sábado, 29 de janeiro de 2011

Vasco: tenho pena do meu avô

Lembro como se fosse ontem do meu tempo de infância. Quando estava conhecendo o futebol, meu avô utilizou todos os argumentos possíveis para me transformar em vascaíno. Jornalista esportivo renomado e de sucesso na carreira, Luiz Fernando Vassallo Guichard manteve toda a sua jornada de trabalho sem deixar escapar o clube de seu coração. Com amigos e bons relacionamentos em praticamente todos os times cariocas, havia, inclusive, quem afirmasse: Luiz é tricolor! Botafoguense! Flamenguista! Engano de todos. Logo depois de aposentado, meu avô vestiu de vez a camisa, torcendo com convicção pelo Clube de Regatas Vasco da Gama.

Tudo bem, admito, por vezes ele exagera. Às vezes, com apenas 10 minutos de um jogo de estreia, ele já começa a xingar determinado jogador: "É um perna de pau! Uma porcaria! Não pode vestir a camisa do Vasco". Porém, uma coisa é certa: com toda a experiência adquirida depois de seis Copas do Mundo, não existe um cidadão ainda vivo que possa desafiá-lo a dizer que não entende de futebol.

Pois bem. Ao olhar a situação atual do Vasco, dentre tantas coisas que me magoam nisso tudo, a mais dura é analisar os fatos e chegar a conclusão de que, em 77 anos de vida, meu avô jamais presenciou uma situação tão grave quanto essa na Colina. Segundo o mesmo relata, nunca viu um conjunto tão desastrosos: presidente passivo, diretoria incapaz, departamento médico inoperante, departamento jurídico fraco, departamento de Esportes Olímpicos acabando justamente com os Esportes Olímpicos, departamento de futebol que só contrata jogador ruim e, por fim, finalmente, um time de futebol ridículo.

A demissão do técnico PC Gusmão e o afastamento dos jogadores Felipe e Carlos Alberto foi apenas um começo. O que deve acontecer agora, caso ainda haja alguma perspectiva, é continuar com a faxina. Jogadores como Jefferson, Enrico, Marcel, Cesinha, Jadson Vieira e cia não têm a menor condição de vestir a camisa cruzmaltina. Além deles, outros que possuem técnica, mas, estão insatisfeitos e fazendo corpo mole devem imediatamente deixar São Januário. Vale ressaltar que o técnico contratado não pode ser do mesmo nível ruim do antecessor. Espera-se, no mínimo, um profissional capaz de armar bem o elenco taticamente, escolhendo os melhores reforços e sabendo incentivar os atletas em campo.

E nisso tudo, o que mais me deixa frustrado é ouvir, todos os dias da voz do meu avô, que esse time é uma vergonha. Será que, um dia, meu avô ainda vá conseguir ver um Vasco vitorioso, competitivo e campeão? Ou será, pelo menos, que eu ainda vá conseguir isso?

Pobre Luiz Fernando... Pobre Ralph... Pobre Vasco...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Troféu O blog Rox de Ensaios Técnicos

Isso mesmo! Depois do Troféu O blog Rox de Os melhores do Carnaval, o louco autor do espaço resolveu criar o representativo Troféu O blog Rox de Ensaios Técnicos. Serão duas vencedoras: uma escola do Especial e outra do Acesso. O critério é simples: vence aquela que realizar o melhor ensaio técnico, no conjunto da obra. Serão levados em conta pelo júri - o autor do blog - canto da comunidade; bateria; casal de mestre-sala e porta-bandeira; empolgação; entre outras particularidades.

Segue abaixo o ranking parcial, com as escolas que já se apresentaram na Avenida Marquês de Sapucaí:

1 - Unidos da Tijuca
2 - Salgueiro
3 - Grande Rio
4 - União da Ilha
5 - Mangueira
6 - Mocidade
7 - Imperatriz
8 - São Clemente

Acesso

1 - Viradouro
2 - Rocinha
3 - Renascer
4 - Caprichosos de Pilares
5 - Alegria da Zona Sul
6 - Cubango

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Metrô Uruguai: a forma mais fácil de jogar fora R$ 200 milhões

Muitas coisas marcaram a minha não tão distante assim infância no Rio de Janeiro: esportes, bolinha de gude, futebol de botão, metrô na Rua Uruguai... Metrô na Rua Uruguai? Pois é. Desde que me entendo por gente ando pelas ruas da Tijuca e ouço meus tios e avós comentando: sabia que vai ter metrô na Uruguai? Passados quinze anos, finalmente, vamos ter o transporte chegando ao local - ou não?

Ao receber a notícia do início das obras nessa terça-feira (18), logo me propus a buscar o local da nova estação, afinal de contas, não me vem à memória algum lugar ao longo da rua que pudesse abrigar tal espaço. Quando vou olhar, eis que surge a surpresa: o espaço escolhido foi, na verdade, a esquina entre as ruas Conde de Bonfim e José Higino, bem longe da rua que leva o nome da estação e, segundo o Google Maps, a menos de 800 metros de distância do terminal Saens Peña. Ou seja, atualmente, a pessoa que mora nas imediações da futura estação precisa apenas saltar na praça e caminhar durante 10 minutos ou, se preferir, ficar menos de três minutos dentro de um ônibus de integração.

Segundo o Governo do Estado, o custo total da construção do elefante branco vai custar cerca de R$ 220 milhões. Enquanto isso, milhares de pessoas estão desabrigadas e passando fome na Região Serrana.

Pobre cidadão carioca...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A esperança em meio à tragédia da Região Serrana

Quarta-feira, 12 de janeiro. A Região Serrana amanhece em meio à pior catástrofe de sua história. Em uma das cidades mais atingidas pelas fortes chuvas, Teresópolis, tristeza, desespero e pânico se misturam no coração de praticamente toda a população. No Centro da cidade, felizmente, as consequências foram pequenas, porém, o reflexo do terrível acontecimentos que removeu diversos bairros do mapa é inevitável.

A alguns quilômetros do olho do Furacão, em um tradicional condomínio da Várzea, começam a surgir as notícias. Até o momento, todos os funcionários estão bem. Dois ligam avisando que não vão poder chegar ao serviço, já que não existe transporte público naquela altura. Bem, pelo menos, todos estão bem, não? Não! Falta um. O simpático e sempre sorridente porteiro do turno da tarde do Bloco B, chamado carinhosamente por todos de Seu Lessi, está desaparecido, sem mandar sinais de vida. Para piorar a situação, chega a notícia de que o lugar onde mora, o Caleme, foi o mais afetado pela enxurrada, não sobrando quase nenhuma casa em pé. Quase...

No dia seguinte, a tensão continua. Todos querem saber o paradeiro do porteiro que, depois de quinze anos trabalhando no edifício, já deixou de ser um simples porteiro há muito tempo, tornando-se um amigo de todos. Até que, o valente zelador Zé Maria toma a decisão que mudaria a história daquele prédio: "Vou atrás do Lessi!".

Depois de pegar o carro, Zé parte em direção ao Caleme. A chegada ao local é tensa, já que a área está toda destruída e isolada, com pontes e estradas partidas. De repente, eis que o zelador avista algo que o chama a atenção: todas as casas estão ao chão, com móveis e eletrodomésticos espalhados por toda a superfície que ainda resta. A exceção de tudo isso é uma pequena residência de tijolos, que ainda ameaça cair, com diversos corpos encostados pelas laterais. Em seguida, mirando para a casa que ficou de pé, o nervosismo dá lugar à esperança. Seu Lessi, o porteiro que jamais tira o sorriso do rosto, está sentado, ao lado da família. Todos estão bem.

Encerrado o resgate, Zé Maria coloca Lessi com esposa e filhos no carro. Destino? Jardim Meudon, outro bairro de Teresópolis, onde todos vão ficar em segurança, na casa de familiares. Assim, como Seu Lessi, milhares de moradores de toda a região tentam se reerguer em meio ao caos. Casa, móveis e aparelhos eletrônicos o trabalho compra outros, mesmo que demore anos para isso, mas compra. Já a vida preservada, não tem preço.

E nesse dia, nem mesmo o sorridente porteiro pôde sorrir.

Força Terê!

OBS: Essa crônica, baseada em fatos reais, é dedicada à minha querida Teresópolis, cidade onde praticamente cresci e passei momentos marcantes na história da minha vida.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Força Terê!



É com muita tristeza e preocupação que acordei na manhã dessa quarta-feira (12), liguei a TV, e assisti a imagens de total destruição de diversas regiões da minha querida Teresópolis. Ao olhar casas totalmente destruídas, áreas alagadas e pessoas desabrigadas, imediatamente voltou à minha memória lembranças do Morro do Bumba, em Niterói, em abril do ano passado.

Fica a minha solidariedade à família das vítimas e torcida para que a situação melhore em toda a Região Serrana.

Força Terê, Friburgo e Petrópolis!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ronaldinho e Assis estão brincando de jogar FM



Parabéns presidente Paulo Odone! A desistência do Grêmio pela contratação do ex-jogador em atividade Ronaldinho Gaúcho demonstra uma atitude corajosa e extremamente acertada. R10 e o irmão-empresário-aspirante-à-comediante Assis, estão brincando de jogar Football Manager, enquanto comprometem o planejamento de pelo menos três grandes clubes brasileiros que estão interessados em contar com o atleta.

Enquanto o tempo passa, samba, churrasco, samba, churrasco, samba, cerveja. E ainda tem gente por aí que se arrisca a definir uma data de estreia para o meia no Flamengo.

Pobre futebol brasileiro...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O filme Ronaldinho Gaúcho


Já está chato, ou melhor, já está um "porre", literalmente falando, com o perdão do palavriado. A novela envolvendo Ronaldinho Gaúcho já virou um verdadeiro filme longa-metragem, daqueles com roteiro fraco e totalmente previsíveis. Flamengo, Grêmio e Palmeiras garantem que já acertaram com o atleta. Das duas uma: Assis vem enrolando todo mundo para, no fim, acertar com um quarto time, ou todos estão bastante iludidos.

No final, ainda é bem provável que R10 não renda absolutamente nada dentro de campo.

Pobre torcedor brasileiro...