.

Embora a tabela do Fluminense seja, em tese, menos complicada do que a do Vasco, o tricolor não pode relaxar. Além disso, tende a ter mais dificuldades em função dos problemas extra-campo. Ficar com o Luxa não dá mais. No mercado, todavia, não existem opções efetivas. E, como diz a gíria, "é isso que está 'pegando'". Para escapar sem sustos, o clube precisa, no mínimo, vencer a metade dos jogos. A partir daí, os desempenhos dos adversários vão mostrar se será preciso mais uma vitória ou um empate. É obrigação derrotar Náutico, São Paulo e Atlético-MG, todos no Maracanã. Corinthians e Santos, fora, podem ser mais difíceis, mas, é possível obter resultados positivos para não depender da última rodada, em Salvador, contra o Bahia, que também pode estar lutando para não cair.

Que os resultados venham e o Fluminense possa escapar da degola. Não faz bem para o Brasileirão da Série A ter a ausência de quem venceu o torneio duas vezes nos últimos três anos. Ou o clube quer "pagar" a Série B, como gozam os torcedores rivais nas redes sociais?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Luxemburgo e Fluminense: se correr o bicho pega; se ficar o bicho come

Photocamera
Em qual campeonato do mundo alguém em plena sanidade mental poderia imaginar que o campeão do ano anterior correria sérios riscos de rebaixamento na competição seguinte? No Brasileirão, o fato é viável. Após vencer em 2012, o Fluminense vive de perto um drama para não cair à Série B. O principal protagonista nessa campanha de amores e ódios tem sido o técnico Vanderlei Luxemburgo, que já foi demitido e recontratado em menos de 24 horas.

A campanha ruim do clube passa longe da responsabilidade do técnico. Nem mesmo Abel Braga conseguiu sucesso nesta temporada com o time. Por outro lado, a diretoria não quis segurá-lo e acabou promovendo a substituição por Luxa. Os resultados, que até pioraram, provaram que a troca não foi nada positiva.

Vanderlei Luxemburgo é um técnico de qualidade e sabe bem como dirigir um time. É bem verdade, porém, que o estilo do treinador parece não ter funcionado no tricolor. No mercado, entretanto, não existem peças melhores disponíveis, fato que pode fazer a estrutura do Flu desmoronar logo na reta final do Brasileirão.

O panorama atual do campeonato ameniza a fase do Flu. Além do Náutico, já rebaixado, Ponte Preta, Criciúma e Vasco estão mais afundados na lama e vão precisar de excelentes campanhas para fugir da degola. O tricolor não pode, todavia, brincar com a sorte. Lançar um técnico que não conhece o dia a dia do clube a sete jogos do fim pode fazer a diferença a favor dos adversários diretos.

Mas nem tudo é fácil. O vazamento da insatisfação do presidente do clube, Peter Siemsen, com Luxemburgo, infestou o ambiente nas Laranjeiras. Com que moral Luxa dirigirá o time sabendo que foi demitido pelo presidente e recontratado pelo patrocinador, no mesmo dia? Virou uma verdadeira situação de "se correr o bicho pega; se ficar o bicho come".

Que a guerra de egos entre cartolas e empresários não coloque o Fluminense de volta à segunda divisão. O campeonato só tem a perder sem o tricolor carioca na elite.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Manifestações: quando tudo e todos estão errados

Foto: ABr
Não adianta. Por mais que os manifestantes tenham boas intenções e queiram passar longe da violência, já sabem que, até o final, vai haver uma onda de violência gratuita promovida por verdadeiros bandidos (quem queima, agride e destroi é bandido, e não black bloc ou qualquer outro nome que se inventem). Passou da hora das lideranças de protestos (se é que elas existem) se reunirem com autoridades policiais e, juntos, chegarem a um acordo para combater os crimes que vêm ocorrendo. Também já extrapolou o tempo dos ministérios da Defesa, da Justiça, do Exército e das Cidades, em conjunto, juntarem forças com poderes estaduais e municipais para, de fato, prender e acabar com essas quadrilhas infiltradas nas manifestações. E para que os ativistas de plantão não venham a reclamar sem prestar atenção no que escrevi, não é para repreender protestos pacíficos, mas sim para prender bandidos, que não querem saber de causa alguma, mas sim causar tumulto, prejudicando os próprios manifestantes.

Atualmente, tudo vira pretexto para selvageria. É manifestação contra aumento da passagem? Acaba em fogo. É protesto a favor de um aumento para os professores? Termina em bombas. É protesto para libertar animais que vinham, supostamente, sendo maltratados por um instituto? Acaba em tiro. Contra o leilão do Campo de Libras? Socos e pontapés.

Só para deixar claro, sou favorável a qualquer manifestação pacífica, aonde a insatisfação é demonstrada através de novas ideias e conceitos fundamentados, sem sinal algum de violência. Queimou, bateu, matou, destruiu, pichou = cadeia. E isso também vale para alguns policiais mal preparados, que não conseguem separar o joio do trigo e agridem inocentes covardemente.

Durante a Copa das Confederações, passei de perto por várias situações deste tipo. Os casos mais graves aconteceram em Salvador e em Belo Horizonte. Para sair da Arena Fonte Nova, nós, jornalistas, precisamos ter o ônibus escoltado pela Força Nacional de Segurança. Já em Belo Horizonte, "líderes" de protestos "orientavam" que o correto seria agredir fisicamente os jornalistas que estivessem no exercício do trabalho. O que leva um ser humano a cometer agressões tão fúteis e injustificáveis, seja ela contra qual profissão for?

Não, a culpa não é da Fifa, não é da Copa do Mundo e muito menos das Olimpíadas. A culpa é de nós, brasileiros, que cismamos em confundir as coisas e colocar a culpa nas pessoas erradas.

Salvem o nosso querido e amado país!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O milagre que o Vasco precisa para fugir da Série B

Dorival Júnior precisa repensar a escalação do time
A cada rodada que passa, a situação fica mais complicada para o Vasco. E o time não chegou nessa fase por poucos motivos. Contratações infundadas, erros de dirigentes e treinadores, atuações fracas e uma catástrofe administrativa deixam o torcedor aflito. Ainda é possível fugir da Série B, porém, o clube precisa resolver, em um mês, quase todos os problemas que não conseguiu sanar em um ano. O desafio passa a soar quase como um milagre.

Atualmente, o time joga sem confiança e desmotivado. A venda de Dedé, por exemplo, nada adiantou, uma vez que nenhum jogador chegou do Cruzeiro (Alisson, que foi devolvido, nem conta) e as finanças ficaram na mesma. O treinador da vez, Dorival Júnior, também não vem colaborando, escalando a equipe de forma nada eficaz, com alterações ainda menos expressivas durante os confrontos.

A temporada já está no final e o clube já perdeu a oportunidade de contratar um goleiro. Por mais que Diogo Silva, de vez em quando, faça uma boa defesa, ainda é um jogador limitado. Os reservas, então, seguem o mesmo nível, bem abaixo do que um clube de primeira divisão precisa. Para completar a defesa, ninguém entende os motivos que levam o técnico a manter Cris entre os titulares. Preterido pelo Grêmio, é um jogador que já passou do prazo de validade há algum tempo. É lento, violento nos desarmes e fraco na marcação. Um prato cheio para os atacantes rivais. A melhor dupla de zaga do clube na competição foi formada por Jomar e Rafael Vaz, que caiu no esquecimento e não tem mais oportunidades.

No meio de campo, a equipe até apresenta um bom atributo: os desarmes. Por outro lado, Guiñazu, mesmo não tendo completado 45 minutos em campo, já faz muita falta. O retorno do atleta em novembro pode ser vital para acender uma esperança na qualidade do setor. Juninho Pernambucano, cujo toque de bola é inquestionável, caiu bastante de produção e precisa deixar de lado a notória insatisfação para ajudar o time como jogador. Outro jogador que causa estranheza por quase não entrar é Montoya. O meia possui habilidade, velocidade e pode ser muito útil.

No ataque, André oscila bastante, assim como Edmilson, que vinha em melhor fase até se lesionar. Não existe muita saída. Marlone vem se salvando em um grupo limitado, sendo o principal jogador em diversas partidas. Willie, que também demonstrou qualidade, cometeu uma besteira infantil ao empurrar o juiz e ser expulso contra o Criciúma. Com a cabeça no lugar, pode dar caldo. Sem juízo, pode arrumar as malas e voltar para o Vitória. Cabe ao atleta tomar a decisão. Além disso, Reginaldo e nada é a mesma coisa. O time sempre fica com um a menos quando o ítalo-brasileiro está em campo. É hora do menino Thalles ter uma chance.

Para chegar aos 45 pontos e, mesmo assim, torcer para os adversários diretos não alcançarem uma pontuação maior, o Vasco precisa de quatro vitórias e um empate. Isso significa que o time só pode perder mais quatro vezes. Um desafio para quem já levou a pior em 13 oportunidades no Brasileirão. O clube não pdoe nem sonhar em não vencer Ponte Preta, Náutico e Coritiba. Precisa de um resultado favorável contra Santos, Corinthians e Botafogo, além de mais um empate. As partidas fora de casa contra Grêmio e Cruzeiro são missões quase impossíveis.

Vasco da Gama, sua tradição e sua história não combinam com a segunda divisão. É obrigação de todos os envolvidos, dirigentes, jogadores e comissão técnica, realizarem tudo o que for possível e impossível para manter o clube na Série A. Os torcedores não merecem mais uma humilhação desse porte.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os melhores do Rock in Rio 2013

Bruce Springsteen roubou a cena no Rock in Rio
Depois de sete dias recheados com muita música, chegou ao fim o Rock in Rio 2013. Muitas situações e apresentações chamaram as atenções neste ano, que pode ser considerado superior ao evento de 2011. De acordo com critérios específicos, confira os artistas eleitos os melhores do festival pelo blog:

Melhor show: Bruce Springsteen & the E Street Band

Melhor show nacional: Skank

Melhor dia de shows: 21 de setembro - sábado (Skank / Phillip Phillips / John Mayer / Bruce Springsteen & the E Street Band)

Melhor show do palco Sunset: Nando Reis e Samuel Rosa

Melhor parceria: Ivan Lins e George Benson (palco Sunset)

Melhor voz: Alicia Keys

Melhor surpresa: Beyoncé dançando "Passinho do volante"

Revelação para os brasileiros: 30 Seconds to Mars

Melhor conjunto dança/música: Beyoncé

Melhor conjunto instrumental: The E Street band

Artista mais simpático: Bruce Springsteen

Melhor música: Fear of the dark (Iron Maiden)

Melhor música cover: Sociedade Alternativa - Bruce Springsteen (Raul Seixas)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Um romance à rock'n roll

A última lua cheia de inverno iluminava o romance do casal
Ana Lúcia era uma jovem adolescente que estava virando adulta. Apesar dos 16 anos, já pensava como uma moça experiente. As atitudes, porém, naturalmente, eram de uma menina da sua idade.

Pois bem, Ana foi ao Rock in Rio com as amigas. Queria ver o show da Beyoncé. A princípio, pensava apenas na atração musical preferida, porém, chegando à Cidade do Rock, mudou completamente os planos. A jovem deu de cara com um rapaz moreno, que deveria ter lá os seus 18 anos e 1,85m. Embora não acreditasse em amor à primeira vista, se apaixonou.

Para a felicidade da jovem, o sentimento foi recíproco. O homem, de nome Carlos Henrique, trabalhava em um dos stands montados no local. Ao perceber a troca de olhares, foi até a menina e puxou conversa.

Quando Ana e Carlos perceberam, já estavam completamente hipnotizados. A menina já havia dispensado as amigas, que curtiam o show de Ivete Sangalo. Carlos, por sua vez, praticamente abandonara o serviço.

O tempo passou e a dupla assistiu ao show de Beyoncé de mãos dadas. No dia seguinte, combinaram e dançaram juntos o rock do Capital Inicial. Não estava nos planos de Ana, mas, graças a Carlos, ingressos foram conquistados e o casal já curtia apaixonado as canções de Alicia Keys e até mesmo o requebrado de Justin Timberlake.

A semana terminou e Ana ficou preocupada. Já estava completamente envolvida com o rapaz do Rock in Rio.

"E agora? E se não nos vermos mais?", pensou a adolescente.

Mas Carlos telefonou e a convidou para voltar em todos os dias da próxima semana do festival. A notícia de que a Justiça havia suspendido o evento deixou o casal aflito, mas, burocracia resolvida, tudo certo para o reencontro.

Quando Ana chegou na Cidade do Rock, ficou um pouco assustada. Carlos não trabalhava mais e estava todo vestido de preto, com uma camisa do Metallica. O temor, entretanto, foi passageiro. As borboletas na barriga da jovem logo surgiram e ela correu para dar um beijo no amado.

E o clima foi de total romance nos dias seguintes. Frejat cantava "Exagerado" e ajudava a construir a trilha sonora da dupla. Já Bon Jovi contagiava o público e também o coração dos dois. E assim, como na música de Samuel Rosa com Nando Reis, tocada pelo Skank, Carlos escreveu versos importantes para a amada. No pedaço de guardanapo da lanchonete, redigido no meio do gramado, havia um poema:

 "As batidas do meu coração desregularam todo o metrônomo da razão quando eu te vi / Seu olhos entraram no compasso certo com os meus e não tive dúvidas do que senti / Neste sábado de inverno, aquecido pela linda melodia da sua voz, pergunto agora: / Me namora?"

Ana Lúcia ficou encantada com as palavras, porém, ficou pensativa na resposta que daria. Os próximos shows foram de muita ansiedade para ambos. Até que, a alternativa certa saiu: sim! A felicidade foi tanta que foram até a beira da grade, sendo cumprimentados até por Bruce Springsteen.

Mas nenhum dos dois contava com o rock pesado do último dia. Kiara Rocks cantou e deixou as coisas estranhas no ar. As dúvidas começaram a surgir. Slayer mandou um solo de guitarra e pesou os sentimentos, gerando discussões bobas. Avenged Sevenfold, então, complicou tudo de vez. Não era dia. Até que, inexplicavelmente, o Iron Maiden foi a gota d'água. Carlos, muito irritado com as manias da nova namorada, sumiu no meio da multidão. Ana, desolada, nunca mais o viu.

E assim terminou o romance à rock'n roll de Ana Lúcia. A poderosa bateria não tocava mais música boa. A corda do baixo arrebentou. O doce som do romantismo deu lugar a notas desafinadas de emoção. Os solos de guitarra ficaram confusos e agressivos.

E Ana Lúcia deixou a Cidade do Rock triste e sem saber se retornará em 2015, no próximo festival, enquanto Carlos prometeu para si mesmo que nunca mais se aventuraria no que considerou um "romance tirolesa", aonde as emoções sobem a uma altura de 30 metros e, aos poucos, vai descendo para o estranho sentimento do desconhecido.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O que rolou de melhor e pior na primeira semana de Rock in Rio

Beyoncé brilhou no Rock in Rio
O público que esteve presente nos três primeiros dias da edição 2013 do Rock in Rio deve ter saído satisfeito da Cidade do Rock - pelo menos no que diz respeito às atrações musicais. O destaque principal ficou por conta da exibição de Beyoncé.

Clássico com o rock

Uma dádiva aos ouvidos ouvir a Orquestra Sinfônica Brasileira na abertura do festival. A qualidade foi tanta que o maestro Roberto Minczuk e os músicos foram bastante aplaudidos por espectadores roqueiros, após a execução de peças de Beethoven e Villa-Lobos.

Alguma coisa na bebida?

Bebel Gilberto não estava nada bem na homenagem a Cazuza. Após desafinar na primeira canção, chamou o "Jota Quest" ao palco. Não era a banda, mas sim o cantor, Rogério Flausino, que participaria. Além disso, não era o momento. A artista havia esquecido a música "Preciso dizer que te amo", logo o maior sucesso que gravou ao lado do homenageado. Definitivamente, havia algo de anormal. Uma pena.

Artista completo

Ainda sobre o tributo a Cazuza, Ney Matogrosso roubou a cena. Mostrou continuar sendo um artista com uma interpretação fantástica. Não foi por um acaso que recebeu três das principais músicas do ex-líder do Barão Vermelho para cantar.

Histórico

Não é exagero dizer que Beyoncé escreveu o nome na história do Rock in Rio. A cantora pop cantou e dançou com muita qualidade. Nem mesmo as frequentes trocas de roupa atrapalharam a atração. No fim, a artista brilhou ao surpreender e dançar o funk "Passinho do Volante", o famoso "Ah lelek lek lek".

Homenagem ou revolta?

Foi infeliz a forma com que Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, conduziu a homenagem a Raul Seixas no palco Sunset. Em diversos momentos, pareceu esquecer completamente o "maluco beleza" para criticar o governo e incitar as manifestações. Deveria aprender com Ivan Lins, que também colocou durante a apresentação a opinião favorável aos protestos. Por outro lado, de forma sutil e elegante, causando um impacto muito maior e sem comprometer o show.

Presente

Por falar em Ivan Lins, a apresentação ao lado de George Benson foi uma aula de música. Tanto o brasileiro quanto o norte-americano esbanjaram simpatia e amizade no palco. O povo agradece.

Dupla afiada

Nando Reis e Samuel Rosa também brilharam no Sunset. A dupla é hoje uma das melhores em termos de parceria em composições. Difícil encontrar quem não goste de ao menos uma música deles.

Um maluco do bem

Muita gente não dava nada pela apresentação da banda norte-americana 30 Seconds to Mars. O vocalista Jared Leto, entretanto, promoveu a grande surpresa da primeira semana do Rock in Rio. O artista deu um show ao tomar açaí no palco, colocar uma camisa de "Eu amo o Rio", levar uma bandeira do Brasil e, por fim, cantar a uma altura de 28 metros, saltando de tirolesa em seguida.

A ovação ao ídolo

O show do Jota Quest parecia normal, e estava mesmo. Isso até a última música, quando subiu ao palco Lulu Santos. Mesmo tendo participado de apenas uma canção, já fez valer a pena o momento. Lulu merece muitos aplausos.

Que voz!

Alicia Keys encantou os jornalistas que faziam a cobertura do Rock in Rio. Muitos ficaram apaixonados pela beleza e simpatia da moça no palco, que foge dos padrões mais populares, como Beyoncé e Shakira. Isso sem contar a voz potente da americana. Um grande show.

Faltou repertório

Justin Timberlake é sem dúvida um artista com muito talento, porém, ficou longa e desgastante a apresentação que fez no Rock in Rio, além de burocrática. As fãs parecem não ter se importado com isso e, mesmo assim, curtiram. Que bom, né?

Cobertura completa

A agência de notícias O Repórter.com - www.oreporter.com - vem realizando uma cobertura completa do Rock in Rio, incluindo críticas dos shows. Clique e fique bem informado.

sábado, 14 de setembro de 2013

Beyoncé contagia mais de 75 mil pessoas no primeiro dia de Rock in Rio

Divulgação
A abertura do Rock in Rio 2013 foi marcada por surpresas e muita animação do público, que lotou a Cidade do Rock nesta sexta-feira (13). De acordo com a organização do festival, mais de 75 mil pessoas acompanharam de perto as apresentações, que terminaram com a norte-americana Beyoncé dançando funk carioca.

As atividades no palco Mundo começaram com a mistura entre o rock e a música clássica. Sob a regência do maestro Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Brasileira apresentou canções que iam desde "Bachianas Brasileiras nº4", de Villa-Lobos, a "Satisfaction", dos Rolling Stones. Os músicos foram bastantes saudados pelo público, que aprovou a exibição.

Em seguida foi a vez da homenagem especial a Cazuza. Paulo Miklos, Maria Gadú e Rogério Flausino cantaram obras marcantes da carreira do ex-Barão Vermelho. Quem também esteve presente foi Bebel Gilberto, que não esteve nos melhores dias, cometendo a gafe de chamar a banda Jota Quest fora de hora e errando algumas notas. Por outro lado, Ney Matogrosso sacudiu o povo com uma interpretação cheia de estilo. Frejat, guitarrista da banda na época do artista, também demonstrou personalidade. O setlist passou pelos hits preferidos dos fãs, como "Pro dia nascer feliz", "Brasil", "Exagerado" e "Codinome Beija-Flor".

O axé da Bahia chegou à Cidade do Rock sob a batuta de Ivete Sangalo. A cantora promoveu uma verdadeira micareta ao som de sucessos como "Dançando" e "Eva". A artista também arriscou uma versão de "Love of my life", da banda Queen.

Como grande novidade desta edição, o palco Mundo também contou com um representante da música eletrônica. O DJ David Guetta lançou o ritmo geralmente encontrado em boates e agradou o público que já o acompanha.

Mas a grande atração estava mesmo reservada. Beyoncé chegou já na madrugada de quarta-feira (14) para incendiar o povo. A artista interpretou hits como "Irreplaceable", "Crazy in love", "Single ladies" e "Halo". No fim, surpreendendo a todos, dançou o funk carioca "Passinho do volante".

Durante o dia, cerca de 600 atendimentos médicos foram realizados nos postos médicos espalhados pelo local, sendo a maioria por motivos de desidratação e queda de pressão arterial. No lado de fora, mais de 40 veículos foram multados e outros dois rebocados por estacionamento indevido. Também houve apreensões de mercadorias ilegais que estavam sendo vendidas por ambulantes.

O Rock in Rio continua neste sábado (14), quando sobem ao palco Mundo as bandas Capital Inicial, Thyrty Seconds to Mars, Florence and the Machine e Muse.

Fonte: http://www.oreporter.com/Beyonce-contagia-mais-de-75-mil-pessoas-no-primeiro-dia-de-Rock-in-Rio,10815898970.htm

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Começa o Rock in Rio 2013


Fonte: http://www.oreporter.com/tv-reporter

Vem aí o Rock in Rio 2013

Divulgação
E se a vida começasse agora? E se o mundo fosse nosso outra vez? Dois anos depois, o Rock in Rio volta a contagiar a Cidade do Rock. Assim como acontece com o Sambódromo no Carnaval, nessa época, é lá na Zona Oeste que passa a ser a minha casa e a de milhares de profissionais, envolvidos na cobertura e na organização do evento, e também de fãs que sonham em ver de perto os artistas preferidos.

Estive em 2011 no Rock in Rio anterior e vi de perto apresentações memoráveis. Stevie Wonder emocionou ao cantar em português a música "Você abusou", de Antônio Carlos e Jocafi, eternizada na voz do sambista Jorge Aragão. Teve também um show de efeitos especiais do Slipknot, com direito a baterista tocando de cabeça para baixo. Isso sem contar as parcerias bacanas do palco Sunset, como Titãs e Paralamas do Sucesso e Martinho da Vila e Emicida.

Agora é 2013. Em plena sexta-feira, 13, a grande expectativa é pela apresentação de Beyoncé. Será que vai corresponder ou fará algo semelhante a Shakira, na edição anterior, que não agradou? Torço pelo sucesso. A abertura é aguardada com ansiedade também pela exibição da Orquestra Sinfônica Brasileira, que promete misturar o rock com a música clássica. Além disso, teremos uma homenagem especial a Cazuza. Em 2011, o tributo ao Legião Urbana foi um dos pontos altos, o que aumenta a responsabilidade de Frejat e cia.

Que venha um Rock in Rio especial, apenas com música boa. Que a violência nem pense em tentar entrar na Cidade do Rock, que esperamos reinar apenas em clima de Paz.

Os detalhes da cobertura, com notícias dos bastidores e resenhas completas dos shows você acompanha em www.oreporter.com.

O mundo do samba que me perdoe, mas, nessas duas semanas, é rock na veia!

sábado, 7 de setembro de 2013

Ainda não temos a verdadeira independência, mas, amo o meu país

O dia 7 de setembro deste ano tem sido muito diferente daquele dos anos anteriores. Desta vez, o povo resolveu ir às ruas protestar contra uma série de situações que considera incompatíveis com o Brasil. Infelizmente, entretanto, as pessoas de bem, que realmente querem alguma mudança, acabaram vendo de perto situações que não condizem com as reivindicações.

Mas deixa isso pra lá. Hoje vou procurar não me estressar com os bandidos que agrediram jornalistas nos protestos do Centro do Rio e nem com os infelizes que invadiram a Parada Militar da Independência, colocando em risco a vida de crianças que se apresentavam e de senhoras e pessoas de bem que assistiam ao evento. Também não vou falar nada sobre as bandeiras de partidos políticos que se aproveitavam da revolta da população para promover as legendas.

Sim, sou carioca, brasileiro e amo o meu país. Ele está longe de ser perfeito, mas, como em qualquer romance, isso não impede o amor de nos contagiar. Nossa Educação patina, nossa Saúde agoniza no SUS e nossos governantes têm lapso de bom senso e competência, porém, amo o meu país.

Sim, acredito na força do Esporte e no poder que ele tem para auxiliar os demais setores da sociedade. Também torço por nossos atletas e pelas nossas seleções. Quero sim a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, por outro lado, também não admito que o dinheiro público empregado seja desviado para o bolso de quem quer que seja.

Podemos ter ficado independentes de Portugal, porém, ainda estamos longe da verdadeira independência, aonde o Brasil precisa fazer valer a rica e extensa área repleta de tanta diversidade, com uma organização que seja mais eficaz e justa para os cidadãos. O caminho para isso, todavia, não é a violência e muito menos a selvageria. Inteligente é aquele capaz de promover verdadeiras mudanças através das ideias.

Apesar de tudo, sou brasileiro e amo o meu país!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Antigamente

Ah, como era bom antigamente! Tudo era mais fácil e mais alegre. A música era leve e poética, o cinema mudo e as notícias não tão pesadas assim.

Isso sem esquecer da tranquilidade ao andar nas ruas, aonde as bicicletas tomavam o lugar dos carros e crianças podiam jogar bola de meia nas improvisadas calçadas, ainda sem tantas construções.

Mas, será?

A música boa não possui data de validade e sobrevive até hoje, quando temos uma impressionante variedade de ritmos e estilos. Já o cinema, mesmo falado, possui profissionais tão incríveis que, através das telonas, podemos fazer uma viagem a qualquer época, seja no passado ou no futuro.

É verdade, temos que nos adaptar à multidão das ruas e ao trânsito intenso de automóveis nas grandes capitais, ao mesmo tempo em que as crianças preferem a tecnologia dos computadores e games ao futebol de botão e bolinhas de gude, porém, a cada segundo, uma nova história é escrita e uma nova época começa a ser construída.

O que nem o saudosista pode esquecer é que o "atualmente" vai ser o "antigamente" de amanhã.

domingo, 25 de agosto de 2013

Pois é...

Sabe aquele dia em que tudo sai conforme o esperado e, mesmo assim, a impressão é de que faltou alguma coisa? Pois é...

Você acorda cedo e, ao contrário do que sempre acontece, você não acorda cansado e nem irritado, parecendo que teve mais de 10 horas de sono enquanto, na verdade, teve pouquíssimas? Pois é...

Embora tenha que enfrentar transporte público e andar por uma área perigosa da cidade, que ainda vive um canteiro de obras, você chega ao local em um estalar de dedos, sem nem perceber que caminhou bastante. Pois é...

Mesmo a porta de entrada sendo distante, você vê um atalho e entra sem dificuldades. Fácil, não? Pois é...

Um projeto que você trabalhou por mais de um ano, com muito esforço e dedicação, chega ao fim com total sucesso. Pois é, mas, apesar disso tudo no mesmo dia, aquele saboroso sentimento de vitória não faz nem cosquinhas...

Pois é, nem tudo sempre faz sentido...

Pois é, a mente humana é um barato porque nem mesmo a nossa conseguimos entender...

Pois é, dar tudo certo não é sempre um sinônimo de realização...

A única certeza que podemos ter é que, às vezes, não dependemos apenas das sementes boas para colher os frutos mais doces. Ao mesmo tempo, podemos transformar aqueles mais azedos em sucos revigorantes.

Pois é...

domingo, 18 de agosto de 2013

A triste realidade do Atletismo brasileiro

Foto: AFP
O Mundial de Atletismo chegou ao fim em Moscou neste domingo (18) e, o que poderia ser uma ponte para as Olimpíadas do Rio, acabou virando um sofrimento para o Brasil. Nosso país terminou a série de competições sem qualquer medalha, atrás de países com menos tradição no esporte, como Colômbia, Botswana e até mesmo Djibouti.

Sem representantes em finais importantes, como nas provas dos 100m e do salto triplo, acabamos depositando as esperanças outra vez em Fabiana Murer, que não correspondeu. Também estivemos perto do pódio no salto em distância. Duda, porém, não conseguiu a melhor marca e terminou em quinto lugar.

Mas o erro inadmissível aconteceu mesmo no revezamento 4x100m feminino. O Brasil vinha, surpreendentemente, fazendo uma prova espetacular, permanecendo com folga no segundo lugar. Até que, na última passagem de bastão, o instrumento caiu, nos desqualificando. Por trás do erro, que pode até ser considerado amador, surge a polêmica: a atleta Vanda Gomes estava estreando no Mundial e havia herdado a vaga de Rosangela Gomes, que correu a semifinal e acabou ficando fora da final por uma opção do técnico. Uma aposta que deu errado e acabou custando a medalha.

Ainda falta investimento em Esporte no Brasil. Vejo muita gente indo às ruas protestar contra uma série de ações, porém, ainda não vi ninguém pedindo mais atenção do Governo neste setor. O Esporte não se resume a medalhas em grandes competições. Ao contrário, vai muito além disso. O Esporte auxilia a educação, previne problemas da Saúde e, principalmente, é uma forma de ação social. O povo brasileiro deveria se preocupar mais com isso.

Que nos próximos três anos tenhamos uma preparação mais eficaz para chegar com dignidade até as Olimpíadas de 2016. Caso contrário, seremos obrigados a aplaudir apenas os feitos geniais de estrangeiros como Usain Bolt e Yelena Isinbayeva.

domingo, 28 de julho de 2013

A força da 'juventude do papa'

Divulgação/JMJ
Apenas para deixar claro, não sou nem um pouco religioso. Não chego ao ponto de ser radical ao extremo, não acreditando em nada, porém, discordo de muitos fatos de diversas religiões, ao mesmo tempo em que acredito em alguns ensinamentos de outras. Apesar da crença de cada um, que deve sempre ser respeitada, a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu durante toda a semana no Rio, serviu para diversas reflexões positivas em todos os brasileiros.

Não quero entrar no mérito da organização da cidade, que deixou muito a desejar. O Metrô falhou no primeiro dia, deixando peregrinos na mão, enquanto a repentina mudança do local da vigília, do lameado Campus Fidei para a Praia de Copacabana, foi um verdadeiro vexame. A segurança também não deu conta, com diversos furtos acontecendo. Eu mesmo quase fui vítima de um, bem na entrada da imprensa no espaço de Copacabana.

Por outro lado, o papa Francisco deu um show de humildade e inteligência em discursos sempre sensatos e reflexivos. É lógico que a missão do Santo Padre na JMJ era estimular a catequese, ampliando a força da Igreja Católica no mundo e, principalmente, na América Latina, porém, o Sumo Pontífice não se omitiu dos temas políticos e mandou recados importantes aos jovens. Com uma linguagem bastante popular, inclusive com o uso de gírias brasileiras, o papa mostrou ser mesmo um líder diferenciado, sem o deslumbre de fazer parte do alto clero.

Ao conversar com peregrinos estrangeiros, percebo que o carioca está aprovado como anfitrião. Todos elogiaram bastante a atenção e a recepção do povo do Rio de Janeiro, que ainda receberá outros grandes eventos até 2016, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O fato lamentável fica por parte de pequenos grupos de manifestantes, que voltaram a confundir as coisas. Volto a ressaltar que sou favorável a protestos pacíficos, com temas pertinentes e reclamações justas, entretanto, assim como a Copa das Confederações, a JMJ também nada tem a ver com a incompetência de alguns políticos. Quebrar imagens sacras como fizeram alguns infelizes em Copacabana é provar a total falta de respeito ao próximo, descredibilizando qualquer luta.

A partir desta segunda-feira (29), o Rio voltará ao normal. Muitos, porém, sentirão falta da alegria dos peregrinos e do sorriso cativante do papa Francisco. Voltem quando quiserem! A Cidade Maravilhosa sempre estará de braços abertos para vocês!

sábado, 27 de julho de 2013

O dia em que me livrei de um roubo na Jornada Mundial da Juventude

Foto: Ralph Guichard
Não são apenas os peregrinos que estão em Copacabana nos dias de eventos da Jornada Mundial da Juventude. Embora a segurança esteja reforçada, ladrões vêm agindo na cara de pau, roubando pertences do povo. Hoje, a vítima quase fui eu.

Logo quando cheguei à entrada da imprensa e de outros credenciados, no meio do tumulto, senti que meu celular havia sido retirado do meu bolso da frente da calça. Imediatamente, olhei em volta e o avistei sendo passado de um homem para outro. Me joguei em cima do aparelho, caindo ao chão com ele e o recuperando.

Avisamos à PM, que foi averiguar e achou o suspeito, flagrado pelas lentes do competente colega Marcello Dias. Ele vestia uma camisa do time de futebol argentino Newell's Old Boys e estava com câmera, celulares, relógios, cordões e pulseiras. O parceiro dele era um homem de gorro e cabelos brancos, com uma idade mais avançada.

Meus amigos mais religiosos dizem que a bênção do papa Francisco me iluminou e me salvou deste roubo. Outros já preferem acreditar que tive um bom reflexo e dei sorte ao conseguir avistar o aparelho em poucos segundos. O que eu penso? Confesso não poder responder isso neste momento.

No fim, tudo acabou bem e o celular, que voltou a minhas mãos acabou abençoado e registrando mais uma vez a chegada do papa Francisco.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A animação dos peregrinos na Jornada Mundial da Juventude

Foto: Ralph Guichard
Quem mora no Rio de Janeiro já percebeu que a cidade está completamente diferente com a Jornada Mundial da Juventude. Mesmo quem não é católico e não está interessado no evento se pega, de vez em quando, sorrindo, cantando ou conversando com os peregrinos estrangeiros. São eles que vêm, ao lado dos brasileiros, deixando o evento mais divertido.

Os fiéis chegam de todos os cantos do mundo. Ao andar por diversas regiões diferentes do Rio, já conversei - ou pelo menos tentei falar - com chilenos, argentinos, colombianos, equatorianos, franceses, angolanos, australianos e até chineses. E a lista continua. É tanta gente que fora que, às vezes, surgem bandeiras que nem consigo identificar o país.

Se ainda tem alguém que protesta contra a JMJ certamente não vê os benefícios que o acontecimento está trazendo à Cidade Maravihosa. O município vai obter um lucro imenso. O comércio, um dos grandes beneficiados, nunca faturou tanto. Em Copacabana, por exemplo, a expectativa é de que o público seja maior do que o do Revéillon.

Peregrinos, o Rio de Janeiro está feliz com a presença de vocês. Independentemente da religião de cada um, o clima tem sido excelente. E a tendência é melhorar!

domingo, 21 de julho de 2013

Um Maracanã que precisa de ajustes para voltar a ser nosso

Foto: Ralph Guichard
Depois da Copa das Confederações, chegou o momento do torcedor carioca ter de volta do Maracanã - ou melhor, ganhar um novo estádio, uma vez que o antigo nada tem a ver com o novo. A partida entre Fluminense e Vasco, entretanto, mostrou que muita coisa ainda precisa ser modificada no local.

Quem esteve presente no Maraca pôde ver um estádio dividido entre os lados das duas torcidas e uma área central totalmente vazia. Se os vascaínos e tricolores lotavam as arquibancadas nas pontas, o setor do meio, exatamente o mais caro, ficava às moscas. Os preços precisam baixar com urgência, caso contrário, será vexame.

A imprensa, apesar de toda a boa vontade da Acerj e do Consórcio, também precisa ter melhores condições de trabalho. Com as bancadas da Fifa desmontadas, restou um espaço improvisado abaixo das cabines de televisão, que agora também são destinadas às emissoras de rádio. No novo local, os jornalistas ficam atrás das câmeras e dos profissionais de fotografia, tendo uma visão ruim do campo, que fica distante. Além disso, a internet Wi-Fi não funcionou no jogo de reabertura, deixando na mão diversos cronistas e fotógrafos.

Sabemos que toda mudança exige testes e adaptação, no entanto, também não podemos nos acomodar com o improviso. Tenho certeza que, com inteligência, o Consórcio vai encontrar soluções adequadas para atender a todos, principalmente às estrelas, que são os torcedores. Ganha o público, ganham os profissionais, os jogadores e o futebol.

O Maracanã voltou. Agora só resta ele ser novamente nosso.

sábado, 20 de julho de 2013

A visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro

Divulgação
Depois da Rio+20 e da Copa das Confederações, o Rio de Janeiro recebe a partir da próxima semana o terceiro grande evento internacional: a Jornada Mundial da Juventude. O ponto alto do acontecimento religioso é a presença do Papa Francisco, que pisará pela primeira vez em solo brasileiro desde que assumiu a liderança da Igreja.

A visita do Papa Francisco é muito mais do que um acontecimento especial aos católicos. Trata-se de um dos mais importantes chefes de Estado do planeta, responsável pelo Vaticano. Humilde, dispensou regalias e quer estar próximo do povo.

A população, aliás, por mais que não acredite nos dogmas religiosos, deve ter respeito com o Sumo Pontífice já que, independentemente de qualquer posto, é um ser humano que luta contra a pobreza e tenta ajudar os mais necessitados.

Já afirmei claramente na época da Copa das Confederações e repito agora na Jornada Mundial da Juventude. O futebol não é o culpado pelos erros dos governantes, assim como a religião também não é. Com isso, qualquer manifestação pacífica é aceitável, entretanto, sem a besteira de usar a Jornada Mundial da Juventude como foi feito com a competição esportiva, atribuída como vilã das dificuldades do Brasil com a Saúde e a Educação. O Brasil é sim um país laico e, por isso, todas as religiões merecem respeito.

Alô, povo carioca! Vamos receber com a hospitalidade de sempre os visitantes, sejam eles peregrinos ou não. Evangélico, católico, testemunha de Jeová, todos são bem-vindos no Rio, em qualquer ocasião.

Que o Papa Francisco possa ter uma ótima imagem do Rio e queira voltar sempre.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O culpado por eu ser assim

Dia 5 de julho é uma data muito especial na minha vida. Neste ano de 2013, principalmente. Hoje é aniversário do maior ídolo da minha vida, meu avô Luiz Fernando Vassallo Guichard, que completa 80 anos.

Se você gosta de mim, agradeça a ele; se não gosta, culpe-o, uma vez que grande parte das minhas características mentais e ideologias foram formadas a partir dele. Sempre o tive como exemplo e tenho, até hoje, o privilégio de contar com seus ensinamentos e poder ouvir as histórias de tantas conquistas ao longo dos anos.

Luiz Fernando pode chegar nesta idade olhando para o passado com muito orgulho. Chefe de uma família com quatro filhos, seis netos e um bisneto, foi atleta, professor e jornalista esportivo de grande sucesso, fora as muitas outras atribuições que colecionou ao longo da jornada profissional. Esteve presente em fatos marcantes da história mundial, entre eles o milésimo gol do Pelé foi o primeiro repórter a chegar no jogador após a cobrança do pênalti e em seis Copas do Mundo.

Mesmo aposentado, meu avô segue antenado com as principais notícias do mundo, principalmente as esportivas. Afinal de contas, o título de "o repórter que sabe de tudo" não vai sair jamais de dentro dele.

Parabéns, vô! Que daqui a dez anos possamos ter muitas outras histórias para contar, desta vez, na comemoração dos 90!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O dia em que o Brasil deu um nó na Espanha

Foto: Marcello Dias / Agência O Repórter
E o Brasil conquistou a Copa das Confederações. E não foi por sorte e muito menos, como alguns dizem por aí, "comprado pela Fifa". A seleção brasileira venceu porque deu um show de futebol, atuando durante os 90 minutos da melhor forma tática e técnica possível. Pobres dos espanhois, que nada puderam fazer perante a força da equipe de Felipão.

Fica muito difícil assinalar um único jogador brasileiro que não foi bem na grande final. Julio César fechou o gol, enquanto Daniel Alves e Marcelo faziam perfeitamente o trabalho de rotação, dando suporte ao ataque e à defesa. Na zaga, Thiago Silva e David Luiz estavam firmes, com Luiz Gustavo e Paulinho impecáveis na marcação. Oscar não rendeu o esperado ainda, porém, distribuiu bem os passes no meio de campo. Hulk conseguiu bloquear o avanço dos laterais rivais, esbanjando força física, enquanto Neymar e Fred desequilibraram mais uma vez. O primeiro com a habilidade já conhecida, enquanto o segundo mostrou ser mesmo um matador nato.

Vale destacar o perfeito trabalho da comissão técnica. Carlos Alberto Parreira, com a sua inteligência e experiência, é o que há de melhor na função. Quem também se encontrou, finalmente, foi Alexandre Gallo, que demonstrou ser um exímio observador, com análises bastante úteis dos rivais. Paulo Paixão e toda a equipe de preparação física conseguiram fazer com que a equipe sobrasse dentro de campo, enquanto Dr. Runco, Dr. Serafim, Dr. Lasmar e o time de fisioterapeutas demonstraram novamente que são os melhores do mundo naquela atribuição. Isso sem falar do comandante de tudo, Luiz Felipe Scolari. Felipão calou os críticos e recuperou uma seleção afundada moralmente e taticamente pelo péssimo trabalho dos antecessores.

Parabéns, Brasil! Que venha a Copa do Mundo!

sábado, 29 de junho de 2013

Seleção brasileira: chegou a hora de vencer a Copa das Confederações

Divulgação/CBF
O cenário antes da convocação era péssimo. A herança deixada por Mano Menezes complicava o retorno de Felipão, que viu a seleção brasileira tropeçar diante das grandes seleções do mundo e até mesmo das menores. Aos poucos, com os amistosos finais e com a Copa das Confederações, o treinador foi arrumando o time e, hoje, o panorama já é bem mais animador.

É bem verdade que a equipe ainda não está pronta. O sistema defensivo ainda tem lá os seus apagões e o ofensivo ainda é dependente de lances brilhantes do Neymar. Por outro lado, já é possível ver um esquema tático definido, jogadas avançadas e, principalmente, lances treinados durante a semana dando resultado nas partidas oficiais.

O Brasil tem mais do que capacidade para bater a Espanha e conquistar a Copa das Confederações. O time espanhol acumula problemas físicos e peca nas finalizações, uma vez que Vicente del Bosque não consegue aprimorar o trabalho com os centro-avantes. Apesar de artilheiro da competição, Fernando Torres é instável, com David Villa em um momento ruim. Soldado, que começou bem, parece não ter muita moral com o treinador. Com isso, o técnico chegou a improvisar até mesmo o volante Javi Martínez na posição, na partida contra a Itália. O segredo é pressionar a saída de bola, imprimindo um ritmo intenso nos primeiros minutos.

Independentemente do resultado, uma série de jogadores saem fortalecidos e com a confiança de Scolari. Dos goleiros, Julio César soube aproveitar a confiança do treinador. Jefferson e Cavalieri ainda são incógnitas. Na zaga, Thiago Silva, David Luiz e Dante agradam bastante, com apenas Réver sem oportunidades. Os laterais Daniel Alves, Marcelo e Filipe Luís correspondem às expectativas. Jean ainda não jogou, mas tem um estilo que agrada bastante Felipão.

Já no meio de campo, Luiz Gustavo, Paulinho e Hernanes são peças fundamentais na equipe de Felipão. Fernando esteve regular nos treinos e nas partidas, sem uma avaliação mais completa. Oscar agrada taticamente a comissão técnica, porém, rendeu menos do que o esperado, assim como Hulk, ainda contestado. Jadson pode ser um nome a deixar a seleção nas próximas convocações, já que demonstrou ser um jogador comum nos treinamentos. Lucas ainda é o xodó, apesar de ter perdido espaço para Bernard, que vem como um foguete nos treinos e incendiou o jogo com o Uruguai. Por fim, o ataque é reduto de Neymar e Fred, com Jô muito firme em futuras listas de convocação.

Em síntese, para quem via o Brasil longe de qualquer chance de título na Copa do Mundo, hoje pode voltar a ter esperanças. A tendência é que a equipe cresça ainda mais nos próximos meses. Enquanto isso, vamos aguardar que o melhor aconteça no domingo. Podemos enfrentar dificuldades e até chegar a cobranças de pênaltis, entretanto, vamos vencer!

Espanha, pode esperar! A sua hora vai chegar!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um dia turístico em Salvador: 'só na terça-feira, meu rei'

Foto: Ralph Guichard
Alex de Souza e Ralph Guichard

Estar em uma cidade tão bela e charmosa como Salvador é um privilégio para qualquer pessoa do mundo. Passar o dia inteiro de folga por lá, ainda por cima, melhor ainda. Tivemos essa oportunidade nesse domingo (23), graças ao técnico Luiz Felipe Scolari. Como estamos cobrindo o dia a dia da seleção brasileira, a folga atribuída aos jogadores acaba beneficiando também os jornalistas, que ganham tempo para recarregar as baterias. Em pleno fim de semana, com uma competição internacional de futebol ocorrendo na cidade, a Copa das Confederações, e uma das principais festas populares sendo realizada, o São João, a cidade estava recheada de turistas ansiosos para desbravar a rica cultura e as sensacionais paisagens da região. A maioria, entretanto, esbarrava no singelo bordão: "só na terça-feira, meu rei".

O roteiro era o mais simples possível: conhecer os principais atrativos utilizando apenas o transporte público. E a jornada já começou positiva desde a manhã. Naquela data, as passagens de ônibus custavam a metade do preço tradicional: R$ 1,40.

Após uma pequena caminhada da praia de Amaralina, onde ficamos hospedados, até o Rio Vermelho, partimos para a primeira parada: a praia da Barra. De longe, já era possível avistar os arrecifes, que davam um brilho especial ao lindo cenário. Depois de passar pela imagem do Cristo Redentor, a primeira parada definia o que íamos encontrar por todo o passeio. Ao nos depararmos com o Farol da Barra, vimos várias pessoas tirando fotos e curtindo o cenário no lado de fora, já que o Museu Náutico da Bahia estava fechado. Ao perguntar ao vigia que fazia a segurança, a resposta: "Só na terça-feira, meu rei!"

Depois das primeiras praias, chegara a hora de partir para o Centro histórico. No agitado Pelourinho, crianças batucavam e baianas vendiam acarajé e vatapá no ambiente devidamente decorado para o São João. Na fila de espera para pegar o Elevador Lacerda, que custava modestos 15 centavos para utilização, um homem passava com uma cobra pendurada. Segundo ele, era para consumo próprio, para o espanto dos que dividiam conosco o elevador.

Ao chegar à Cidade Baixa e procurar o Mercado Modelo para comprar as lembranças, adivinhem? Fechado! Ao perguntar a um vendedor de cocos, devidamente instalado na sombra da pracinha, a que horas abriria o comércio, a resposta: "Só na terça-feira, meu rei".

Sem as lembranças, o jeito foi seguir para a Igreja do Bonfim. Será que até o símbolo maior da religiosidade baiana também só abriria na terça-feira? Felizmente, Deus estava de plantão! Portas abertas e missa sendo celebrada.

Na porta da igreja, símbolo da religiosidade baiana, ambulantes abordavam os turistas tentando empurrar as tradicionais fitinhas e outros "souvenirs". Quem se precipitava, acabava gastando mais, uma vez que lojinhas no outro lado da rua vendiam o mesmo produto com o dobro da quantidade pela metade do preço.

Com os pedidos já realizados, a fome passou a chamar a atenção. Uma simpática vendedora da região nos indicou uma rua próxima que possuía uma série de restaurantes. No fim de uma caminhada de 10 minutos, a surpresa, ou melhor, o bordão: "só na terça-feira, meu rei". Tudo fechado.

Infelizmente, quem estava na cidade para acompanhar a festa de São João ou o jogo do Brasil na Copa das Confederações não se programou para seguir em Salvador até a terça-feira, quando a cidade voltaria a funcionar. Porém, mesmo com os principais pontos turísticos fechados, a beleza que ronda as praias e construções é algo que poucos lugares do mundo conseguem ter.

Em tempo, se desejar visitar a Bahia, fica a dica: só terça-feira, meu rei!

Publicado originalmente em http://www.oreporter.com/da-redacao.

sábado, 22 de junho de 2013

As manifestações e a Copa do Mundo

Tem gente que fala como se a Copa fosse a responsável pelos problemas do Brasil. Não temos Copa do Mundo no país desde 1950. Quer dizer que, de lá até aqui, tínhamos um sistema de Saúde eficiente, transporte público de qualidade e Educação de país desenvolvido? A Copa do Mundo no Brasil, se levada a sério pelos governante, só tem a contribuir para todos, principalmente para o povo. O protesto não tem que ser contra a Fifa ou contra o torneio no Brasil, mas sim contra a pessoa que superfaturou a obra ou cometeu qualquer outro tipo de crime.

Investimento em Transporte, Saúde e Educação tem que ter sim! A Copa do Mundo também é bem-vinda! Uma coisa não exclui a outra.

Volto a dar os parabéns aos manifestantes de Brasília que, pacificamente, demonstraram todo o descontentamento naquela forte imagem da ocupação do Congresso. Também foi louvável e emocionante a demonstração de carinho e patriotismo do cearense no momento do Hino Nacional do jogo da Copa das Confederações contra o México.

Em uma manifestação violenta, o impacto é negativo. Todos perdem. Já a criatividade dos brasilienses, dos cearenses ou de qualquer brasileiro que demonstra a insatisfação sem destruir nada ou prejudicar ninguém, ronda o mundo e causa efeitos positivos.

Por um Brasil de boa Educação, Saúde de excelência e Transporte digno e barato para o povo. Por uma Copa do Mundo organizada, mais acessível aos brasileiros e realizada de forma honesta e emocionante.

É possível sim unir a maior competição de futebol do planeta com um país bem administrado.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como ficar apaixonado pelo Ceará

Praia de Iracema (foto: Ralph Guichard)
Conheci muita gente de Fortaleza: amigos, colegas e até familiares. Apesar disso, nunca havia tido a oportunidade de conhecer a cidade até este momento proporcionado pela Copa das Confederações. Após três dias no Ceará, sigo a minha jornada com uma alegria imensa em poder ver uma terra tão bela, calorosa e com um povo espetacular.

Infelizmente, não tive tempo de visitar nem metade do que a cidade pode oferecer. Mesmo assim, fiquei encantado com o que pude acompanhar. Uma cultura rica, um artesanato brilhante, praias lindíssimas e uma população fora de série. Fatos que só me deixam com vontade de retornar várias outras vezes.

O cearense é hospitaleiro, simpático, corajoso, criativo e determinado. Tem um sotaque típico que todos podem identificá-los em qualquer lugar do mundo.

Depois dos primeiros dois dias acompanhando a seleção brasileira em Fortaleza pude ver de perto a paixão do cearense pelo futebol e pelo país. Depois do treino no Estádio Presidente Vargas, tive certeza que qualquer manifestação ia ficar na rua e que, dentro do estádio, a torcida daria um verdadeiro show. E superou as expectativas. O momento do Hino Nacional, cantado até o fim pelos espectadores, foi de arrepiar, como poucas vezes pude sentir. Mais tarde, na zona mista, conversando com os jogadores, percebi que não tinha sido o único a sentir. Eles, os protagonistas do espetáculo, sentiram ainda mais a emoção.

Parabéns, Fortaleza! Vocês servem de exemplo! Obrigado, Ceará! Até breve!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

'Portas em manual': a rotina dos jornalistas na Copa das Confederações

Segunda-feira, 17 de junho de 2013. A semana pode estar apenas começando para muitos trabalhadores brasileiros. Para a equipe de O REPÓRTER, entretanto, ela já está bastante movimentada.

Depois de cobrir jornalisticamente a cerimônia de abertura da Copa das Confederações no domingo (15) e acompanhar a goleada do Brasil por 3 a 0 sobre o Japão, os jornalistas do portal mal tiveram tempo para descansar e, bem cedo, às 5h, já estavam no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. O destino era o Rio de Janeiro, que receberia o duelo entre México e Itália.

Após uma longa espera em função de problemas operacionais com a aeronave da companhia aérea, o voo finalmente decolou e, de forma tranquila, seguiu para a Cidade Maravilhosa.

A partir daí, ninguém podia perder tempo. Ao desembarcar no Galeão, o ritmo era controlado: pegar as malas, o transporte e seguir para um rápido almoço. Uma vez alimentados, por volta das 12h30, a missão era partir para o Estádio do Maracanã.

Depois de passar pelo sistema de segurança montado especialmente para o torneio, com máquinas de raios x e detectores de metais, repórteres e fotógrafos foram em busca dos tíquetes específicos para a partida. A Fifa realiza com antecedência uma fase de credenciamento, aonde os profissionais habilitados se inscrevem para os jogos que desejam reportar. Uma vez aprovado, basta mostrar a credencial e retirar o bilhete, que já contém um lugar numerado na tribuna de imprensa, no caso dos repórteres, ou uma posição de imagem no campo, para os fotógrafos.

Cerca de 90 minutos depois, com direito a três gols e um bom futebol na vitória da Itália por 2 a 1 sobre o México, é chegada a hora da entrevista coletiva e da zona mista. Para ter acesso aos jogadores na chamada "media zone" e aos treinadores na "press conference", são necessários outros cartões individuais. Geralmente, os veículos de comunicação dividem os profissionais entre os ambientes, já que as atividades ocorrem paralelamente.

Entrevistas realizadas e matérias publicadas, é chegado o momento de correr novamente para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. De lá, partia um novo voo, agora para Fortaleza, aonde a seleção brasileira está concentrada para o jogo com o México.

Avião na pista do aeroporto Pinto Martins e, ao olhar no relógio, ele já marca 2h40 da madrugada de segunda-feira (17). Agora, não resta outra opção diferente de um leve descanso no hotel, já que, dali a algumas horas, já recomeçam as atividades, com coletivas de imprensa e treinamentos do Brasil. Antes de colocar o computador no modo de espera, nada como compartilhar com os internautas um pouco da nossa rotina.

Para quem pensa que ser jornalista esportivo é apenas uma festa repleta de jogos de futebol, grande engano. Apesar do desgaste físico que chega algumas vezes e de tantos outros desafios que buscamos superar diariamente, fazemos tudo com orgulho e satisfação, sabendo que nossas informações chegarão a milhares de pessoas em todo o mundo.

E como dizem os comandantes das aeronaves que já se tornaram a nossa segunda casa durante a Copa das Confederações, em função de tantas viagens para as cidades que recebem as partidas: "portas em manual".

OBS: Publicado em 17/06/2013 em www.oreporter.com/da-redacao.

domingo, 16 de junho de 2013

Brasil começa a Copa das Confederações da melhor forma possível

Foto: VipCOMM
Não poderíamos imaginar um cenário melhor dentro de campo. A seleção brasileira fez uma grande exibição neste sábado (15), no Estácio Nacional de Brasília, e goleou o Japão por 3 a 0 na abertura da Copa das Confederações.

Dos gols marcados, destaque para o de Neymar. O atacante, que anda meio marrento ultimamente com a imprensa, é verdade, acertou um belo chute de fora da área, acabando com um jejum que o atrapalhava.

Quem também merece uma atenção especial é Paulinho. O volante surgiu mais uma vez como surpresa no ataque, marcando o dele. Jô, que veio no segundo tempo, também teve a chance de balançar a rede, colocando uma pequena pressão em Fred, que não jogou o que está acostumado.

No Estádio Mané Garrincha, a curiosidade ficou por conta da coletiva de imprensa do técnico japonês, Alberto Zaccheroni. No início, não havia tradução do italiano para o japonês, forçando o representante de mídia da Fifa a convidar o tradutor da delegação do Japão para improvisar um entendimento. Depois, o mecanismo acabou funcionando.

A próxima parada é o Rio de Janeiro, aonde acompanharei México x Itália. Ainda neste domingo (16) embarco para Fortaleza, palco de Brasil x México.

sábado, 15 de junho de 2013

Por dentro do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Foto: Ralph Guichard
Se alguém acha que o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ainda está longe do ideal para a Copa do Mundo, certamente vai ter um ataque de loucura ao entrar no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, na Capital Federal. Internamente, há diversos setores ainda em construção, com fios expostos, barro e madeiras visíveis.

Em termos de localização, não há problemas. O estádio fica próximo à Rodoviária do Plano Piloto, que recebe ônibus de diversos locais da região. Também existem dois shoppings próximos, com muitas opções para lanches e outras refeições.

Ao tentar saber os portões exatos que deveríamos entrar e o local do Centro de Mídia, tivemos dificuldades. Os voluntários e demais funcionários se mostravam simpáticos, entretanto, poucos conseguiram realmente nos passar informações corretas. A sala de coletiva de imprensa, cuja capacidade é razoável, possui uma imensa pilastra bem ao centro, atrapalhando bastante.

Já o local de jogo não é dos piores. O estádio até que é bonito, com a cor vermelha predominando. A estrutura, porém, é muito alta, prejudicando a visão daquele torcedor que fica nos lugares mais altos da arquibancada. Além disso, o gramado não parecia firme - pelo menos durante os treinos de Brasil e Japão, nesta sexta-feira (14).

Vamos torcer para que, ao acabar a Copa das Confederações, o estádio possa ser ajustado rapidamente para a Copa do Mundo. Afinal de contas, muito dinheiro público foi gasto nessa obra.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O primeiro dia da preparação para a Copa das Confederações em Brasília

VipCOMM
Não são apenas os jogadores que precisam passar por uma intensa preparação e concentração durante um torneio tão importante como a Copa das Confederações. Os jornalistas que vão acompanhar toda a competição também mergulham em um regime de esforço e sacrifícios, a fim de levar os mínimos detalhes para o público. Nesta quinta-feira (13), bem cedo, meu roteiro já estava definido, começando pelo Aeroporto do Galeão, às 6h, e terminando em Brasília, primeira parada da equipe do portal de notícias O Repórter.com.

Felizmente, o tempo colaborou e nos proporcionou uma viagem agradável, sem o que chamo de "emoção". Já na Capital Federal, nos deparamos com uma cidade bastante movimentada. Alguns colegas chegavam em outros voos, que também continham alguns japoneses, que vinham acompanhar nosso primeiro adversário.

O maior desafio para o dia inicial de cobertura foi exatamente o transporte. O hotel aonde a seleção brasileira está concentrada fica em um local de acesso difícil e muito restrito, com um rígido controle. Nem mesmo pegar um táxi foi fácil. Na coletiva do dia, falaram Réver e, finalmente, Neymar, o mais badalado do momento. Já o treino aconteceu no Centro de Capacitação Física dos Bombeiros. A primeira parte foi fechada, restando à imprensa apenas a movimentação final.

Nesta sexta-feira (14), todas as atividades acontecem no local do jogo: o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Brasil x Uruguai na final da Copa das Confederações?

Divulgação/CBF
Depois de um grande sucesso nas projeções para a Copa do Mundo de 2010, quando acertei o campeão, o vice, a fase e o adversário em que o Brasil seria eliminado, volto a ousar e arriscar meus palpites, desta vez, para a Copa das Confederações. O grau de dificuldade é muito maior. São oito seleções em que pelo menos quatro têm condições reais de chegar ao título. Mas nada de ficar em cima do muro!

No Grupo A, todos chegam com chances de avançar. O México não vive um bom momento, assim como a Itália enfrenta dificuldades nas partidas que vem disputando. O Japão é a grande sensação da Ásia, porém, ainda é tecnicamente inferior ao Brasil. A seleção brasileira de Felipão tende a ter dificuldades em todos os jogos da primeira fase, mas, pode sair vitorioso em todos, ou pelo menos em grande parte deles. Assim, digo que se classificará em primeiro lugar. Todos os outros três brigam pela segunda vaga. Se a Itália bobear, pode sobrar.

No lado de lá, o Grupo B, Espanha e Uruguai devem divir as atenções. Os dois, entretanto, não andam com a bola toda. A Espanha começa a sentir os sinais do desgaste de uma geração vitoriosa, enquanto nossos vizinhos lutam com unhas e dentes para beliscar uma vaga na Copa do Mundo. A Nigéria tem uma equipe rápida, com muita força de vontade, que compensa uma parte técnica não tão aprimorada assim. Vai tentar aprontar, mas, a tendência natural é que avancem mesmo as duas favoritas. E o Taiti? Coitado... Vai apenas passear pelo Brasil, enquanto os demais passeiam sobre ele no campo.

Na semifinal, ainda tenho fé que não cruzaremos com o Uruguai. Deixa o lugar deles reservado na final, para a revanche. Com a Espanha pela frente, temos condições de fazer um jogo disputado e avançar, nem que seja nos pênaltis. Depois, nada de Maracanazo. Vamos devolver o 2 a 1 nos uruguaios e consagrar a família Scolari campeã da Copa do Mundo!

Posso errar? Sim, e as chances são grandes. Porém, quem não gostaria de ver tudo o que eu escrevi acima acontecendo?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um passeio pelo novo Maracanã

Fotos: Ralph Guichard
Está quase tudo pronto para a Copa das Confederações. Em função de um convite do COL, participei hoje com outros colegas jornalistas de um tour pelo novo Maracanã, que será palco de três partidas no torneio da Fifa, incluindo a final. Vimos um estádio moderno, que ainda passa por obras, mas que pode perfeitamente receber o público com a atenção devida a partir da semana que vem.

A visita começou pela famosa entrada do Bellini. Voluntários encaminharão os torcedores aos portões corretos, já designados nos ingressos. Lá, todos terão que passar por rígidos detectores de metais, com as mochilas e bolsas sendo submetidas às máquinas de raios x. As catracas também são modernas e prometem detectar com facilidade os ingressos falsos.

Em seguida, subindo a rampa em direção ao setor inferior, pudemos constatar os trabalho dos operários, que faziam os retoques finais nas cadeiras. O gramado, aliás, está impecável, assim como a iluminação e os imensos telões.

Por outro lado, pelo caminho, foi possível constatar muitas áreas internas que ainda passam por obras intensas. Os trabalhadores correm contra o tempo para arrumar salas e locais hoje destinados a depósitos. Nem tudo vai ficar pronto, entretanto, é possível fazer com que esses problemas passem despercebidos.

Outro ponto que vale ser destacado diz respeito aos vestiários. Todos em perfeito estado, com banheiras luxuosas de hidromassagem, um bom espaço para aquecimento, armários individuais nos moldes dos europeus e salas especiais para os treinadores.

Em síntese, ainda não veremos um Maracanã 100% na Copa das Confederações. O trabalho terá que recomeçar para chegar à perfeição na Copa do Mundo. Mesmo assim, será possível ver um novo estádio especial. Os mais saudosistas ainda se incomodam com a reforma, porém, vejo tudo com olhos mais modernistas - não quero entrar no mérito do dinheiro gasto com as obras.

Que a seleção brasileira possa estar presente no estádio mais simpático do mundo no próximo dia 30 de junho. E, se não for pedir muito, que venha o Uruguai como nosso adversário!

domingo, 2 de junho de 2013

Brasil x Inglaterra - Nada como dois golaços para reinaugurar o Maracanã

O Maraca é nosso novamente (foto: Ralph Guichard)
Agora é oficial: ele voltou! O Maracanã está de volta belo e empolgante como sempre. Para marcar esse retorno, nada como golaços e um bom jogo de futebol. O Brasil não venceu, mas, o 2 a 2 com a Inglaterra ficou de bom tamanho.

O dia começou cedo. Ao meio-dia, já estava chegando ao estádio. Nada como fazer tudo com calma para não ter problemas na hora do jogo. Tudo ocorreu conforme a normalidade. Chegada tranquila ao Maraca, com policiamento, ruas fechadas ao trânsito e organização favorável. Para entrar, assim como acontece nos eventos da Fifa, máquinas de raios x. No centro de mídia, que será o mesmo da Copa das Confederações, bastante espaço e conforto.

Para chegar à posição de transmissão na tribuna de imprensa, cada jornalista teve que adquirir um tíquete específico com lugar numerado, além de um passe especial para a coletiva de imprensa. Por lá, mais uma aprovação. Bancadas com monitores, energia e conexão de internet. Os voluntários, muito simpáticos, traziam informações e água.

O momento, sem dúvida, era histórico. Em campo, Felipão surpreendia e lançava um time diferente dos treinamentos realizados durante a semana. A Inglaterra, recuada, levou um sufoco no primeiro tempo. Na etapa final, Fred abriu o placar, Lampard empatou, Rooney virou com um golaço e, com muito estilo, Paulinho deixou tudo igual novamente de voleio.

Em seguida, na coletiva de imprensa, Felipão começou o discurso com o mesmo clima do início das atividades, com descontração. Depois, entretanto, o tempo fechou. Um radialista carioca questionou a entrada de Fernando no lugar de Hulk e Scolari ficou irritado, falando que aquilo era uma "piada". O jornalista não gostou e retrucou, afirmando que o técnico tinha sido medroso. Com tudo novamente no esquema, a conversa voltou a fluir e tudo terminou sem graves consequências.

A próxima parada da seleção brasileira, agora, é em Goiânia. O amistoso de domingo (9), entretanto, acontece em Porto Alegre, na Arena do Grêmio.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fred: o atacante que não teme nem a dor

Não é fácil ser craque. Se alguém tem uma habilidade acima da média, um bom aproveitamento de chutes a gol ou alguma característica especial no futebol, fatalmente será visado pela defesa adversária com entradas mais fortes. No caso do atacante Fred, do Fluminense, além de jogar muita bola, ainda demonstra força de vontade em prol da seleção brasileira.

Foi exatamente o camisa 9 do tricolor carioca quem mais chamou a atenção neste terceiro dia de atividades da nossa seleção no Rio. Nesta sexta-feira (31), surgiu a notícia nos bastidores de que o chefe do departamento médico, Dr. José Luiz Runco, participaria da entrevista coletiva. Quando isso acontece, geralmente, é notícia de corte. Todos ficaram preocupados. Mais tarde, descobrimos que o Fred o acompanharia. Tensão no ar.

Felizmente, era mesmo só um esclarecimento. O atacante havia feito, vejam só, uma fratura incompleta da costela na partida do Fluminense. O bom desenvolvimento do caso pelos médicos do tricolor e o brilhante acompanhamento do Dr. Runco evitaram que ele fosse cortado e, ainda, deram ao atleta totais condições de jogo. Mas nem tudo é fácil. Fred pode sim sentir dores, até fortes, no entanto, de acordo com o jogador, ele vai ter que suportar. Tudo em prol da seleção.

Em tempos de um futebol cada vez mais comercial e cheio de interesses financeiros, aonde o amor pela camisa fica em segundo plano, o sacrifício do Fred nos desperta a atenção. Que essa atitude contagie o grupo!