quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Domingo salva o primeiro fim de semana do Rock in Rio; Metallica incendeia

Por Alex de Souza e Ralph Guichard, com fotos de Néstor J. Beremblum

A quarta edição do Rock in Rio, o maior festival de música do mundo, passou pelo primeiro final de semana sem muitas surpresas. Elton John, Red Hot Chili Peppers, Slipknot e Metallica brilharam, como era esperado, no palco principal. A decepção ficou por conta da banda Gloria, vaiada pelo público repleto de milhares de metaleiros, deviadamente paramentados de preto. O último dia do primeiro final de semana, no entanto, foi salvo pelo som perfeito do heavy metal do Metallica.

Analisando apenas o Palco Mundo, onde as estrelas principais se apresentaram, a cantora Claudia Leitte destoou completamente da linha do festival, não agradando a plateia do primeiro dia. Em uma suposta crise de indentidade, a cantora axé-pop abusou de covers, misturando diferentes ritmos, sem imprimir um estilo próprio. Num momento de gosto duvidoso, ela interpretou a música "Caranguejo". Foi nessa hora que houve o registro de vários tumultos com os espectadores, devido a coreografia que a dança imprime.

Por outro lado, o rock nacional dos Paralamas do Sucesso, dos Titãs e do Capital Inicial, esse último vaiado no festival de 1991, cumpriu as expectativas e fez bonito, arrancando muitos aplausos. A exibição sem falhas foi ajudada pela escolha perfeita de um repertório que estava na ponta da língua dos fãs.

Já a cantora norte-america Katy Perry, com o seu jeito extravagante, dividiu opiniões. Num momento da apresentação, Perry levou à condição de celebridade o professor de informática Júlio César de Salvo, ou simplesmente Júlio de Sorocaba. Ela o mandou tirar a camisa e ainda por cima pediu para ser beijada.

Mas o grande ápice estava mesmo reservado ao último dia. O domingo se mostrou a data em que a organização acertou na escalação, equilibrando o nível das atrações. Embora o show do grupo brasileiro Gloria não tenha rendido e o do norte-americano Coheed and Cambria não tenha chamado a atenção, as três últimas bandas justificaram o título de maior festival de música do mundo ao Rock in Rio. A banda de Iowa Slipknot fez mais do que um esquenta para a entrada do Metallica. Levou o mundo do rock ao delírio com a ajuda da pirotecnia, do som pesado e de um baterista "louco" que tocou de cabeça para baixo.

Poderia ficar melhor? Sim, poderia. E o Metallica mostrou como. Além de passar pelos maiores sucessos da sua extensa discografia, o carisma e a desenvoltura de James Hadfield e do baterista Lars Uritch mostraram que não é preciso falar o idioma para ter uma perfeita sintonia com o público. Após dois intervalos, a banda voltou e deu duas canjas para completar 2h10min de um show frenético e inesquecível.

Fonte: O Repórter.com

domingo, 11 de setembro de 2011

BASQUETE: Brasil emociona e consegue, finalmente, a tão sonhada vaga olímpica

Falar sobre basquete no Brasil, até dois dias atrás, era sinal de que o assunto seria pesado, repleto de críticas, lamentações e saudosismo. Nesse sábado (10), no entanto, os jogadores da seleção brasileira deram a volta por cima e salvaram uma geração que tinha tudo para ser marcado pelo fracasso. Com a classificação para a final da Copa América, o país conquistou a tão sonhada vagas nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Nós não jogávamos a competição desde 1996.

Me sinto muito à vontade para falar sobre o assunto. Como ex-jogador de basquete, senti de perto o descaso dos representantes das ligas regionais pelo esporte e as dificuldades que os clubes enfrentam. Hoje, no entanto, sinto alívio por ter a chance de, pela primeira vez, ver nosso time em uma competição tão importante como os Jogos Olímpicos - em 1996, eu tinha apenas 5 anos. Não me lembro de nada).

Por ironia do destino, precisamos de um treinador argentino para arrumar a casa. Rubén Magnano foi inteligente, lembrando sim de veteranos como Marcelinho, Guilherme e Alex, porém, colocando para jogar jovens revelações como o pivô Rafael e o armador Vítor Benite. No momento em que a situação apertava, os experientes eram fundamentais e bem lançados, salvando a pátria.

Tudo bem que também tivemos fatores que nos ajudaram, como por exemplo o título mundial dos Estados Unidos, que deram a vaga aos norte-americanos e os tiraram do nosso caminho, mas não importa.

Só espero que essa vaga não sirva como relaxamento. Precisamos investir na base, que ainda sofre bastante e dar continuidade ao bom momento do basquete nacional. Vamos nos fortalecer.

Em tempo: Leandrinho? Nenê? Anderson Varejão? Não precisamos de nenhum deles...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mano Menezes segue cada vez mais na contramão da seleção

Dizem que o que está ruim não pode piorar. Mais um engano. A cada partida que passa, seja contra adversários fortes, médios ou fracos, constata-se que Mano Menezes não deu e dificilmente dará certo no comando da Seleção Brasileira.

Mesmo com um jogador a mais durante boa parte da partida, o Brasil não conseguiu fazer mais do que 1 a 0 contra a "poderosa" seleção de Gana, na tarde dessa segunda-feira (05). A insistência em jogadores como Fernandinho, Elias, entre outros, mostra que para nos livrarmos de atletas como André Santos, que só conseguimos após a ultrapassagem de vários limites, a estrada ainda é dura e toda esburacada.

A convocação da antiga Copa Roca, agora apelidada de Superclássico das Américas, ratifica ainda mais a incoerência do nosso treinador. Em uma análise mais profunda, o desespero começa de cima. Um dos goleiros convocados, Rafael, do Santos, é pivô de uma das defesas mais vazadas do Campeonato Brasileiro, com diversas falhas no histórico. Percorrendo a lista, ainda nos deparamos com atletas de idade avançada, que possuem chance zero de aproveitamento em Londres, no ano que vem, e em 2014, na Copa. Kleber, do Inter, e Renato Abreu, do Flamengo, são exemplos claros disso. Isso sem contar jogadores que andam em uma fase nada agradável em seus clubes, como Thiago Neves, do Flamengo, Henrique, do Palmeiras, e Fred, do Fluminense. Enquanto isso, o Arouca não ganha uma chance sequer com a lista 100% "nacional".

Fracos desempenhos diante da Argentina nos dois próximos jogos, e nas Olimpíadas de 2012 devem ser vitais para que Mano não siga no cargo até a Copa de 2014.

Salve-se quem puder!