segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Os melhores e piores do Rock in Rio 2015

Chegou ao fim a edição de 2015 do Rock in Rio. Em termos de organização, melhorou bastante. Do ponto de vista musical, entretanto, teve uma queda de rendimento. Confira o balanço final e os melhores e piores na opinião do blogueiro:

Organização:

Melhorou muito. Poucos incidentes e, assim mesmo, leves. A redução de público funcionou. Concordo com o Medina e acho válido reduzir ainda um pouco mais, caso o espaço seja o mesmo.

Brinquedos:

O aplicativo de agendamento pode ter enfrentado alguns problemas no início, mas, já um grande começo. Mesmo com as senhas acabando rapidamente, ao menos não faz a pessoa perder praticamente todo o dia na fila da atração.

Alimentação:

De fato, as filas quilométricas de antigamente não existem mais. Os preços ainda são surreais.

Banheiros:

Poderiam aumentar ainda mais a quantidade para reduzir as filas.

SHOWS:

- Alguns dias foram mal divididos;

- Das três edições recentes, foi a que mais deixou a desejar, de uma forma geral;

- Com exceção da graça feita pela Katy Perry com a fã (vale ressaltar que ela sempre faz isso nos shows), NENHUM artista saiu do lugar comum e apresentou surpresas, como sempre vinha acontecendo no Rock in Rio. OBS: O voo frustrado de Mike Patton não conta;

- De positivo, foi o ano da redenção de 2011. Elton John e Katy Perry apagaram a impressão ruim de quatro anos atrás e, desta vez, brilharam;

- Todos os shows nacionais do Palco Mundo foram bons (obviamente, há exceções individuais na homenagem aos 30 anos do festival);

- O show mais controverso foi o do Queen. Uns amaram, outros odiaram. Particularmente, saí frustrado;

- O Palco Sunset segue simpático, com muitas atrações que caberiam tranquilamente no Palco Mundo;

- Aliás, já está na hora da homenagem especial voltar ao Palco Mundo;

- Até pelo equilíbrio (mais por baixo do que por cima), desta vez, fica impossível escolher apenas um show como o melhor de 2015 (elegi Stevie Wonder em 2011 e Bruce Springsteen em 2013, esse, aliás, o melhor que já acompanhei em toda a minha vida).

Em síntese:

Melhor dia: domingo, dia 20 de setembro

Melhor show do Palco Sunset: John Legend
Menção honrosa do Palco Sunset: Baby do Brasil e Pepeu Gomes

Momento Bob's: Sheppard
Momento bizarro: Roupa Pica-Pau nas cataratas de Rihanna
Melhor show de rock: Slipknot
Melhor show pop: Katy Perry
Revelação: Hollywood Vampires

Melhor show do Palco Eletrônica: Sei lá! Fala sério, né? Achou mesmo que eu passaria alguma vez por lá?

domingo, 3 de maio de 2015

Conquista do Campeonato Carioca pelo Vasco é justa e merece ser festejada

A mesma FFERJ que alguns torcedores dizem ajudar o Vasco hoje, comandava o torneio onde o mesmo time foi bisonhamente prejudicado com um gol irregular absurdo no ano passado, na final, contra o Flamengo. Torcedor sempre vê desculpa e tenta minimizar o feito do outro com argumentos, muitas vezes, sem qualquer cabimento. O Vasco, com um elenco mediano, soube se organizar taticamente, sob a liderança do Doriva, e foi sim o melhor clube da competição.
O maior derrotado do torneio foi o Flamengo, que precisa abrir e olho e buscar alternativas. Ninguém é imbatível e ninguém é "incaível". Luxemburgo mostrou um desgaste nas últimas partidas, sem soluções práticas para chegar à vitória. O time chegou na última rodada da Taça Guanabara com o torcedor cantando vitória e escorregou de forma surpreendente, entregando a taça ao Botafogo. Depois, viu as arquibancadas colocarem banca com o papo de "Vasco freguês", "vice", e mais uma vez ficou pelo caminho.
Os três grandes do Rio possuem elencos semelhantes. A diferença no Brasileirão da Série A vai vir na vontade, em contratações pontuais e na inteligência da comissão técnica. Mas, uma coisa é certa, ninguém vai ter vida fácil!
Parabéns aos vascaínos e aos botafoguenses! Agora é respirar e voltar aos trabalhos. Semana que vem a barra já começa a esquentar...

domingo, 19 de abril de 2015

Finais de RJ e SP inesperadas, mas justas

Antes dos Estaduais começarem, nem mesmo o mais pontual dos especialistas apontou que Botafogo, Vasco, Santos e Palmeiras fariam as finais de RJ e SP. Mas foi exatamente o que aconteceu, e com extrema justiça. Favoritos como Flamengo, Fluminense, Corinthians e São Paulo ficaram pelo caminho.

RIO

No conturbado Cariocão, polêmicas e chororôs não faltam. A dupla Fla-Flu grita pelos quatro cantos que a decisão atual é o sonho da FFERJ, que está em rota de colisão com o tricolor e com o rubro-negro. De fato, o presidente Rubens Lopes deve estar com um imenso sorriso no rosto, no entanto, é muita hipocrisia tirar os méritos de Botafogo e Vasco, que fizeram por merecer a vaga.

É verdade que a punição exagerada ao atacante tricolor Fred, que acabou ficando fora da partida decisiva da semifinal, pode ter contribuído. O primeiro gol do Botafogo no duelo, também saiu de uma jogada irregular, não marcada pelo bandeirinha, prejudicando o Flu. Mas o tricolor, que já se classificou aos trancos e barrancas na primeira fase, deixou muito a desejar tecnicamente. O time foi incompetente ao não conseguir definir o jogo no tempo normal, uma vez que o alvinegro estava se arrastando, completamente esgotado fisicamente. Três jogadores lesionados, que estavam no sacrifício, tiveram, inclusive, que participar das cobranças de pênaltis. E o Cavalieri, heim? Acabou cobrando um tiro de meta que custou caro. O Botafogo, independentemente do que acontecer no jogo com o Vasco, sai do Estadual com o dever cumprido.

Já o Vasco foi de fato beneficiado com um pênalti inexistente que acabou gerando o gol da vitória de Gilberto no segundo jogo com o Flamengo. O atacante, aliás, merecia ter sido expulso ao comemorar o gol nas escadas que dão para as cadeiras do Maracanã, como diz a determinação da Comissão de Arbitragem. Por outro lado, se os erros não ocorressem, o Vasco já entraria no jogo decisivo praticamente classificado, em função de ter sido prejudicado em um dos maiores absurdos da história do futebol, quando viu, na partida de ida, o juiz ignorar o cartão vermelho em três agressões de diferentes jogadores - Jonas, Wallace e Marcelo Cirino. O Flamengo que me perdoe, mas, com todo o histórico - gol irregular na final do Estadual de 2014, bola que entrou dois metros e o juiz não deu gol no mesmo ano, entre outros -, a torcida não tem nenhum motivo para reclamar. Além disso, Doriva foi taticamente superior ao experiente Luxemburgo. Todas as mudanças e escalações foram corretas, ao contrário do rival, que abriu o time ao desmontar a formação com três volantes no intervalo e ainda surpreendeu ao sacar, depois, os dois melhores jogadores, que poderiam desequilibrar: Everton e Marcelo Cirino. Não foi feliz.

SP

Enquanto as prioridades de Corinthians e São Paulo estão na Libertadores, Santos e Palmeiras deram o bote. O Santos aproveitou o desespero tricolor, que precisa de um resultado positivo no meio de semana para avançar no torneio continental e venceu o desafio no tempo normal. Já o Palmeiras não teve medo da fama do maior rival e venceu nos pênaltis. Duelo interessante entre o time dos Robinhos.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Rio festeja 450 anos com a história contada através do Carnaval

No dia 1º de março de 1565, os portugueses desembarcavam em um istmo entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar com um objetivo atribuído: garantir o domínio do território. E assim, sob a liderança de Estácio de Sá, foi fundada no local a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. O que os europeus nem poderiam imaginar, entretanto, é que 450 anos depois o local passaria por tantos momentos extraordinários ao longo da história, sendo alguns desses marcados por um espetáculo popular repleto de euforia, emoção e, principalmente, animação: o Carnaval.

A própria família de Estácio de Sá, na época, ficaria surpresa ao descobrir que, tantos séculos depois, em 1983, a Unidos de São Carlos, oriunda da primeira escola de samba do Brasil, a Deixa Falar, faria uma homenagem ao primeiro governador-geral da Capitania Real do Rio de Janeiro ao mudar de nome. E assim, batizada justamente de Estácio de Sá, manteve viva a memória desse período.

E a história que começou a ser construída por Estácio, Mem de Sá e tantos outros personagens que vieram com o passar do tempo é responsável pela felicidade de diversos torcedores da Portela. Afinal de contas, a agremiação simbolizada pela águia foi campeã do Carnaval em 1960, ainda na Avenida Rio Branco, com o enredo "Rio, capital eterna do samba". É bem verdade que o título veio junto com outras quatro escolas, em um ano tumultuado e protagonizado por uma briga de Natal da Portela com o chefe do policiamento. Por outro lado, apesar dos contratempos, a azul e branca veio com alegorias que retratavam a cidade, desde a fundação, aonde não faltaram lembranças e exaltações. "A Portela já era tricampeã e lutava pelo tetracampeonato. O que causou um grande impacto foi um efeito que a escola conseguiu com um dos morros da cidade, surgindo uma nova cidade por trás", conta o atual diretor cultural da escola, Luis Carlos Magalhães.

O tempo foi passando e, quase 200 anos após a fundação, a cidade do Rio de Janeiro foi elevada à categoria de capital do Brasil. Mas, durante esse período, nem tudo foi motivo para comemoração, como contou a São Clemente em 1964, ainda no antigo Grupo 3. Com o enredo "Rio dos vice-reis", a irreverente escola de Botafogo relembrava como os antigos governantes patrocinavam festas populares enquanto o povo sofria. Enredo com o mesmo título, aliás, o Império Serrano já havia apresentado dois anos antes no Grupo 1, quando foi vice-campeão.

Outro momento importante na história do país que tem o Rio de Janeiro como cenário aconteceu em 1817, com a chegada de Maria Leopoldina. Filha do último imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Francisco II, casou-se de forma arranjada com Dom Pedro I, príncipe do já decadente Império Português. Mas Dona Leopoldina, que mais tarde viria a se tornar a primeira imperatriz do Brasil, acabou sendo de suma importância no processo de Independência. Ela exerceu a regência justamente quando o marido viajou a São Paulo para apaziguar o conturbado momento político da época. E como uma mulher forte e de enorme cultura, acabou inspirando o nome da escola de samba Imperatriz Leopoldinense. A verde e branca, aliás, que vinha de dois títulos seguidos em 1996, já no Sambódromo, bateu na trave ao ficar em segundo lugar com um enredo justamente sobre Leopoldina.

Mas foi em 1965 que a história do Rio se misturou aos adereços, alegorias e fantasias luxuosas do Carnaval. No ano do IV Centenário, as escolas de samba prepararam temas especiais para homenagear o cenário que tanto as inspirava. No fim, melhor para o Salgueiro, que abraçou carinhosamente a Cidade Maravilhosa com "História do Carnaval Carioca – Eneida". Segundo um dos integrantes do departamento cultural do Salgueiro, Gustavo Melo, a leveza e a inovação foram fundamentais para um grande impacto na avenida: "Foi um momento especial. A comissão de frente veio com burrinhas feitas em vime pelo Joãosinho Trinta e mostrava a festividade que aconteceu na chegada de Dom João VI ao Brasil em 1808. O Salgueiro trouxe signos diferentes, como pierrôs, arlequins e colombinas que, por incrível que pareça, eram elementos inéditos naquele ano. Você não via a história do Carnaval dentro do Carnaval e, foi exatamente essa proposta que o carnavalesco Fernando Pamplona quis fazer", ressalta o jornalista.

Assim, com uma sequência de momentos honoráveis durante tantos anos, os desfiles das escolas de samba acabaram mesmo deixando a desconfiança para o papel de protagonista. Tanto que a Estação Primeira de Mangueira, em 1972, na Candelária, mostrou ao mundo "Rio, Carnaval dos Carnavais", provando que "em todo o universo não existe outro igual. Só neste Rio tradicional". A verde e rosa foi a vice-campeã naquele ano.

Apesar dos enredos que envolvam o Rio não terem garantido mais títulos na década de 90 e nos anos 2000, a história carioca continuou estampando a Passarela do Samba. Em 1997, por exemplo, a União da Ilha mostrou o início do século XX com "Cidade Maravilhosa, o sonho de Pereira Passos", prefeito que ficou conhecido pela política de reforma urbana popularmente chamada de "Bota-abaixo". Enquanto isso, na área do futebol, dois tradicionais times cariocas, Flamengo e Vasco, recebiam homenagens de Estácio de Sá e Unidos da Tijuca, respectivamente, em 1995 e 1998. Já o Salgueiro voltou a exaltar o Rio em 2008, com a Portela cantando o bairro de Madureira em 2013 e a Região Portuária em 2014.

E com tantas homenagens mais do que merecidas, a maravilhosa cidade do Rio de Janeiro chega no próximo dia 1º de março aos 450 anos. Se ainda estivessem por aqui, Estácio, Dom Pedro, Dona Leopoldina, Pereira Passos e tantos outros personagens com certeza estariam caindo no samba junto com passistas, ao som das baterias, no Sambódromo carioca, ou, quem sabe, no alto de carros alegóricos como destaques, aguardando os próximos 50 anos. Ninguém ainda sabe como será o V Centenário, porém, podemos ter a certeza que o samba estará no meio.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mudança

Prezados senhores,

Informo que, como nos último anos, estou de mudança. Até a manhã de domingo, dia 22 de fevereiro, minha nova residência fica no seguinte endereço: Avenida Marquês de Sapucaí, S/N. A única fuga será para a casa de campo, situada à Estrada Intendentes Magalhães, em Campinho.

Serão dias de intenso trabalho. Sexta-feira e sábado ajudando na organização da festa da Série A com a Lierj. Serão dois dias de muita luta e suor com desfiles criativos de 15 agremiações.

Já no domingo e na segunda-feira, conto com a audiência e o prestígio de todos nos desfiles do Grupo Especial. Estarei nas reportagens da Rádio Mania, em 90.9 FM ou na internet pelo www.radioarquibancada.com.br. Todos os detalhes você também encontra online através do portal de notícias O Repórter.com - www.oreporter.com -, aonde uma equipe guerreira e competente trará os detalhes sobre todos os dias da festa. Também terei a honra de, por mais um ano, ser jurado do prêmio Estrela do Carnaval.

Na terça-feira, chega a vez de prestigiar os desfiles da Série B, na Estrada Intendentes Magalhães, em Campinho, cuja organização também será da Lierj.

E o ritmo não para na quarta-feira, com as apurações do Grupo Especial e da Série A. Na quinta-feira, as apurações são das séries B, C e D. O sábado fecha essa maratona com o desfile das campeãs.

E no domingo... Bem, domingo é dia de ver o Oscar pela televisão.

Boa festa a todos!