quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Felipão e Parreira: a dupla perfeita para a seleção

Divulgação
Não podíamos estar em melhores mãos. Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira são as melhores opções existentes no mercado para a difícil missão de fazer o Brasil demonstrar um bom futebol durante a Copa do Mundo de 2014.

Infelizmente, em função do curto tempo, não existe mais período de testes. Com isso, o único tiro curto será a Copa das Confederações que, inevitavelmente, terá que ser sacrificada para os últimos ajustes. Quem não se lembra da derrota na Copa América de 2001, para a Honduras? Ricardo Teixeira tem lá seus milhões de problemas, mas, nessa ocasião, manteve Felipão no cargo e, no ano seguinte, o Brasil foi campeão mundial.

A dupla Felipão e Parreira é como feijão com arroz. Felipão é tático e motivador. Teima às vezes, é verdade, com alguns jogadores que jamais sonharíamos que poderiam atuar na seleção, porém, é um dos poucos que costuma acertar. Parreira, por outro lado, é o homem da inteligência. Letrado, poliglota e homem de negócios, deve trazer a ordem e o profissionalismo necessário para o futebol nacional.

Boa sorte, Felipão! Boa sorte, Parreira! Boa sorte, Brasil!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Felipão é o nome ideal para a seleção brasileira

Mowa Press
Demorou, mas aconteceu. Mano Menezes foi demitido e não será mais o técnico da seleção brasileira de futebol. O tempo, entretanto, acabou prejudicando a equipe. E agora? Estamos a menos de um ano da Copa das Confederações e a menos de dois da Copa do Mundo de 2014, ambas em casa. Até pelo pouco tempo de preparação do novo comandante, Felipão é o nome ideal. Em segundo lugar, Muricy Ramalho.

Apesar de ter feito uma temporada ruim com o Palmeiras, Luiz Felipe Scolari já demonstrou que possui capacidades de sobra, além de vasta experiência internacional. Em duas copas, com duas seleções distintas, chegou até o fim de ambas, conquistando um título com o Brasil e um quarto lugar com Portugal. Ele sabe liderar, entende de tática e é um motivador nato. Precisamos dele.

Caso haja algum problema, a segunda opção deveria ser, logicamente, Muricy Ramalho. Lá atrás, antes do Mano, já seria ele. O vínculo com o Fluminense, entretanto, acabou impedindo a definição. Muricy tem um jeito semelhante ao de Felipão, no entanto, com menos experiência.

Vale ressaltar, ainda, que a escolha de Tite seria uma caminho sem lógica. Trocar um ex-corinthiano pelo outro deixaria claro que existe bairrismo na CBF, o que não pode acontecer neste momento.

Em síntese, em uma só voz, o Brasil pede: volta Felipão!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

'Amanhecer - parte 2': Saga Crepúsculo chega ao fim

Nem tudo é o que parece ser em "Amanhecer - parte 2". Sucesso absoluto entre os adolescentes, a saga "Crepúsculo" chega ao fim com um enredo mais bem adaptado aos demais segmentos de público do que os longas anteriores. Na edição final, o que fica "para sempre" na memória dos fãs enlouquecidos é mesmo o marcante triângulo amoroso entre os personagens Bella Swan (Kristen Stewart), Edward Cullen (Robert Pattinson) e Jacob (Taylor Lautner), que formam quase em um estilo "Dona Flor e seus dois maridos", pedindo licença ao saudoso autor brasileiro Jorge Amado.

Assim como nos livros de Stephenie Meyer, o último filme do gênero dirigido por Bill Condon coloca os protagonistas em batalhas contra outros clãs de vampiros. Com a ajuda dos lobos, a família Cullen enfrenta os poderosos Volturi, liderados por Aro, interpretado com grande destaque por Michael Sheen. Desta vez, a grande novidade é a pequena Renesmee, graciosamente apresentada pela doce atriz mirim Mackenzie Froy.

E por falar em atuação, quem mais uma vez se sobressai em relação aos demais personagens principais é Taylor Lautner. Com um jeito firme, porém, carismático, o jovem norte-americano provou que está pronto para deixar de lado a figura marcada pela saga para trilhar uma carreira de sucesso em outras produções de Hollywood. Apagados, Robert Pattinson e Kristen Stewart ainda não largaram o rótulo de artistas comuns, muitas vezes com expressões aquém das expectativas.

Vale atribuir, ainda, uma menção especial ao ator Rami Malek. Após interpretar o faraó Ahkmenrah, em "Uma noite no museu", ele retorna às telonas dando um toque a mais de talento para a versão final de "Crepúsculo", agora na pele de um vampiro que controla os elementos naturais.

Já no que diz respeito ao roteiro, a obra passa por momentos de monotonia na primeira metade. A ausência de movimentação, no entanto, é necessária para que o espectador entenda melhor a trama e não se perca na ação da parte final, que está recheada, mais uma vez, de muito sangue. O brilhantismo fica por conta das leves pitadas de humor, além da inteligência da autora em oferecer uma solução cinematográfica no gancho final, que parecia viável apenas para a literatura.

Em síntese, "Amanhecer - parte 2" cumpre razoavelmente bem o papel para os fãs de ficção e amantes de vampiros. Quem não gosta de sangue, logicamente, deve ficar longe das telonas mais uma vez. Embora ainda fique distante cinematograficamente das trilogias "Senhor dos Anéis" e "Matrix" e da série "Harry Potter", "Crepúsculo" conseguiu fisgar um jovem público com gostos mais psicodélicos, conquistando, ainda, meninas que não resistem a um romance adolescente no Cinema. Nesse caso, a imagem jovial e a aparência do trio de protagonistas ajudou. Para os fãs, fica a saudade de uma série que acompanhou o desenvolvimento de uma geração; para os críticos, o alívio em não ter mais que acompanhar namoradas, esposas, filhas e amigas em filmes que não atendem aos gostos pessoais da maioria dos homens. "Crepúsculo" agora só em livros e DVDs.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Palmeiras: um gigante do futebol que agora jaz na Série B


Palmeiras na série b
Hoje cedo, ao tecer um comentário no Facebook com lamentos pelo gol de empate do Flamengo, nos últimos minutos do duelo contra o Palmeiras, chegou um comentário: "Pô, Ralph! Você é paulista?", lamentava a internauta. Não, na verdade, sou carioca, e com muito orgulho. Porém, como jornalista esportivo e amante do futebol, gosto de acompanhar um Campeonato Brasileiro em alto nível. Agora com o alviverde paulista na segunda divisão, todos perdem, sejam eles cariocas, paulistas, mineiros, gaúchos ou nordestinos.

É bem verdade que o Palmeiras fez por onde, e a culpa não é do mestre Felipão. A situação estava tão complicada que nem um dos melhores técnicos da história do futebol nacional conseguiu salvar o clube da amargura. A diretoria, pra variar, fez trapalhada atrás de trapalhada, com um planejamento pífio após a conquista da Copa do Brasil.

O ponto ressalta um feito que o Juventude conquistou lá atrás: foi rebaixado no ano em que garantiu a classificação para a Copa Libertadores. E agora? Como montar um time de ponta, convencendo atletas a disputar um torneio sul-americano, se, por outro lado, está na Série B do Campeonato Nacional? Missão duríssima, mas não impossível.

Nesta semana, certamente o torcedor palmeirense está em cacos. Mesmo assim, ele não deve se abater. O clube é um gigante e, certamente, estará de volta em 2014. Que a partir daí, entretanto, possa apenas oferecer alegrias aos palmeirenses, que merecem vibrar com títulos, e não chorar com derrotas.

Ao Palmeiras, como diz o poeta, "reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

No tempo em que o Brasil goleava a Colômbia

Mowa Press
Podem me chamar de saudosista, mas, como discutir com os fatos? Cresci vendo partidas memoráveis da seleção brasileira. Equador, Colômbia, Estados Unidos: essas equipes não eram páreas para o Brasil, que ganhava o jogo de 5, 6 a 0. Hoje, entretanto, a realidade é bem diferente. A Colômbia, por exemplo, é tratada pela delegação, pela CBF e pela imprensa branca como potência mundial, a fim de justificar mais um vexame do time de Mano Menezes.

O jogo amistoso desta quarta-feira (14) poderia até ter terminado com outro resultado, porém, o empate retrata bem o que foi o duelo. Os colombianos não são nada demais: um bom goleiro (Ospina), um grande meia de criação (James Rodrígues) e um craque como centro-avante (Falcão García). E para por aí. A obrigação do Brasil era vencer confortavelmente, já que, na Copa do Mundo, vai ter pela frente pedras muito maiores no sapato.

A lógica passa longe da seleção de Mano Menezes. Com Fábio Santos no grupo, ele inventa a artimanha de improvisar o zagueiro Leandro Castán na lateral-esquerda. Além disso, lança como principal referência na frente, ao lado de Neymar, o apagado Thiago Neves, que nem no clube aonde joga é tido como peça fundamental.

Já o Neymar, coitado, até tentou. Marcou um golaço, que salvou o Brasil do fiasco, e isolou um pênalti à moda Elano. Vale ressaltar, ainda, que o fundamento nunca foi o forte do jovem craque. Ele já cansou de perder penalidades máximas. Por que não deixar o Oscar bater? Enfim, esse é o menor dos nossos problemas.

Com o ano quase acabando, resta apenas um último desafio em 2012 para a seleção brasileira: a decisão do Superclássico das Américas. Com Durval, Fellype Gabriel e companhia será que vamos conseguir segurar a vantagem conquistada em casa?

Pobre torcedor brasileiro...

domingo, 11 de novembro de 2012

Fluminense é tetracampeão brasileiro e Rio comemora o quarto título nacional em quatro anos

Flu campeão brasileiro de 2012
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O Rio de Janeiro é mesmo a cidade do futebol brasileiro - pelo menos nos últimos quatro anos. Em 2009, Flamengo campeão nacional, em 2010, Fluminense, em 2011, Vasco campeão da Copa do Brasil e, agora, novamente o tricolor carioca levanta o troféu do Brasileirão.

A conquista do Flu aconteceu de forma incrível e incontestável. Os erros favoráveis de arbitragem não minimizam os elogios. Afinal de contas, garantir matematicamente o título com três rodadas de antecedência não é para qualquer um. Agora, a televisão é que se vire para arrumar audiência nas próximas semanas.

O desempenho do goleiro Diego Cavallieri e do atacante Fred mostram que Mano Menezes brinca de dirigir a seleção brasileira. Não existe a menor hipótese dos dois jogadores não vestirem a camisa amarelinha na Copa do Mundo de 2014. Não temos melhores do que eles para as posições.

Parabéns, Abel Braga. O comando tático e técnico da equipe esteve impecável ao longo do ano. Abelão é um baita treinador, sim! Parabéns, nação tricolor! A festa agora é sua!

FLUMINENSE, CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2012!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

9 de novembro: aniversário de um mito


Hoje, dia 9 de novembro, o Brasil comemora o aniversário de uma pessoa muito especial para todos nós. Com uma inteligência ímpar, um gênio difícil, é verdade, mas, principalmente, muito profissionalismo e amor naquilo que faz.

Podem falar o que quiser, mas é inegável o que essa pessoa conquistou em tão pouco tempo. Já diz o mestre Jorge Aragão: "respeite quem pôde chegar aonde a gente chegou"!

Ele já brilhou e ainda vai brilhar muito por aí. Tenho certeza. Não é nem melhor e nem pior, apenas diferente. Um mito!

Parabéns, LUIZ FELIPE SCOLARI! Parabéns, Felipão!

felipão no chelsea
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Volta de Ricardo Gomes não seria o melhor caminho para o treinador e para o Vasco

Ricardo Gomes de volta ao Vasco
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Pelo bem da saúde do ser humano Ricardo Gomes, ele não deveria voltar agora para o comando do Vasco. Depois do AVC sofrido, a última coisa que o treinador precisaria era de estresse. Dirigir o Gigante da Colina é certeza absoluta de aborrecimento. Ele quer; a família não.

Afundado em crises administrativas, o clube carioca precisa de uma reformulação completa para 2013. O quadro de diretoria precisa ser urgentemente remontado, acompanhado de dispensas e novas contratações de atletas. Com que dinheiro? São outros oitenta.

Não tem para aonde correr. O Vasco necessita de um técnico de comprovada experiência, que saiba montar tática, escolher os melhores jogadores e, principalmente, entender de motivação, sabendo lidar com a crise. Pode até parecer besteira, mas não é. Poucos conseguem reunir tudo isso. Marcelo Oliveira, por exemplo, não preenchia esses requisitos. Felipão é um sonho de consumo. O alto salário torna a investida praticamente surreal. Já convencer Renê Simões, que hoje dirige a base do São Paulo, não deve ser tarefa tão complicada.

Em síntese, a demissão de Marcelo Oliveira foi sensata e tinha que ser feita. Os problemas, entretanto, vão muito além do treinador. De férias, o Vasco tem que correr para planejar 2013. Uma nova trapalhada como a de 2012 pode ser fatal, levando o clube a um ano totalmente infeliz para o torcedor.

domingo, 4 de novembro de 2012

ENEM 2012: O movimento imigratório para o Brasil como tema da redação


enem 2012
Na época em que fiz Vestibular, o ENEM era ator coadjuvante. Naquela ocasião, cada faculdade pública e particular ainda realizava a sua própria prova, obrigando o aluno a gastar uma infinidade de tempo e de dinheiro. Hoje, felizmente, a realidade é outra. O próprio Exame Nacional do Ensino Médio, mesmo com todas as falhas bizarras de organização, já é a principal porta de entrada para as melhores universidades do país.

No tempo em que realizei a prova, o tema da redação falava de um assunto totalmente pertinente no momento: a diferença. Novelas, filmes e até debates na sociedade civil estavam acontecendo no período, falando de pessoas com deficiências, dificuldades ou estilos distintos. Muitos candidatos - aqueles que não esqueceram do título... -, abriram o texto com o clichê: "Ser diferente é normal". Como um bom sambista e salgueirense, não perdi a oportunidade. Meu título foi "Nem melhor e nem pior, apenas diferente", e com orgulho. Com toda a certeza colocaria novamente, se a prova acontecesse hoje. A boa nota me faz ter confiança na afirmação.

Ao saltar para 2012, nos deparamos com o seguinte tema: "Movimento imigratório para o Brasil". Fala sério, MEC... Que assunto chato, com poucas chances de criatividade. Nada contra uma temática geopolítica social, mas, movimento imigratório? Pobre estudante, que foi obrigado a escrever uma redação totalmente monótona e técnica, sem qualquer abertura para a inspiração e a criatividade.

"Eu nem", ENEM... Procura-se formação e incentivo para novos poetas, comunicadores, jornalistas, músicos, escritores e professores!